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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Jovem com TDAH cria app para ajudar crianças com dificuldade de aprendizado

Ajudar crianças que tenham dificuldade cognitiva no processo de aprendizagem, este é o objetivo de um aplicativo desenvolvido para dispositivos móveis pela aluna Laleska Aparecida, de 18 anos, estudante do curso de engenharia de controle e automação do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Campus Manaus Distrito Industrial. O projeto está em exposição na 11⁰ Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que ocorre até domingo, 19, no pavilhão do parque Sarah Kubitscheck, em Brasília, DF.


O aplicativo, que ainda não tem nome registrado, visa ajudar crianças das séries iniciais no processo de ensino-aprendizagem. A ideia é que ele possa futuramente servir como ferramenta pedagógica ao alcance de todos os professores e redes de ensino de forma gratuita. O projeto é coordenado pelo professor Diego Sales, da área de Eletrônica do IFAM.


A motivação de tudo veio justamente de uma situação adversa, um diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que Laleska recebeu na infância, aos 8 anos de idade. A estudante afirma que ela e os pais sofreram com a falta de informação e com seu rendimento escolar muito abaixo da maioria dos colegas de classe.

“Meus Pais desconfiaram que havia algo errado, pois somente na segunda série do ensino fundamental que comecei a ler as primeiras palavras. Penso que assim como eu e minha família, milhões sofrem com a falta de orientação médica, muitos, inclusive, sem um diagnóstico clínico”, disse Laleska.

Porém, não são apenas os diagnosticados com TDAH e os familiares que sofrem com a falta de informação. Uma parcela importantes de professores das séries inicias não têm capacitação para trabalhar com esses alunos que, evidentemente, necessitam de atenção diferenciada.

“Vejo que na própria rede de ensino os professores e orientadores educacionais não são qualificados para trabalhar com um aluno que tenha dislexia. Muitas vezes esses alunos, nós, somos deixados de lado, taxados como preguiçosos, isso só nos prejudica e gera preconceito. Quero apenas que esse projeto possa ajudar muitas crianças”, destaca a jovem.

De acordo com a Associação Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH e a dislexia são situações mais recorrentes na infância, acometendo 5% das crianças, causando impactos diretos no rendimentos destes alunos, geralmente nas séries iniciais, nas relações sociais e também na família.

“A Laleska é um exemplo de dedicação e força de vontade, afinal, não se deixou abater pelo diagnóstico e conseguiu ingressar no curso técnico integrado em eletrônica do IFAM, e ao concluir o curso, ingressou no ensino superior, no curso de engenharia de controle e automação, áreas complexas e muito concorridas”, destaca o professor Gabriel Guerreiro, que acompanha a estudante na exposição do projeto na SNCT.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

TDAH X dislexia - site R7

O transtorno, no entanto, não deve ser confundido com a dislexia. Enquanto o TDAH se refere ao comportamento e tarefas executivas, a dislexia tem relação com a capacidade de leitura e escrita que interfere diretamente na aprendizagem. Normalmente, quem sofre com a doença, troca ou omite letras e números com frequência. Assim, explica o pediatra Dr. Saul Cypel, membro do Departamento Científico de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), a doença costuma ser diagnosticada quando a criança começa a aprender a ler e escrever:


— A dislexia é um processo de dificuldade severa do aprendizado da leitura, que só pode ser verificada com pelo menos dois anos de alfabetização.
Pais que se veem diante de um filho diagnosticado com dislexia ou TDAH e que está tendo dificuldades para acompanhar o ritmo dos colegas podem se ver às voltas com a seguinte dúvida: é preciso uma escola especial para meu filho?

Especialistas, no entanto, são categóricos ao dizer que a resposta é “não”. Eles ressaltam que a maior parte das escolas tem condições de trabalhar em conjunto com os pais e o médico que trata da criança para encontrar soluções às dificuldades cotidianas.

Sem contar que uma escola especial, ressalta Cleide, pode trazer estigmas e fazer com que a criança comece a ser vista como diferente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TDAH: cresce número de crianças que usam tarja preta

O Brasil é o segundo maior consumidor da chamada "pílula da obediência", um remédio tarja preta usado para controlar o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) em crianças e jovens.


Comercializada com o nome de ritalina, a droga promete aumentar a concentração e a atenção.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 4% dos adultos e de 5% a 8 % de crianças e adolescentes de todo o mundo sofrem de TDAH.

Fonte: SITE R7

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dia do Autismo - Parlamentares pedem aprovação de projetos para pessoas com autismo


Parlamentares pedem aprovação de projetos para pessoas com autismo

Brasília -  Parlamentares e representantes de movimentos ligados ao autismo defenderam nesta segunda-feira a aprovação da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Eles participaram de sessão solene na Câmara para lembrar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), existem em todo o mundo 60 milhões de pessoas com autismo. No Brasil, estima-se que existam 2 milhões de pessoas com a doença, descoberta há 66 anos, que afeta a capacidade de comunicação e de relacionamento. O Projeto de Lei 1.631/11, que institui a política, já teve o aval do Senado.


