quinta-feira, 27 de maio de 2010

TDAH: Santa Casa oferece tratamento gratuito para crianças

Pais que têm filhos muito agitados e desconfiam que eles sofram de Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAHI), aí vai uma boa notícia: a Santa Casa de Misericórdia do Rio está com 50 vagas para o tratamento gratuito de crianças com esse problema.

Mas, segundo Fabio Barbirato, chefe do departamento de psiquiatria infantil da instituição, nenhum dos pacientes ter feito qualquer tratamento antes ou estar no meio de um:

- A iniciativa é voltada para pessoas humildes, que não teria como pagar esse tratamento, que é caríssimo. Só a avaliação pode custar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.

Outras informações podem ser obtidas no telefone da Santa Casa: 2533-0118. E, caso você ache que seu filho pode ter TDHI, veja abaixo uma lista com os sintomas. Se forem identificados entre 5 e 6 deles com a intensidade "bastante" ou "demais", você deve encaminhar a criança para uma avaliação especializada.

1. Falha em prestar atenção aos detalhes ou comete erros por falta de cuidado em trabalhos escolares e tarefas.

2. Dificuldade em manter atenção em tarefas ou em brincadeiras.

3. Parece não escutar quando lhe falam diretamente.

4. Não segue instruções e falha em terminar temas de casa, tarefas ou obrigações.

5. Tem dificuldades para organizar tarefas e atividades.

6. Evita, não gosta ou reluta em envolver-se em tarefas que exijam manutenção do esforço.

7. Perde coisas necessárias para suas atividades (brinquedos, livros, lápis, material escolar).

8. É distraído por estímulos alheios.

9. É esquecido nas atividades diárias.

10. É irrequieto com as mãos ou pés ou se remexe na cadeira.

11. Abandona sua cadeira em sala de aula ou em outras situações nas quais isto é inapropriado.

12. Corre ou escala em demasia em situações nas quais isto é inapropriado.

13. Tem dificuldades para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer.

14. Está a mil ou frequentemente age como se estivesse a "todo vapor".

15. Fala em demasia. 16. Dá respostas precipitadas antes das perguntas serem completadas.

17. Tem dificuldade para aguardar a vez.

18. Interrompe ou se intromete em conversas ou brincadeiras.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dislexia e TDAH: saúde na escola

Você sabe o que é dislexia e déficit de atenção?

O que significa todas essas palavras complicadas? Precisamos entender o que são e a importância delas. Vamos lá!

Dislexia é quando e a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever. Costuma ser identificada na alfabetização e acontece mesmo quando o aluno tem uma inteligência acima da média. Não há cura, mas remédios ajudam os disléxicos a conviver e superar suas dificuldades.

Já o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é quando uma pessoa mostra sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade.

O transtorno nasce com a pessoa e assim como a dislexia e aparece na infância, quase sempre acompanhando o indivíduo por toda a sua vida.

Nas duas situações a pessoa tende a sentir-se triste, frustrada e com comportamentos agressivos.

Infelizmente, a maioria das escolas do Brasil não dá suporte aos alunos que apresentam essa dificuldade e nem ao menos têm conhecimento do problema.

Pensando nisso, o senador Gerson Camata (PMDB do Espírito Santo) apresentou um Projeto de Lei 7081/10 que obriga o diagnóstico e tratamento de dislexia e de transtorno de déficit de atenção para estudantes do ensino básico.

A ideia é assegurar aos alunos o acesso aos objetos didáticos adequados ao desenvolvimento da aprendizagem e oferecer aos professores cursos específicos sobre o diagnóstico e o tratamento dessas disfunções.

Na Câmara dos Deputados, o projeto precisa ser votado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

sábado, 1 de maio de 2010

O que é o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH)


Antes de sugerir que um aluno tem hiperatividade, veja se é sua aula que não anda prendendo a atenção. Cinco pontos essenciais sobre esse transtorno

À primeira vista, a estatística soa alarmante: de 3 a 6% das crianças em idade escolar sofrem com o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (o nome oficial do TDAH), que muita gente conhece somente como hiperatividade. Quer dizer então que, numa classe de 30 alunos, sempre haverá um ou dois que precisam de remédio?

Não. Na maioria das vezes, o acompanhamento psicológico é suficiente. E, se o problema for bagunça ou desatenção, vale analisar se a causa não está na forma como você organiza a aula.


"Geralmente, a inquietação costuma estar mais relacionada com a dinâmica da escola do que com o transtorno", diz Ma­u­ro Muszkat, especialista em Neuropsicologia Infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Quando o caso é mesmo de TDAH, são três os sintomas principais: agitação, dificuldade de atenção e impulsividade - que devem estar presentes em pelo menos dois ambientes que a crian­ça frequenta.

Por tudo isso, nun­­ca é demais lembrar que o diagnóstico precisa de respaldo médico. Veja cinco pontos essenciais sobre o transtorno.

