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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os professores não podem dizer que é falta de informação

Muitos professores reclamam da falta de informação, mas eu creio que muitos não tem  vontade de buscar informações e procurar entender a impulsividade e o modo de agir do TDAH.

Não são todos os professores que devem ser conhecidos desta forma, mas muitos preferem chamar inspetores despreparados ou enviar o aluno para a coordenação que também não tem preparo algum para lidar com a criança TDAH.

Acham que ganhar no grito ou na ordem sem qualquer conversa é a solução. E o que acontece?

Eles voltam a fazer as mesmas coisas pela impulsividade e os educadores os mesmos erros....e o ciclo da falta de vontade e conhecimento se repete todos os dias.

Acho que nós pais deveriamos tomar algumas atitudes: Se a conversa não resolver  e a escola se torna irredutível busque uma forma de resolver a solução: Telefone a uma emissora de Tv e explique o seu caso para a redação de um programa que você acha que vai acatar o problema e fazer uma reportagem sobre a escola.

Acho que esta na hora de agir mais e conversar menos......




quarta-feira, 16 de março de 2011

Depoimento - Minha Vida...""Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!"

No último Congresso Internacional da ABDA, apresentei durante uma palestra um texto escrito por meu filho para a cadeira de filosofia do curso de economia da PUC-RJ.

O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu filho, recebeu grau dez, fazendo com que todos nós chegássemos às lágrimas, inclusive o próprio professor que acabara de conhecê-lo.


A partir das inúmeras solicitações de cópias que tenho recebido do Brasil inteiro, decidi postar o texto aqui no site. No entanto, na condição de mãe, preciso fazer alguns comentários ligados ao texto que vocês lerão em seguida.

Em primeiro lugar, quero enfatizar que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos naquela época, em função da falta de informação sobre TDAH por parte de algumas escolas, médicos, profissionais... talvez o pior obstáculo com o qual nos deparamos tenha sido a arrogância, a prepotência e a insensibilidade daqueles que se diziam educadores, mas que optaram por EXCLUIR covardemente o que desconheciam, O TDAH representado naquele momento pelo meu filho, para não terem que experimentar o desafio e a impotência de encarar as suas próprias limitações ou a ignorância que não ousa se superar pela busca do conhecimento.

Aos “terapeutas” que tanto insistiram na tese de que TDAH não existe, que era uma doença inventada pela Indústria Farmacêutica, que a medicação era absolutamente perigosa e desnecessária, que se tratava de “falta de limites”, culpa minha, complexo de Édipo, blá, blá, blá.... Se por um lado lamento o tempo perdido, por outro, agradeço-os por terem me dado à oportunidade de olhar nos seus olhos e perceber o quanto estavam equivocados, aprisionados no estreito universo daqueles que só admitem uma corrente de saber - a própria.

A escola, em especial aquela que sumariamente reprovou o meu filho por não conseguir “ficar atento e ser muito agitado”, ao coordenador que disse que “o conselho de classe era soberano para punir alunos que não se esforçam”... a todos que um dia tentaram atrapalhar o seu caminho, plagiando o poeta Mario Quintana, digo:

Eles passaram, ficaram no passado.

Meu filho é que era passarinho, voa com sucesso rumo ao futuro.

Finalmente, meu afeto e eterna gratidão ao Prof. Paulo Mattos, grande amigo, por ter mostrado ao meu filho um caminho que ele já acreditava não existir e, ao Colégio A. Liessin pela forma acolhedora com que o recebeu, o que fez toda diferença para que ele pudesse provar que o sucesso era possível.

Iane Kestelman Presidente da ABDA


LEIA O TEXTO ABAIXO -  Como um TDAH sofre com a falta de conhecimento de educadores e coordenadores
Minha Vida

Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?

"Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.

Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.

Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".

Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.

Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados. E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.

Ele era o capitão do time, ele era querido.....

Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.

Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.

Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.

Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.

Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.

Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.

E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...

Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.

Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.

Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.

Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.

Ele?

Sou eu...

Beto

Obs: Solicitamos em caso de reprodução do texto, citar o nome do autor e a fonte (copyright).

(Grifo Meu)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

E a educação continua do mesmo jeito - Por Alexandre Farias

Eu estava pensando sobre a evolução da educação. Os métodos pedagógicos que são usados e as atividades que o aluno deve realizar para se tornar “apto” para a próxima etapa.


Chego a conclusão que não tivemos uma evolução, mas apenas um jeito de maquiar as dificuldades. Não posso negar que muitos tentam algo novo, mas a história apenas se recicla e não produz novas etapas eficientes.

Outro dia eu estava pensando sobre o uso da matemática no dia a dia do trabalho de milhares de pessoas. Será que estas pessoas foram preparadas para o uso da calculadora nas aulas de matemática ou tiveram que aprender a usar a calculadora fora dela?

Nós usamos o decoreba da tabuada do 9 ou a calculadora para resolver um questão matemática no trabalho?

É claro que necessitamos passar pelas 2 etapas, mas deveriam ter a preocupação em ensinar o aluno a entender o problema do que decorar a tabuada.

Se o aluno esquecer de subir o “1” ou descer o “ 2” na conta, já basta para o professor dar um sinal de errado. Se o professor esquecer de subir ou descer um número na nota do aluno, ele apenas cometeu um deslize.