A matéria, aprovada por unanimidade na semana passada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, segue agora para apreciação da Comissão de Seguridade Social. O relatório elaborado pelo deputado Roberto Policarpo (PT-DF) altera, entre outros pontos, o regime dos direitos no serviço público permitindo que portadores do autismo tenham flexibilidade de horário de trabalho, sem necessidade de compensação.

Segundo o relator, o projeto ajudará a derrubar o mito de que o autista vive “em outro mundo e gosta de solidão”. “Apesar das dificuldades, ele quer se comunicar e tem condições de conviver com a sociedade, longe do preconceito”, destacou Policarpo. “As escolas que alegam não ter condições de recebê-los mostram uma inversão, pois se a educação estiver bem preparada vai atingir por igual todos os estudantes”, completou.

De acordo com a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a deputada Erika Kokay (PT-DF), as famílias não contam atualmente com apoio médico e psicológico na rede pública de saúde para o tratamento da doença.

Na noite desta segunda-feira, o monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e o prédio do Ministério da Saúde, em Brasília, vão ser receber luzes azuis, a exemplo do que vai acontecer com monumentos em diversas partes do mundo, chamando atenção para a causa do autismo. O governo do DF vai disponibilizar um centro de informações sobre o autismo em seu site, permitindo que pais, professores e defensores da causa encontrem informações sobre esse tipo de doença.

As informações são da Agência Brasil







terça-feira, 31 de janeiro de 2012

TDAH - Entrevista com o Dr. Erasmo Barbante Casella

Vale a pena assistir esta entrevista devido a credibilidade do programa da rede Bandeirantes.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PESQUISA PARA PREVENIR TDAH EM CRIANÇAS - Por ABDA

O ProDAH (Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade da UFRGS) e o SEPIA (Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da USP) estão iniciando uma pesquisa na área de prevenção do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade em crianças consideradas de risco para diagnóstico de TDAH.


O procedimento da pesquisa não é farmacológico e demonstrou bons resultados em estudos anteriores.

As equipes estão selecionando, em Porto Alegre e São Paulo, crianças de 5 a 8 anos que apresentem algum sintoma hiperativo, impulsivo ou de desatenção e que tenham familiar próximo - pai, mãe ou irmão - com TDAH diagnosticado.

É essencial ter pai, mãe ou irmão - com TDAH diagnosticado.

Para maiores informações:

Porto Alegre - ligar para (51) 8484-7912 - de segunda à sexta, entre 18:00 e 19:00


São Paulo - ligar para (11) 6595-4349 - de segunda à sexta entre 09:00 e 17:00 (deixe um recado na secretária eletrônica com seu nome e telefone)


PRODATH - Projeto de Déficit de Atenção e Hiperatividade (adultos)


Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 - ambulatório térreo - HC - USP

Cerqueira César - SP

CEP: 05403-010

MARCAÇÃO DE CONSULTAS – (Só para Projetos de Pesquisa e que o interessado tenha disponibilidade de tempo para participar do mesmo)

INFORMAÇÕES: às 4ªs feiras das 8:30h até 12h - telefone(11) 3069-6971

Coordenador: Dr. Mário Louzã Neto



ADHDA - Ambulatório para Distúrbios Hiperativos e Déficit de Atenção (crianças e adolescentes)

Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência - HC - USP

Av. Dr. Ovídio Pires de Campo, s/n - CEP 05403-010

Telefone : (11) 3069-6509 ou 3069-6508

Coordenador: Dr. Ênio Roberto de Andrade



Ambulatório de TDAH em São Paulo, SP

Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (UPIA)

Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP)

R. Borges Lagoa, 570

Vila Clementino

Coordenadores: Prof. Dra. Maria Conceição do Rosário

Atendimento gratuito

Atende crianças e adolescentes

Os interessados podem dirigir-se ao Departamento de Psiquiatria de segunda a sexta, das 8 as 12 e das 14 as 17 horas para entregar encaminhamento e fornecer dados para a triagem .

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Identificar déficit de atenção é desafio para pais e professores

O nosso blog saiu no site Terra - Dei uma entrevista para o site sobre TDAH, as atitudes da escola que meu filho esta atualmente e que não sabem lidar com ele devido a falta de conhecimento e de vontade(o uniforme é de outra escola) - Leia a entrevista abaixo

 As notas começaram a baixar quando o pequeno Lucas estava na terceira série. Cada vez mais, o menino mostrava comportamento agitado durante as aulas e dificuldade de compreender o conteúdo que a professora ensinava.