1. Agitação não é hiperatividade

Há dias em que alguns alunos parecem estar a mil por hora e nada prende a atenção deles. Isso não significa que sejam hiperativos.
~
O problema pode ter raízes na própria aula - atividades que exijam concentração muito superior à da faixa etária, propostas abaixo (ou muito acima) do nível cognitivo da turma e ambientes desorganizados e que favoreçam a dispersão, por exemplo. Em outras ocasiões, as causas são emocionais.

"Questões como a morte de um familiar e a separação dos pais podem prejudicar a produção escolar", diz José Salomão Schwartzman, neurologista especialista em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.
Nesses casos, os sintomas geralmente são transitórios. Quando ocorre o TDAH, eles se mantêm e são tão exacerbados que prejudicam a relação com os colegas. Muitas vezes, o aluno fica isolado e, mesmo hiperativo, não conversa.

2. Só o médico dá o diagnóstico

Um levantamento realizado recentemente pela Unifesp aponta que 36% dos encaminhamentos por TDAH recebidos no setor de atendimento neuropsicológico infantil da instituição são originados da escola por meio de cartas solicitando aos pais que procurem tratamento para o filho.

"Em muitos casos, o transtorno não se confirma", afirma Muszkat.

A investigação para o diagnóstico costuma ser bem detalhada.

Hábitos, traços pessoais e histórico médico são esquadrinhados para excluir a possibilidade de outros problemas e verificar se os aspectos que marcam o transtorno estão mesmo presentes.

Como ocorre com a maioria dos problemas psicológicos (depressão, ansiedade e síndrome do pânico, por exemplo), não há exames físicos que o problema. Por isso, o TDAH é definido por uma lista de sintomas.
Ao todo são 21 - nove referentes à desatenção, outros nove à hiperatividade e mais outros três à impulsividade.

3. Nem todos precisam de remédio

Entre os anos de 2004 e 2008, a venda de medicamentos indicados para o tratamento cresceu 80%, chegando a cerca de 1,2 milhão de receitas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Diversos especialistas criticam essa elevação, apontando-a como um dos sinais da chamada "medicalização da Educação" - a ideia de tratar com remédios todo tipo de problema de sala de aula.

"Muitas vezes, o transtorno não é tão prejudicial e iniciativas como alterações na rotina da própria escola, para acolher melhor o comportamento do aluno, podem trazer resultados satisfatórios", explica Schwartz­wman.

Quando a medicação é necessária, os estimulantes à base de metilfenidato são os mais prescritos pelos médicos. Ao elevar o nível de alerta do sistema nervoso central, ele auxilia na concentração e no controle da impulsividade.

O medicamento não cura, mas ajuda a controlar os sintomas - o que se espera é que, juntamente com o acompanhamento psicológico, as dificuldades se reduzam e deixem de atrapalhar a qualidade de vida.

Vale lembrar que o remédio é vendido somente com receita e, como outros medicamentos, pode causar efeitos colaterais. Cabe ao médico avaliá-los.

4. O diálogo com a família é essencial

Em alguns casos, os professores conseguem participar das reuniões com os pais e o médico.

Quando isso não é possível, conversas com a família e relatórios periódicos enviados para o profissional da saúde são indicados para facilitar a comunicação. É importante lembrar ainda que não é por causa do transtorno que professores e pais devem pegar leve com a criança e deixar de estabelecer limites - a maioria das dificuldades gira em torno da competência cognitiva, da falta de organização e da apreensão de informações, e não da relação com a obediência.

Durante os momentos de maior tensão, quando o estudante está hiperativo, manter o tom de voz num nível normal e tentar estabelecer um diálogo é a melhor alternativa.


"Se o adulto grita com a criança, ambos acabam se exaltando rápido e, em vez de compreender as regras, ela pode pensar que está sendo rejeitada ou mal compreendida", diz Muszkat.


5. O professor pode ajudar (e muito)

Adaptar algumas tarefas ajuda a amenizar os efeitos mais prejudiciais do transtorno.
Evitar salas com muitos estímulos é a primeira providência.

Deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, uma vez que o movimento da rua ou do pátio é um fator de distração.


Outra dica é o trabalho em pequenos grupos, que favorece a concentração.

Já a energia típica dessa condição pode ser canalizada para funções práticas na sala, como distribuir e organizar o material das atividades.


Também é importante reconhecer os momentos de exaustão considerando a duração das tarefas.

Propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios, por exemplo, é um caminho para o aluno retomar o trabalho quando estiver mais focado.

De resto, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e se a rotina não está repetitiva.

Esta, aliás, é uma reflexão importante para motivar não apenas os estudantes com TDAH, mas toda a turma.