A educação não olha para o futuro, mas apenas se conforma em maquiar o passado para que ele passe como evoluído.

As coisas continuam a mesma... Só mudou o uso dos métodos que na realidade dão um bom lucro para as escolas. Isso mesmo, a educação continua a mesma!

Quer ver?

O professor da aula, o aluno deve apenas escutar quieto.

O professor não pode ser questionado, é o aluno tem que sobreviver as perguntas do professor.

O professor analisa o aluno segundo o seu critério, mas não quer ser analisado pelo critério do aluno. Quer dizer, eles acreditam que o aluno não tem capacidade de criar critérios.

O professor se engana, o aluno erra.

O professor que tem letra ilegível é considerado intelectual, o aluno que tem uma letra tortinha é considerado relaxado.

O professor monta avaliações com muitas palavras difíceis que não fazem parte do vocabulário da criança, o aluno tem a obrigação de saber o que o professor está querendo no exercício porque ele precisa enriquecer o seu vocabulário.

O aluno não pode colocar o seu vocabulário do dia a dia. Se um professor fala gíria na sala de aula ele é considerado pra frentex ... se o aluno fala gíria na sala de aula ele é jogado para o fundo da sala e considerado malandro.

Quando chega no final do ano o aluno é reprovado pelas notas baixas, mas quem reprova o professor pela sua baixa nota de ensino pedagógico ? Pela falta de reconhecer as dificuldades dos seus alunos? Por não ter feito nada para que o aluno conseguisse entender o que ele estava dizendo?

Por não ter reciclado o seu conhecimento durante anos e não ter feito um curso de especialização?

Bem, vamos andando porque atrás vem o pessoal que vai querer me matar . Mas a verdade deve ser dita doa a quem doer.

Obs; Não quero colocar todos os professores no mesmo saco e jogá-los no Rio Nilo para os crocodilos, muitos se esforçam em melhorar o ensino. Mas que dá vontade de colocar alguns e jogar aos crocodilos, dá....

Eu nem corrigi o texto para os professores ter a desculpa de corrigi-lo e me considerar um neófito, mas isso é apenas uma desculpa para não refletir sobre o assunto. E assim vai a educação....

Alexandre Farias - Possui graduação em Teologia e Apologética pela Faculdade Teológica e Apologética Cristã Dr. Walter Martin (2008), e está cursando Filosofia pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Possui qualificação profissional de Radialista no setor de locução Profissional e operação técnica pela Rádioficina (1998 MTB 18435). Atualmente é consultor teológico do periódico - Saber e Fé: revista de teologia e apologética cristã, colaborando com artigos para publicação; é consultor teológico e apologético do Instituto Cristão de Pesquisa e do periódico Defesa da fé. Editor e articulista do periódico Boas Novas - jornal mensal da Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana. Diretor e professor do seminário teológico e Apologético IECP. Idealizador do encontro de teólogos e líderes cristãos conhecido como Café Teológico e Apologética .

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que acontece com muitas crianças com TDAH na escola

Tenho uma cça tdah, leio td a respeito, tendo ajuda-la ao máximo ,mas os professores não conseguem ter paciencia, sexta-feira passada porque ela riu na sala ,ela foi posta para fora, a diretora pediu p/ q. Ela ficasse no tablado depois falaria c/ ela, passou uma aula, o recreio,outra aula, foi qdo uma inspetora então pediu p/ ela procurar a direção pois a mesma devia ter se esquecido dela...Ela fez isso foi autorizada a voltar para a aula mas ficou sem lanchar...Qdo entrou na sala recebeu uma vaia geral,e a prof.Q. Ministrava aula naquele momento disse q. Foi hunaneme a decisão dos prof. Qualquer vacilo ela será posta p/ fora da sala. Ela não assiste mais aula, ninguem se incomoda, quais os direitos dela? Ela toma antidepressivo e ritalina,faz tratamento c/tds profissionais envolvidos na área,psicologo,psiquiatra,psicopedagogo,neurologista,e ela é hiperativa mas inteligente, e não faz maldade a ninguem só fala muito e muito alto.

Estou desenvolvendo um projeto contra o bullying q. é o q. Acaba com td começa pelos professores despreparados...Por favor me ajudem...Ela não estuda mais ,não assiste mais aula...Sempre td é motivo para ser impedida.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Professora amarra e amordaça aluno em Brasília

A professora Fátima Maria Gomes Bordine foi indiciada por maus-tratos, constrangimento ilegal e submissão à vexame, após amarrar e amordaçar uma criança de 6 anos em Brasília.

O caso ocorreu na manhã de ontem, em uma escola do Lago Sul. Segundo depoimento da professora, que foi liberada após assinar um termo circunstanciado, ela amordaçou o menino com fita adesiva.

Além disso, ela prendeu a criança em uma cadeira na sala de aula, na frente dos colegas de classe, de acordo com a polícia.

A professora alegou que queria que o menino ficasse quieto, pois precisava de silêncio na aula.

"Perdi a cabeça', disse em depoimento. Segundo a polícia, funcionários da escola testemunharam a situação e chamaram os policiais.



Fonte: agência Estado/ Video R7