A escola alertou o pai, que procurou tratamento. Depois de alguns testes, o diagnóstico: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).


A pedagoga especialista em orientação educacional Maria Cristina Bromberg defende que os professores são as pessoas mais capacitadas para identificar o problema em um estudante. Foi assim com Lucas, hoje com 13 anos.

O pai, Alexandre Farias Torres, conta que o filho começou a tirar notas baixas e a apresentar comportamento agitado. "A professora percebeu que não era uma desatenção comum e me avisou. Levei o Lucas para o psicóloga e ele foi diagnosticado", conta o morador de São Bernardo do Campo.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6% das crianças em fase escolar são diagnosticadas com TDAH. Para o psicólogo Fernando Elias José, trata-se de um dos problemas que mais interfere no estudo de crianças e adolescentes atualmente.

A síndrome é caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Entre os principais sintomas percebidos em ambiente escolar estão a falta de atenção, cometer frequentemente erros por descuido, não seguir instruções, dificuldade de organização e perda constante de materiais necessários para as tarefas e atividades diárias. "O paciente que apresenta impulsividade costuma realizar brincadeiras inadequadas que podem atrapalhar a turma inteira", afirma Elias José.

Para a pedagoga Maria Cristina, mestre em distúrbios do desenvolvimento, é papel da escola procurar esclarecer as causas dos problemas. "A primeira avaliação deve ser feita por um grupo interno; depois, as preocupações são transmitidas aos pais, mostrando-se opções para um diagnóstico correto, que pede a avaliação de profissionais de outras áreas. Uma vez determinado o problema, pais, professores e terapeutas planejam juntos as estratégias e intervenções a serem implementadas", defende a especialista.

Porém, Elias José alerta para o fato de que a maioria dos professores não está preparada para reconhecer a desatenção como um problema. "Todas as crianças são inquietas, mas aquelas com TDAH são extremamente inquietas e desatentas", diz, completando que não é difícil detectar os alunos com déficit de atenção. "São aqueles que estão sempre com notas baixas, sempre sem material escolar, constantemente atrapalhando a aula por hiperatividade. O problema é que a primeira reação dos educadores é considerar essa criança simplesmente mal educada", diz.

Atualmente, é isso que acontece com Lucas. Depois que foi diagnosticado com a síndrome, o menino de 13 anos mudou de escola e começou um tratamento com medicamento e psicoterapia. "Eu só o troquei de escola porque a de antes era muito puxada (Colégio Ábaco), e é muito sofrimento para uma criança com TDAH acompanhar um currículo rígido. Mas, infelizmente, o colégio que ele frequenta agora não o compreende", conta o pai.

Por este motivo, o pai de Lucas decidiu criar o blog Criança Hiperativa, onde escreve sobre o problema e também conta sobre o filho. "Criei o blog para que os professores do Lucas entendessem o que é uma criança com TDAH, mas infelizmente, muitos não têm interesse em se conscientizar sobre este problema que não afeta apenas a ele, mas milhares de crianças pelo mundo todo", fala, completando que seu objetivo não é impedir que o filho seja reprimido, mas sim que seja orientado de forma eficaz.

O psicólogo Elias José defende o tratamento diferenciado para os estudantes com déficit de atenção. "Se a síndrome foi diagnosticada e comprovada, não vejo motivo para que os professores não ajudem essa criança", defende, afirmando que aulas de reforço extraclasse e mais tempo para a realização de uma prova são algumas das atitudes recomendadas.

Nos Estados Unidos, lei exige professor a mais para quem tem TDAH

A pedagoga Maria Cristina ainda afirma que um estudante com TDAH leva de três a quatro vezes mais tempo para fazer uma lição de casa do que seus colegas. Por este motivo, nos Estados Unidos é regulamentada por lei a obrigatoriedade de uma instituição de ensino fornecer um professor a mais para acompanhar uma criança com déficit de atenção. No Brasil, existe um projeto de lei referente ao tema que tramita na Câmara desde 2008. Pelo projeto do Senado 402/08, o poder público deve manter programa de diagnóstico e de tratamento para estudantes da educação básica com dislexia e TDAH. Isso seria feito por meio de uma equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos.

Apesar de ainda não existir lei nacional, algumas escolas já estão investindo em profissionais especializados no tema. No Rio de Janeiro, a escola particular Esil Educacional oferece o Espaço Integrar, uma sala onde alunos portadores da síndrome recebem orientação de um pedagogo, que além de ajudar em estudos e lição de casa, também pode auxiliar em sala de aula quando necessário.