Fonte: Revista Nova Escola

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Educando nos dias de hoje: o sucesso da disciplina assertiva - Dra. Adriana Couto Rosa Dutra de Oliveira


Sempre busquei uma escola que fosse capaz de suprir as necessidades acadêmicas sem perder de vista o fato de que nem todas as crianças caem na faixa normal da curva de Gauss.

A maioria das escolas se mostra adequada para grande parte das crianças, mas são inúmeros os pais que se queixam de que não conseguem encontrar uma escola adequada para seu filho(a) que tem TDAH, distúrbio do aprendizado, ou outros diagnósticos. Essas crianças ficam à mercê da sorte, de encontrar uma professora que compre sua briga.
O destino fez com que, por acaso, durante nossa estadia nos Estados Unidos, meus filhos fossem matriculados numa escola dessas. Olhando de fora parecia uma escola comum. Pública, de classe média, numa cidade do interior. Mas não demorou para que percebêssemos que tinha alguma coisa diferente ali. Dia após dia, as crianças chegavam em casa com algum sucesso para contar.

Era papelzinho atestando como eles estavam em silêncio no corredor, ou um vale que dava direito a passar 15 minutos na biblioteca devido a algum bom comportamento, ou um aviso dizendo que em tal sexta-feira, porque a classe estava mostrando grande habilidade em solucionar os atritos, eles poderiam levar um brinquedo. Até que uma tarde tocou o telefone.

Uma das professoras ligou para conversar comigo. Começou dizendo como meu filho estava sendo muito paciente na sua adaptação, o quanto de coragem estava demonstrando cada vez que arriscava uma resposta mesmo sem dominar o idioma, como ele estava sendo respeitoso ao seguir as regras, como estava sendo tolerante com as outras crianças que não aprendiam no mesmo ritmo. E por aí afora. Após os elogios fiquei esperando para que ela passasse para os problemas.

Para minha surpresa, não havia problema algum. O telefonema era só para compartilhar o que estava dando certo!
Esse foi o ponto de partida para que eu procurasse o diretor. Nunca tinha visto uma escola tão positiva, que mudasse de modo tão animador o comportamento dos meus filhos. Queria saber qual era o método que eles aplicavam lá. Ele me explicou que lá existia um grande problema com a disciplina.
Todos os dias se formava uma fila de alunos “problema” que eram mandados para a diretoria para conversar. E que ele, diretor, ocupava parte do seu tempo tentando resolver esses assuntos.

Aliado a isso havia a queixa dos professores de que eles não haviam tido, durante sua formação, nenhuma orientação de como lidar com questões de disciplina, com crianças difíceis, com TDAH ou outros diagnósticos, que vinham de lares disfuncionais e que não se encaixavam e não respondiam às técnicas comuns que eles haviam experimentado.

Eles decidiram então usar um modelo que foi implantado numa escola em Tucson, Arizona. Aquela escola, de 800 alunos, mais de 80% de baixa renda e com crianças em grande desvantagem sócio-econômica foi por oito anos seguidos a campeã de suspensão de alunos na cidade.

Foi quando eles passaram a usar uma técnica, desenvolvida por Howard Glasser, inicialmente para tratamento de portadores de TDAH e posteriormente, devido aos seus resultados, estendida para todas as crianças. Por essa abordagem os professores desenvolvem um vocabulário riquíssimo para descrever os sucessos e pontos positivos de todos os alunos, de modo que eles começam a se enxergar sob uma perspectiva diferente e melhor.

A perspectiva de uma criança que consegue experimentar o sucesso no dia-a-dia. Ao mesmo tempo, colocavam regras claras e rígidas que, quando quebradas os alunos sabiam que teriam uma conseqüência já estabelecida. E que, quando eles optavam por quebrar essas regras, nenhuma grande atenção, além da necessária para impor a conseqüência, era gasta.


O resultado foi que, já no primeiro ano sob esse programa, apenas um aluno foi suspenso, não houve nenhum caso relatado de “bullying”, as notas aumentaram exponencialmente e nenhum professor pediu transferência para outra escola (o que era um milagre, já que ninguém queria lecionar lá)!!!


O segredo foi que os professores, após curto treinamento, conseguiam ver a apontar para os alunos, de modo muito convincente, os valores que cada um carregava dentro de si, suas qualidades e pontos fortes. Ninguém mais gastava energia e valorizava o que eles faziam de errado. Eles foram bombardeados por uma enxurrada de sucessos e se convenceram que podiam ser esse sucesso.
Imagine o que significou para tais crianças as mães receberem um telefonema não para comunicar uma suspensão, mas para dizer o quanto a criança estava sendo íntegra no último mês?

O que significa para uma classe ouvir que eles estavam mostrando tanto que sabiam planejar bem, fazer escolhas e permanecer na tarefa que, para comemorar, na sexta-feira iam ganhar uma festa?

Esses resultados de Tucson inspiraram centenas de professores a experimentar esta técnica em suas classes.