Porém, a iniciativa ainda é realidade distante para a maioria dos colégios. Hoje, Farias está a procura de uma escola preparada para lidar com seu filho. "Não queria ter que mudá-lo de escola outra vez, pois ele tem muitos amigos lá. Mas está sofrendo, os professores não o orientam e sim o punem. Eles têm um sistema de bilhetes verdes para quem fez algo errado. Todos os dias meu filho recebe um", reclama. "A escola tem um laudo psicológico explicando como o Lucas se comporta e suas dificuldades. Uma delas é o maior grau de déficit de atenção, mas os coordenadores, inspetores e professores, não todos, fazem de conta que isso não existe e preferem lidar com os métodos ditadores", lamenta.

Maria Cristina afirma que os pais devem verificar o nível de conhecimento da direção e dos professores da escola acerca do TDAH. Se houver desconhecimento, os responsáveis devem conversar com o corpo docente para ver se este está disposto a aprender e a auxiliar o estudante de maneira adequada. Para a pedagoga, se a resposta for negativa, é melhor nem arriscar.

A especialista ainda explica que a melhor escola para uma criança com a síndrome é aquela que busca desenvolver o potencial específico de cada um, reforçando os pontos fortes e superando os pontos fracos.

Fonte : ENTREVISTA DADA AO  SITE  TERRA

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Escolas Epecializadas em Déficit de Atenção

Centros de apoio e colégios buscam conhecimento para lidar com portadores de transtorno que prejudica o aprendizado.


Revista Istoé - por Claudia Jordão

O aluno não para quieto na sala de aula, pede para ir ao banheiro o tempo todo, puxa conversa com os colegas de classe. As consequências desse tipo de comportamento costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim. Até há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

De ordem neurobiológica, ele provoca desatennção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Especialistas defendem a ideia de que o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular -, e escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente.

É o caso, por exemplo, do centro de apoio ao aluno Vésper, em São Paulo. Aberto a qualquer aluno que tenha dificuldade no aprendizado, ele oferece aos portadores do TDAH atendimento individual. Psicopedagogos e professores os ajudam a fazer a lição de casa e os orientam em questões relacionadas ao aprendizado.

"No Estudo Orientado trabalhamos, através de atividades específicas, organização, atenção, concentração e técnicas que melhoram a profundidade de leitura", diz a fundadora do Vésper, Nívea Basile.

Com 30 anos de profissão, a psicopedagoga diz que o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano", diz. "A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo." Por isso, Nívea faz questão de ter um ambiente tranquilo a seu favor. Ela e seus professores falam baixo e pausadamente. Suas mensagens são claras e diretas.

Esse suporte também começa a existir em algumas escolas particuulares. Psicóloga da Esil Educacional, no Rio de Janeiro, Andréa Rosa nutre o desejo de dar aos alunos da instituição a mesma estrutura oferecida nos Estados Unidos. "Meu sonho é ter um tutor por sala de aula", diz.

No ano passado, ela ajudou a implementar o Espaço Integrar, uma sala que tem a presença de um pedagogo especializado, capaz de acolher o estudante com déficit de atenção e hiperatividade e o professor dele em situações mais delicadas. Além disso, se for indicado, esse profissional pode auxiliar em sala de aula, dependendo da atividade.

Muitos dos mestres da escola já têm MBA em inclusão. Educadores do Colégio Singular, rede de escolas no ABC paulista, fizeram um curso no início do ano sobre o tema. Oferecido pelo NEA (Núcleo Especializado de Aprendizado), da Faculdade de Medicina do ABC, reuniu neuropediatra, psicólogos e psicopedagogos.

O programa despertou tanto interesse nos educadores que sete deles já iniciaram a pós-graduação em capacitação e aperfeiçoamento em dislexia e TDAH, também na Faculdade de Medicina do ABC.

"Na ânsia de encontrar respostas para o mau desempenho de seus filhos na escola, os pais recorrem cada vez mais ao termo", diz Daniela Antico, orientadora do Singular, em São Bernardo do Campo.

"Queremos ter mais condições de diferenciar a criança hiperativa da indisciplinada." Portadora do transtorno e educadora há 30 anos, a psicopedagoga Rosemeire Henriques se arrisca a dizer que muitas crianças, com níveis mais baixos do transtorno, poderiam abrir mão da medicação, recurso muito utilizado, se tivessem um acompanhamento adequado em casa e na escola. "Os alunos estão chegando para as aulas dopados", diz.

A inclusão com qualidade cresceu, mas está longe de ser ideal. Mãe de Diego, 10 anos, a executiva de vendas Débora Gomes diz que o filho sofreu preconceito nas escolas por onde passou até ser matriculado no Esil, no ano passado. "Foram quatro escolas em quatro anos", conta. "Agora, ele já não se sente mais culpado por tudo de ruim que acontece ao seu redor." Assim como o tratamento de Diego, a mudança de mentalidade dos educadores, apesar de significativa, está apenas começando.

• O que é
De origem neurobiotógiça, se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

Ocorrência

Estudos apontam que ele ocorre em 3% a 5% das crianças e, em mais da metade dos casos, acompanha o indivíduo na vida adulta.

• Sintomas

É caracterizado peta combinação de dois tipos de sintomas: a desatenção e a hiperatividade/impulsividade.

• Diagnóstico

Não há exames de laboratório para detectar o transtorno. Seu diagnóstico deve ser feito por um grupo de profissionais formado por neuropediatra, psicopedagogo, psicólogo e fonoaudiólogo.

• Tratamento

Costuma combinar medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas ensinadas à pessoa que possui o problema. A psicotetapia indicada é a terapia cognitivo-comportamental.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ressonância magnética pode ajudar a identificar bipolaridade

Pesquisadores apontam que o uso de exames cerebrais por imagem, para observar como o funcionamento da memória é influenciado pelas emoções, pode ajudar a identificar crianças que sofrem de transtorno bipolar ou do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).


Diferenciar os dois transtornos baseando-se apenas em medidas comportamentais é tarefa difícil para os médicos. Porém, os pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago, afirmam que as novas descobertas podem ajudar nos esforços para desenvolver exames de diagnósticos baseados tanto em marcadores neurológicos como em comportamentais.

No estudo foram utilizados exames de ressonância magnética funcional para observar as atividades cerebrais de crianças e jovens enquanto os mesmos realizavam tarefas de memória, ao mesmo tempo em que visualizavam rostos com diferentes emoções. Os participantes tinham entre 10 e 18 anos, sendo que 23 deles sofriam de transtorno bipolar, 14 de TDAH e 19 não apresentavam nenhum dos dois problemas. Os autores do estudo ressaltaram que aqueles que sofriam de um dos dois transtornos não estavam tomando medicação.

Segundo o relatório publicado na edição de outubro do Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, em comparação aos participantes do grupo de controle, aqueles que sofriam de um dos dois transtornos apresentaram disfunções no córtex pré-frontal - área que controla o comportamento (como a impulsividade), as funções executivas, a memória de trabalho, a atenção e a linguagem.

O estudo constatou que os participantes com TDAH foram os que apresentaram as disfunções mais severas no córtex pré-frontal, mas os que sofriam de transtorno bipolar apresentaram maiores deficiências em áreas cerebrais envolvidas no processamento e regulagem das emoções.

"Esperamos que, ao conseguir diferenciar melhor esses dois graves distúrbios comportamentais, possamos desenvolver diagnósticos mais precisos e tratamentos mais direcionados para o transtorno bipolar e o TDAH", disse em um release Alessandra Passarotti, professora assistente de psiquiatria na Universidade e principal autora do estudo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Professor é afastado após insultar alunos e quebrar porta de escola no litoral de SP

Um professor de geografia foi afastado de suas atividades após insultar alunos e uma outra professora em uma escola estadual de Caraguatatuba (litoral de São Paulo). O professor também teria quebrado a porta de uma sala de aula.

A confusão aconteceu na última terça-feira na Escola Estadual Ismael Iglesias. De acordo com a Polícia Civil, o professor teve um desentendimento com uma aluna e iniciou uma série de xingamentos. Uma professora tentou intervir e também foi insultada e empurrada pelo professor.

A polícia afirmou ainda que o professor jogou carteiras e bateu uma porta, que acabou quebrando. A aluna, a professora e a diretora da escola registraram boletim de ocorrência contra o professor no 1º DP da cidade.

A Secretaria Estadual de Educação afirmou que o professor foi afastado de suas atividades após a confusão. "Uma comissão formada por três supervisores de ensino foi designada para apurar o caso e ele permanecerá afastado até que a apuração preliminar seja concluída", afirmou a pasta por meio de nota.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/807083-professor-e-afastado-apos-insultar-alunos-e-quebrar-porta-de-escola-no-litoral-de-sp.shtml

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Grupo gratuito atende pais de portador de TDAH - Diário do Grande ABC


Estão abertas as inscrições para o Grupo de Apoio aos Familiares de Portadores do TDAH (Transtorno do Déficit da Atenção e Hiperatividade). Promovidos pelo Comitê Multidisciplinar de Adolescência da Associação Paulista de Medicina, os grupos se formam a cada semestre e são coordenados pelo médico Wimer Bottura Júnior, presidente do Comitê.

No dia 20 de agosto, novo grupo iniciará seus trabalhos. Sempre gratuitamente, realiza uma série de sete encontros nos quais os participantes são orientados por meio de palestras. Nessas oportunidades, profissionais ligados ao transtorno abordam suas experiências, levando, inclusive, alguns casos clínicos para ilustrar a conversa.