O que vi, nas diferentes escolas que visitei, foi professores em ambiente calmo, tranquilo, refletindo constantemente para seus alunos o seu potencial, não perdendo o controle quando alguma regra era quebrada, antecipando problemas e elogiando alunos quando eles se comportavam conforme o esperado.

Vi alunos querendo fazer parte daquelas classes, não chegando atrasados, não faltando às aulas, não deixando de fazer a tarefa e prestando atenção, porque queriam fazer parte daquele grupo!
Eu acredito na escola como a chance mais viável para se alcançar uma sociedade melhor. E sei que no Brasil, nossos problemas são ainda maiores.

Nossos professores são sobrecarregados, recebem salários injustos e, à semelhança dos americanos, foram treinados para ensinar e não para lidar com crianças difíceis, com problemas de disciplina. Penso que é hora de se disseminar esse modelo no nosso meio.

Ele não requer nenhuma tecnologia, não tem um custo alto e depende apenas de algumas horas de treinamento. Faz bem para os alunos, aumenta a auto-estima, melhora as notas, faz com que alunos e professores queiram ir para a escola.

Não só as crianças com TDAH ou com distúrbios do aprendizado passam a florescer.

Todas ganham. Ganham também os professores, que passam a trabalhar com prazer, e não num ambiente estressante.


O que é preciso para isso?

Poucas horas de treinamento, disposição e coragem para mudar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Coordenadores despreparados podem ser nocivos a vida de um TDAH

Por Alexandre Farias

Lendo o artigo abaixo sobre o caso do aluno de TDAH, eu começo a ter certeza de que muitos educadores e coordenadores estão longe de atuar na educação como ela merece.

Falta muito preparo, atenção, vontade e acredito que alguns acham que podem falar para o aluno o que quer e não quer. Engano do educador!

Não generalizo, alguns são atenciosos e sabem lidar com alunos que precisam do seu amor e carinho, mas outros preferem dar patadas e coices.

Lembro que meu filho sempre amava uma coordenadora chamada Adriana, que entendia e sabia quanto uma criança com TDAH sofre com suas impulsividades e falta de atenção. Ele chegou a ter um relacionamento ótimo por alguns anos com esta maravilhosa coordenadora a ponto de chamá-la de mãe e ela de Filho.

Quando saiu da escola e foi para outra que está, ele chorou por sua falta, mas tive que fazer esta troca devido a escola ser puxada demais. Para ele, o estudo estava sendo difícil demais por ter que estudar muito para as provas.

Mas como existem bons educadores, existem outros que acham que são Deuses.

Existe sempre aquele coordenador que não acredita que a criança tem Tdah e nem procura saber o que é, quais são e como são os efeitos de uma criança com transtorno de déficit de atenção.

Também, pra que? Não são eles que tem dificuldade, o dinheiro todo mês cai na conta e se dedicar um pouco para entender os transtornos de déficit de atenção é muita areia para o seu caminhãozinho.


Alguns tem seus cargos como vitalícios em algumas escolas e pensam que não correm o risco de perdê-los pela irresponsabilidade de não saber lidar com uma criança que não pediu para ser desta forma.

Talvez queiram ser ou são mal educados com estas crianças por saber que não vão dar conta do recado e não vão conseguir educar a criança com TDAH.

Ela(e) precisa jogar a sua falta de capacidade em alguém – e ai vai na criança. Incompetência pura!

Muitas vezes, situações como estas me faz desacreditar na pedagogia que mais parece em algumas escolas uma ditadura; as crianças não tem direito nenhum, não são ouvidas e apenas recebem broncas e falta de respeito de quem deveria amá-las.

As crianças precisam estar prontas para lidar com a ignorância dos coordenadores despreparados e ultrapassados.

Eu também sou um pai de uma criança com TDAH; eu sei que alguns coordenadores são totalmente hipócritas e despreparados pedagogicamente, sem falar de atitudes que merecem o desprezo do aluno do que a sua atenção.

Já tive o desprazer de escutar do meu filho que a sua coordenadora disse para ele na frente dos seus amigos de classe que TDAH não é problema, mas falta de educação. Se fosse falta de educação, ele ainda está em tempo para ser corrigido, mas ela já não tem mais idade para isso.

Falta de educação é o despreparo pedagógico por fazer o que não se pode fazer.

O grande problema é saber o que é falta de educação e TDAH. Pelo que percebi, a falta de despreparo pedagógico é o problema da coordenadora.

Não se fala do que não se conhece, não se fala do que não está preparada, não se trata um aluno desta forma – com ou sem TDAH – não é correto esta atitude e muito menos cristã.

Jesus nos disse que deveríamos amar o próximo como a ti mesmo e não matar o próximo.

Estas atitudes matam a vontade de ir para escola, matam a capacidade de uma criança com transtorno que busca em sua alma o interesse nas matérias, isso mata a educação!

O grande problema é que isso pode ser considerado preconceito – conceito pré-concebido sem conhecimento do assunto. Isso é crime!

Se o aluno é considerado um aluno de inclusão, seria o TDAH uma falta de educação?

Pelo projeto (PLS 402/08), o poder público deve manter programa de diagnóstico e de tratamento de estudantes da educação básica com essas duas disfunções, por meio de uma equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos, entre outros profissionais.

O projeto também assegura às crianças com dislexia e TDAH o acesso aos recursos didáticos adequados ao desenvolvimento da aprendizagem, bem como estabelece que o Poder Público garanta aos professores da educação básica cursos sobre o diagnóstico e o tratamento desses dois transtornos, de forma a facilitar o trabalho da equipe multidisciplinar.

O projeto original previa somente o diagnóstico e o tratamento da dislexia nas escolas. Segundo o parlamentar, as crianças com esse tipo de transtorno não recebem, atualmente, atendimento específico e especializado nas escolas públicas brasileiras. – A criança com dislexia, devido às suas dificuldades de acompanhar o processo de aprendizagem dos demais alunos, tende a sentir-se frustrada e, pelo menos uma parte delas, pode desenvolver problemas emocionais e comportamentos anti-sociais, como excessiva agressividade ou retraimento - afirma Camata.

A matéria já foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Na CE, a relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), incluiu o transtorno do déficit de atenção no projeto, ao justificar que, assim como a dislexia, o TDAH também ocasiona dificuldades na escola, tanto na aprendizagem quanto no relacionamento social. - Cabe ressaltar que o TDAH é reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em alguns países, seus portadores são protegidos pela lei, no que diz respeito a tratamento diferenciado na escola - justifica a senadora.

Agora que já foi citada a lei que fornece ao aluno com TDAH uma proteção diante da justiça, será que ser desprezado e humilhado diante dos colegas não acarreta outros problemas mais sérios que a Ritalina não vai resolver?

Um educador deveria ter no mínimo um preparo para chamar a atenção de uma criança, será que ele não sabe que isso pode causar um processo pelos direitos da criança e adolescente e baseados nas leis que protegem o portador de TDAH que é considerado um aluno de inclusão?

Chamar a atenção é uma coisa, outra é querer ridicularizar a criança na frente dos colegas de classe.

Não estou defendendo que a criança possa fazer o que quiser, mas é necessário saber como fazer isso sem prejudicar o seu processo educativo.

Mas isso é um reflexo do preparo de alguns educadores.

Dizer é muito fácil, responder pelos seus atos diante da justiça é que pode ser difícil.

Lute pelo seu filho, não deixe que nenhum educador possa fazer do seu filho um boneco manipulado pelo seu ego.

O Narcisismo também é um pecado que leva o educador a ruína.

Diretoria de Ensino de São Bernardo considerou retenção irregular e promoveu adolescente portador de TDAH

Renan Rodrigues- Especial para o Agora

O aluno Tomaz Cardoso de Brito, da EME Alcina Dantas Feijão, foi reprovado irregularmente na primeira série do ensino médio, no ano passado, pela direção da escola. A Diretoria de Ensino de São Bernardo do Campo, responsável pelas escolas estaduais e municipais de São Caetano, considerou ilegal a retenção do estudante portador de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e o aprovou para a série seguinte.

Tomaz, que tem TDAH diagnosticada desde 1997 e utiliza o medicamento Ritalina, já havia sido reprovado em 2005, na mesma escola. "Fiz diversos apelos, inclusive no mês passado, para um melhor acompa-nhamento e uma melhor comunicação entre a escola e a família, explicando as necessidades especiais dele, mas nenhuma atitude foi tomada”, disse Iremar Ferreira, pai do adolescente.

Segundo Ferreira, diversas reuniões foram marcadas com a participação do Conselho Tutelar, Diretoria de Ensino, a família e representantes do Alcina, mas a escola se recusou a oferecer acompanhamento individualizado para o estudante. "Durante uma reuniãode pais e mestres, o assistente de direção, sr.Takahisa, disse que os alunos que estivessem com dificuldades deveriam pedir transferência para outra escola mais fácil”, afirmou Ferreira.

Especialista em TDAH, a psicoterapeuta e diretora do Instituto Paulista de Déficit de Atenção, Cacilda Amorim, explica a importância da preparação dos educadores. "O TDAH é um transtorno de base orgânica e a dificuldade de atenção e impulsividade não deve ser confundida com falta de interesse da criança ou adolescente. A escola tem um papel importante e precisa ser orientada.
Infelizmente, os profissionais ainda são pouco preparados.”