O objetivo é informar e orientar os familiares sobre a doença, tratamento, características e, com isso, melhorar o convívio com o paciente no dia a dia. Também serão debatidos outros problemas, como o fato de alguns portadores sentirem-se excluídos. "Atualmente, o distúrbio atinge de 3% a 5% da população infantil em idade escolar e mantém-se até a fase adulta", afirma o dr. Wimer. Informações e inscrições: das 16h às 21h com Luci pelos telefones 3188-4243, 3188-4244.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dislexia e TDAH: saúde na escola

Você sabe o que é dislexia e déficit de atenção?

O que significa todas essas palavras complicadas? Precisamos entender o que são e a importância delas. Vamos lá!

Dislexia é quando e a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever. Costuma ser identificada na alfabetização e acontece mesmo quando o aluno tem uma inteligência acima da média. Não há cura, mas remédios ajudam os disléxicos a conviver e superar suas dificuldades.

Já o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é quando uma pessoa mostra sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade.

O transtorno nasce com a pessoa e assim como a dislexia e aparece na infância, quase sempre acompanhando o indivíduo por toda a sua vida.

Nas duas situações a pessoa tende a sentir-se triste, frustrada e com comportamentos agressivos.

Infelizmente, a maioria das escolas do Brasil não dá suporte aos alunos que apresentam essa dificuldade e nem ao menos têm conhecimento do problema.

Pensando nisso, o senador Gerson Camata (PMDB do Espírito Santo) apresentou um Projeto de Lei 7081/10 que obriga o diagnóstico e tratamento de dislexia e de transtorno de déficit de atenção para estudantes do ensino básico.

A ideia é assegurar aos alunos o acesso aos objetos didáticos adequados ao desenvolvimento da aprendizagem e oferecer aos professores cursos específicos sobre o diagnóstico e o tratamento dessas disfunções.

Na Câmara dos Deputados, o projeto precisa ser votado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

sábado, 1 de maio de 2010

O que é o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH)


Antes de sugerir que um aluno tem hiperatividade, veja se é sua aula que não anda prendendo a atenção. Cinco pontos essenciais sobre esse transtorno

À primeira vista, a estatística soa alarmante: de 3 a 6% das crianças em idade escolar sofrem com o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (o nome oficial do TDAH), que muita gente conhece somente como hiperatividade. Quer dizer então que, numa classe de 30 alunos, sempre haverá um ou dois que precisam de remédio?

Não. Na maioria das vezes, o acompanhamento psicológico é suficiente. E, se o problema for bagunça ou desatenção, vale analisar se a causa não está na forma como você organiza a aula.


"Geralmente, a inquietação costuma estar mais relacionada com a dinâmica da escola do que com o transtorno", diz Ma­u­ro Muszkat, especialista em Neuropsicologia Infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Quando o caso é mesmo de TDAH, são três os sintomas principais: agitação, dificuldade de atenção e impulsividade - que devem estar presentes em pelo menos dois ambientes que a crian­ça frequenta.

Por tudo isso, nun­­ca é demais lembrar que o diagnóstico precisa de respaldo médico. Veja cinco pontos essenciais sobre o transtorno.

1. Agitação não é hiperatividade

Há dias em que alguns alunos parecem estar a mil por hora e nada prende a atenção deles. Isso não significa que sejam hiperativos.
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O problema pode ter raízes na própria aula - atividades que exijam concentração muito superior à da faixa etária, propostas abaixo (ou muito acima) do nível cognitivo da turma e ambientes desorganizados e que favoreçam a dispersão, por exemplo. Em outras ocasiões, as causas são emocionais.

"Questões como a morte de um familiar e a separação dos pais podem prejudicar a produção escolar", diz José Salomão Schwartzman, neurologista especialista em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.
Nesses casos, os sintomas geralmente são transitórios. Quando ocorre o TDAH, eles se mantêm e são tão exacerbados que prejudicam a relação com os colegas. Muitas vezes, o aluno fica isolado e, mesmo hiperativo, não conversa.

2. Só o médico dá o diagnóstico

Um levantamento realizado recentemente pela Unifesp aponta que 36% dos encaminhamentos por TDAH recebidos no setor de atendimento neuropsicológico infantil da instituição são originados da escola por meio de cartas solicitando aos pais que procurem tratamento para o filho.

"Em muitos casos, o transtorno não se confirma", afirma Muszkat.

A investigação para o diagnóstico costuma ser bem detalhada.

Hábitos, traços pessoais e histórico médico são esquadrinhados para excluir a possibilidade de outros problemas e verificar se os aspectos que marcam o transtorno estão mesmo presentes.