"Meu filho está motivado e quer acompanhar. Não vou retirá-lo do Alcina, pois é lá que ele quer estudar”, afirmou Ferreira. Durante a semana, a reportagem tentou entrar em contato com a diretora do Alcina, Maria Teresinha Fiorotti, mas não obteve resposta.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cadastro de Médicos - TDAH


Algumas pessoas me pedem indicações de clínicas em diversos lugares do Brasil -


Estou colocando o link dos profissionais que tratam o TDAH - Depois, voltem ao blog pelo acesso do seu computador, o site da ABDA não tem um link específico para voltar ao blog.


Todas as informações sobre capacitação e ou especialização em TDAH dos profissionais cadastrados foram fornecidas pelos próprios, estando a ABDA isenta de responsabilidade sob a conduta de cada um. Os próprios profissionais disponibilizam um pequeno currículo que pode ser visto ao clicar no link RESUMÉ.


O blog Mundo da criança Hiperativa não se responsabiliza pela conduta de cada um, apenas estamos ajudando na divugação dos médicos pela ABDA.


Cadastros de Médicos do Estado de São Paulo




Cadastro de Médicos - MG





Cadastro de Médicos - RJ




Cadastro de Médicos - PR




Cadastro de Médicos - SC




Cadastro de Médicos - RS




Cadastro de Médicos - GO




Cadastro de Médicos - DF




Cadastro de Médicos - BA





Cadastro de Médicos - ES




Cadastro de Médicos - PE





Cadastro de Médicos - MA


TDAH - QUESTÕES PRÁTICAS, TEÓRICAS E POLÊMICAS

Atenção: EVENTO EXCLUSIVO PARA PROFESSORES
O evento que acontecerá em SP será transmitido também ao vivo para todo o Brasil através do site www.atencaoprofessor.com.brInscrições gratuitas em: http://www.dialogoscapitais.com.br/tdah/
Data: 16/04/2010 – sexta feira
Horário: Credenciamento e Brunch: as 12:30 horas -
Debates: das 13 às 16:30 horas
Local: Teatro Arena da PUC (Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes – São Paulo – SP)
Apoio: ABDA e Novartis

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ritalina, remédio usado para tratar crianças com déficit de atenção, melhora capacidade de aprender, dizem cientistas


RIO - A ritalina, medicamento muito usado pelos médicos para ajudar crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) a melhorar a concentração, atua também na velocidade de aprendizagem, disseram os cientistas nesta segunda-feira.


Em pesquisas feitas com animais, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, São Francisco, nos Estados Unidos, provaram pela primeira vez que o remédio interfere nas habilidades cognitivas, aumentando a atividade dos neurotransmissores de dopamina dentro do cérebro.


Neurotransmissores são mensageiros químicos que fazem os neurônios se comunicarem. A pesquisa com a ritalina mostrou que o remédio atua num tipo de dopamina, aumentando sua capacidade de concentração, mas também atua em outro tipo, interferindo no processo de aprendizagem. Isso ocorreria porque a ritalina atua na comunicação entre os neurônios durante a sinapse.

- A descoberta pode ajudar a desenvolver novas drogas, com menos efeitos colaterais, que auxiliem na melhoria do foco e do aprendizado - disse o cientista que liderou a pesquisa Antonello Bonci, da Ernest Gallo Clinic e professor de neurologia da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF).


Fonte: O Globo

segunda-feira, 22 de março de 2010

Você já foi cobrado por algo que você não consegue fazer?

Eu não consigo ficar parado por muito tempo, parece que é a aula nunca acaba!

Eu não consigo prestar atenção na aula, às vezes eu apronto, mas os meus professores querem que eu fique quieto todo tempo. mas não dá!

Eu tento às vezes eu faço as coisas e depois que eu fiz, eu me arrependo, mas parece que eu faço sem pensar no que vai dar errado.

AI, na minha agenda vem um papelzinho verde que alguns professores mandam para o meu pai dizendo que eu não presto atenção, que eu não consigo parar no lugar, que eu me distraio facilmente... depois o médico diz que sou eu que tenho TDAH!

Será que os meus professores não me entendeis? Será que eles sabem o que é querer prestar atenção e não conseguir? Será que eles sabem que eu quero obedecer, mas às vezes eu não consigo!

Agora eu comecei tomar o remédio, mas eu não gosto porque parece que eu estou amarrado, parece que alguma coisa me segura. Não é fácil, mas eu vou conseguir.

Ainda bem que no futebol eu consigo fazer muitos gols, também, eu não preciso ficar sentado por horas e horas...

Tchau pessoal.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Alunos com dislexia e déficit de atenção podem ter atenção especial em escolas públicas

Os estudantes da rede pública de ensino com dislexia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão passar a receber atenção especial nas escolas em que estudam.

Projeto de lei com essa finalidade, de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em decisão terminativa.

A relatora da matéria, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), incluiu o transtorno do déficit de atenção no projeto, não presente no texto inicial de Camata.