Como ocorre com a maioria dos problemas psicológicos (depressão, ansiedade e síndrome do pânico, por exemplo), não há exames físicos que o problema. Por isso, o TDAH é definido por uma lista de sintomas.
Ao todo são 21 - nove referentes à desatenção, outros nove à hiperatividade e mais outros três à impulsividade.

3. Nem todos precisam de remédio

Entre os anos de 2004 e 2008, a venda de medicamentos indicados para o tratamento cresceu 80%, chegando a cerca de 1,2 milhão de receitas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Diversos especialistas criticam essa elevação, apontando-a como um dos sinais da chamada "medicalização da Educação" - a ideia de tratar com remédios todo tipo de problema de sala de aula.

"Muitas vezes, o transtorno não é tão prejudicial e iniciativas como alterações na rotina da própria escola, para acolher melhor o comportamento do aluno, podem trazer resultados satisfatórios", explica Schwartz­wman.

Quando a medicação é necessária, os estimulantes à base de metilfenidato são os mais prescritos pelos médicos. Ao elevar o nível de alerta do sistema nervoso central, ele auxilia na concentração e no controle da impulsividade.

O medicamento não cura, mas ajuda a controlar os sintomas - o que se espera é que, juntamente com o acompanhamento psicológico, as dificuldades se reduzam e deixem de atrapalhar a qualidade de vida.

Vale lembrar que o remédio é vendido somente com receita e, como outros medicamentos, pode causar efeitos colaterais. Cabe ao médico avaliá-los.

4. O diálogo com a família é essencial

Em alguns casos, os professores conseguem participar das reuniões com os pais e o médico.

Quando isso não é possível, conversas com a família e relatórios periódicos enviados para o profissional da saúde são indicados para facilitar a comunicação. É importante lembrar ainda que não é por causa do transtorno que professores e pais devem pegar leve com a criança e deixar de estabelecer limites - a maioria das dificuldades gira em torno da competência cognitiva, da falta de organização e da apreensão de informações, e não da relação com a obediência.

Durante os momentos de maior tensão, quando o estudante está hiperativo, manter o tom de voz num nível normal e tentar estabelecer um diálogo é a melhor alternativa.


"Se o adulto grita com a criança, ambos acabam se exaltando rápido e, em vez de compreender as regras, ela pode pensar que está sendo rejeitada ou mal compreendida", diz Muszkat.


5. O professor pode ajudar (e muito)

Adaptar algumas tarefas ajuda a amenizar os efeitos mais prejudiciais do transtorno.
Evitar salas com muitos estímulos é a primeira providência.

Deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, uma vez que o movimento da rua ou do pátio é um fator de distração.


Outra dica é o trabalho em pequenos grupos, que favorece a concentração.

Já a energia típica dessa condição pode ser canalizada para funções práticas na sala, como distribuir e organizar o material das atividades.


Também é importante reconhecer os momentos de exaustão considerando a duração das tarefas.

Propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios, por exemplo, é um caminho para o aluno retomar o trabalho quando estiver mais focado.

De resto, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e se a rotina não está repetitiva.

Esta, aliás, é uma reflexão importante para motivar não apenas os estudantes com TDAH, mas toda a turma.

Fonte: Revista Nova Escola

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Diretoria de Ensino de São Bernardo considerou retenção irregular e promoveu adolescente portador de TDAH

Renan Rodrigues- Especial para o Agora

O aluno Tomaz Cardoso de Brito, da EME Alcina Dantas Feijão, foi reprovado irregularmente na primeira série do ensino médio, no ano passado, pela direção da escola. A Diretoria de Ensino de São Bernardo do Campo, responsável pelas escolas estaduais e municipais de São Caetano, considerou ilegal a retenção do estudante portador de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e o aprovou para a série seguinte.

Tomaz, que tem TDAH diagnosticada desde 1997 e utiliza o medicamento Ritalina, já havia sido reprovado em 2005, na mesma escola. "Fiz diversos apelos, inclusive no mês passado, para um melhor acompa-nhamento e uma melhor comunicação entre a escola e a família, explicando as necessidades especiais dele, mas nenhuma atitude foi tomada”, disse Iremar Ferreira, pai do adolescente.

Segundo Ferreira, diversas reuniões foram marcadas com a participação do Conselho Tutelar, Diretoria de Ensino, a família e representantes do Alcina, mas a escola se recusou a oferecer acompanhamento individualizado para o estudante. "Durante uma reuniãode pais e mestres, o assistente de direção, sr.Takahisa, disse que os alunos que estivessem com dificuldades deveriam pedir transferência para outra escola mais fácil”, afirmou Ferreira.