Segundo a senadora, o TDAH também ocasiona dificuldades na escola, tanto na aprendizagem quanto no relacionamento social. O autor considerou que a inclusão aprimorou a sua proposta.

Pelo projeto (PLS 402/08), o poder público deve manter programa de diagnóstico e de tratamento de estudantes da educação básica com essas duas disfunções, por meio de uma equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos, entre outros profissionais.

fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=99631&codAplicativo=2

quinta-feira, 4 de março de 2010

As crianças X mochila escolar


Olá pessoal - Decidi colocar neste blog alguns assuntos que são importantes para a criança além dos artigos e matérias sobre TDAH.

Então - inauguro estes artigos colocando uma matéria sobre a mochila que as crianças tanto levam o ano inteiro.

Você já deve ter comprado a mochila para seu filho ir a escola, certo? Ótimo, mas você reparou se o tamanho da mochila é realmente adequado para as necessidades diárias de seu filho? O ortopedista do hospital do coração Dr. Sergio Xavier alerta para o uso incorreto e o peso excessivo das mochilas da criançada.

O que levar à escola, e como levar é um dilema que há tempos os pais enfrentam. É um cuidado que deve ser redobrado a cada ano, para que possam evitar lesões sérias que podem se tornar doenças crônicas.


A maneira como carregar, erguer ou retirar a mochila das costas faz toda diferença.

Se comparada a bolsas de uso lateral, a mochila com duas alças é a mais indicada pois distribui o peso dos objetos pelos músculos e abdômen. Segundo Dr. Sérgio Xavier, o mau uso da mochila pode ocasionar dor muscular, ferimentos abrasivos e problemas na a coluna: "o peso pode afetar as articulações, influindo no desenvolvimento das crianças. O ideal é que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso de seu filho.", explica o ortopedista.


Mochila com alça X Mochila com rodinhas


Muitos pais acreditam que a mochila com rodinhas é a melhor opção para a criança. Engano!


"A altura do puxador tem que ser adequada a altura da criança, e o peso também não pode ultrapassar a porcentagem limite, caso isso aconteça, o esforço da criança ao puxar o carrinho pode causar lesões tão sérias quanto carregar a mochila nas costas. Portanto veja se o que seu filho carrega na mochila é mesmo o que ele precisa.", alerta Dr. Xavier.

Fique atento a qualquer reclamação da criança e ao primeiro sinal de dor consulte um médico.

Mochila: lesões mais comuns

Em média o HCor atende no início do ano cerca de 10 crianças por mês com queixas de dores nos ombros, geralmente ocasionadas pelo mau uso das mochilas escolares. São problemas que se não tratados podem levar a prejuízos na saúde para a vida toda. É comum encontrar jovens com problemas de postura e dores crônicas nas articulações.

Os problemas mais comuns pelo uso incorreto da mochila são:


• Dor muscular
• Ferimentos abrasivos
• Alterações posturais
• Fadiga
• Irritabilidade

Quando a criança é diagnosticada com esses problemas o tratamento de reabilitação é iniciado com sessões de fisioterapia e exercícios de compensação.
Mochila: como prevenir lesões

Para prevenir possíveis lesões nas crianças o Dr. Xavier dá algumas dicas:
• As mochilas devem ter duas tiras para distribuir o peso da melhor forma.
• As tiras devem ser preferencialmente acolchoadas e ajustadas de forma que a mochila fique rente ao corpo da criança.
• A largura da mochila não pode ser maior que o dorso da criança.
• A mochila não deve ultrapassar a cintura da criança.
• Dê preferência para mochilas com poucos bolsos. A diversidade de compartimentos pode ser um atrativo para carregar objetos inúteis.
Zele pela saúde de seu filho!
Fique atento ao peso das mochilas todos os dias!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Déficit de atenção ainda é problema subestimado - Por Natalia Cuminale - revista Veja

As vendas de metilfenidato - medicamento indicado para o tratamento de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) – saltaram quase 80% entre 2004 e 2008, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O aumento provocou suspeitas de uso indiscriminado da droga: levantou-se até a hipótese de que crianças receberiam erroneamente o diagnóstico positivo por conta do comportamento agitado. Além disso, adolescentes estariam obtendo o remédio tarja-preta clandestinamente para turbinar suas funções cognitivas.
Consultados acerca da eventual prescrição infantil imprópria, especialistas ouvidos por VEJA.com apostaram justamente na tese contrária.

"Configura-se mais um caso de subdiagnóstico do que de prescrição exagerada", afirma Luís Rohde, psiquiatra da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). "Esse fenômeno de vendas mal corresponde à necessidade real do país", complementa Paulo Mattos, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro sobre o tema No Mundo da Lua.

A partir de dados da Anvisa e do IBGE, o médico diz que menos de 30.000 pessoas com TDAH são tratadas por ano no país - número baixo, frente aos 3 milhões de brasileiros potencialmente portadores.

Por essa razão, os especialistas preferem creditar a disparada no consumo à disseminação do conhecimento sobre o distúrbio neuropsiquiátrico - que atinge entre 3% e 6% das crianças em idade escolar. "Quanto maior a gama de informações, capacitação e esclarecimento acerca de um transtorno, mais pessoas procuram um diagnóstico. Isso faz com que aumente a incidência do uso da medicação", afirma Iane Kestelman, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Déficit de Atenção.


Diagnóstico difícil - A opinião dos médicos, contudo, não encerra a questão. "De fato, existem diagnósticos errados e o uso desnecessário da medicação - o que ocorre em todas as áreas medicina. Mas o tratamento correto não pode pagar a conta dos maus profissionais", afirma Kestelman.

Na raiz do problema está a dificuldade no diagnóstico de TDAH. Ao contrário de outros males, não há um exame laboratorial que possa complementar ou confirmar a análise realizada em consultório.

Para descobrir se uma criança possui o transtorno, é preciso observar se os sintomas ocorrem há pelo menos seis meses em ambientes diferentes, como escola e família.

Além disso, o médico especialista deve, por meio de entrevista, analisar se o perfil do paciente se encaixa em uma lista de 18 sintomas. Isso pode dar margem a que um médico menos experiente realize um diagnóstico exagerado.

"Os sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade têm que se manifestar em todos os contextos em que a criança vive e precisam provocar um prejuízo na vida dela, seja no relacionamento familiar, social ou no desempenho acadêmico", explica Marcos Arruda, neurologista pediátrico do Instituto Glia e membro da Associação de Neurologia e Psiquiatria Infantil.

Erro e acerto - Por conta de um diagnóstico errado, o designer Gabriel (que prefere não revelar seu nome verdadeiro) viveu severas turbulências durante boa parte da vida. "Minha infância e adolescência foram um inferno. Mais tarde, cheguei a largar a faculdade três vezes devido ao problema", conta. Sofrendo, ele procurou um médico, que apresentou o diagnóstico de transtorno bipolar e impôs ao jovem, hoje com 27 anos, três anos de tratamento intensivo com remédios para combater aquele mal.

Há dois anos, porém, veio um novo veredito: TDAH. Veio também uma nova vida. "Agora, faço em 15 minutos uma tarefa que, por conta de distração, levaria uma hora", diz Gabriel.

Surpresa maior acerca da sua situação médica estaria por vir. Depois do novo diagnóstico, a mãe de Gabriel revelou que ele recebera o mesmo parecer médico na infância. O tratamento, contudo, foi suspenso devido a pressões na escola. "Naquela época, a diretora repreendeu minha mãe porque não achava correto dar um remédio tarja-preta para uma criança", diz Gabriel. "Ela só me contou a história depois do novo diagnóstico: até então, ela tinha vergonha de revelar isso."

Como funciona a droga -
A Ritalina, nome comercial do metilfenidato, ajuda pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade a se concentrar com mais facilidade. "Um paciente com TDAH tem seu processo de atenção desregulado na liberação de dopamina (neurotransmissor)", diz Geraldo Possendoro, psiquiatra comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "A medicação estabelece o funcionamento adequado."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

USP cria instituto de psiquiatria para crianças e adolescentes

São Paulo - A Universidade de São Paulo (USP) criou o Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes, coordenado pelo professor Eurípedes Constantino Miguel, da Faculdade de Medicina (FMUSP).

O objetivo do instituto será de prevenir o aparecimento de doenças mentais em adultos a partir de ações dirigidas à infância e adolescência, segundo informações da Agência USP.


Segundo Miguel, a iniciativa é pioneira pois traz uma nova abordagem para a área de psiquiatria do desenvolvimento. Entre os transtornos mentais envolvidos no projeto estão: transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno de conduta, transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno do humor bipolar, autismo e transtorno de aprendizagem, entre outras.

São ao todo 16 projetos de pesquisa, envolvendo 70 pesquisadores.Além do Instituto de Psiquiatria (IPq) da FMUSP, também estão envolvidas as Universidades Federais: de São Paulo (Unifesp), do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Bahia (UFBA), de Pernambuco (UFPE), do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Federal de Santa Maria, a Universidade Metodista (Rio Grande do Sul), e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Centros de pesquisa internacionais, como as universidades de Yale, Harvard, Duke, de Nova York também colaborarão com os pesquisadores brasileiros.
AE

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Minha Vida - Depoimento de um TDAH

Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?

"Mal educado!!!!" " Semlimites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.

Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.

Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".

Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.

Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados.

E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.
Ele era o capitão do time, ele era querido.....

Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.

Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.

Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.

Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.

Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.

Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.

E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...

Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.

Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.

Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.

Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.

Ele?

Sou eu...

Beto - Contato através de betok@tdah.org.br

Fonte: http://www.tdah.org.br/reportagem02.php?id=44&&tipo=T