Especialista em TDAH, a psicoterapeuta e diretora do Instituto Paulista de Déficit de Atenção, Cacilda Amorim, explica a importância da preparação dos educadores. "O TDAH é um transtorno de base orgânica e a dificuldade de atenção e impulsividade não deve ser confundida com falta de interesse da criança ou adolescente. A escola tem um papel importante e precisa ser orientada.
Infelizmente, os profissionais ainda são pouco preparados.”

"Meu filho está motivado e quer acompanhar. Não vou retirá-lo do Alcina, pois é lá que ele quer estudar”, afirmou Ferreira. Durante a semana, a reportagem tentou entrar em contato com a diretora do Alcina, Maria Teresinha Fiorotti, mas não obteve resposta.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ritalina, remédio usado para tratar crianças com déficit de atenção, melhora capacidade de aprender, dizem cientistas


RIO - A ritalina, medicamento muito usado pelos médicos para ajudar crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) a melhorar a concentração, atua também na velocidade de aprendizagem, disseram os cientistas nesta segunda-feira.


Em pesquisas feitas com animais, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, São Francisco, nos Estados Unidos, provaram pela primeira vez que o remédio interfere nas habilidades cognitivas, aumentando a atividade dos neurotransmissores de dopamina dentro do cérebro.


Neurotransmissores são mensageiros químicos que fazem os neurônios se comunicarem. A pesquisa com a ritalina mostrou que o remédio atua num tipo de dopamina, aumentando sua capacidade de concentração, mas também atua em outro tipo, interferindo no processo de aprendizagem. Isso ocorreria porque a ritalina atua na comunicação entre os neurônios durante a sinapse.

- A descoberta pode ajudar a desenvolver novas drogas, com menos efeitos colaterais, que auxiliem na melhoria do foco e do aprendizado - disse o cientista que liderou a pesquisa Antonello Bonci, da Ernest Gallo Clinic e professor de neurologia da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF).


Fonte: O Globo

quinta-feira, 11 de março de 2010

Alunos com dislexia e déficit de atenção podem ter atenção especial em escolas públicas

Os estudantes da rede pública de ensino com dislexia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão passar a receber atenção especial nas escolas em que estudam.

Projeto de lei com essa finalidade, de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em decisão terminativa.

A relatora da matéria, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), incluiu o transtorno do déficit de atenção no projeto, não presente no texto inicial de Camata.

Segundo a senadora, o TDAH também ocasiona dificuldades na escola, tanto na aprendizagem quanto no relacionamento social. O autor considerou que a inclusão aprimorou a sua proposta.

Pelo projeto (PLS 402/08), o poder público deve manter programa de diagnóstico e de tratamento de estudantes da educação básica com essas duas disfunções, por meio de uma equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos, entre outros profissionais.

fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=99631&codAplicativo=2

quinta-feira, 4 de março de 2010

As crianças X mochila escolar


Olá pessoal - Decidi colocar neste blog alguns assuntos que são importantes para a criança além dos artigos e matérias sobre TDAH.

Então - inauguro estes artigos colocando uma matéria sobre a mochila que as crianças tanto levam o ano inteiro.

Você já deve ter comprado a mochila para seu filho ir a escola, certo? Ótimo, mas você reparou se o tamanho da mochila é realmente adequado para as necessidades diárias de seu filho? O ortopedista do hospital do coração Dr. Sergio Xavier alerta para o uso incorreto e o peso excessivo das mochilas da criançada.

O que levar à escola, e como levar é um dilema que há tempos os pais enfrentam. É um cuidado que deve ser redobrado a cada ano, para que possam evitar lesões sérias que podem se tornar doenças crônicas.


A maneira como carregar, erguer ou retirar a mochila das costas faz toda diferença.

Se comparada a bolsas de uso lateral, a mochila com duas alças é a mais indicada pois distribui o peso dos objetos pelos músculos e abdômen. Segundo Dr. Sérgio Xavier, o mau uso da mochila pode ocasionar dor muscular, ferimentos abrasivos e problemas na a coluna: "o peso pode afetar as articulações, influindo no desenvolvimento das crianças. O ideal é que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso de seu filho.", explica o ortopedista.


Mochila com alça X Mochila com rodinhas


Muitos pais acreditam que a mochila com rodinhas é a melhor opção para a criança. Engano!


"A altura do puxador tem que ser adequada a altura da criança, e o peso também não pode ultrapassar a porcentagem limite, caso isso aconteça, o esforço da criança ao puxar o carrinho pode causar lesões tão sérias quanto carregar a mochila nas costas. Portanto veja se o que seu filho carrega na mochila é mesmo o que ele precisa.", alerta Dr. Xavier.

Fique atento a qualquer reclamação da criança e ao primeiro sinal de dor consulte um médico.

Mochila: lesões mais comuns

Em média o HCor atende no início do ano cerca de 10 crianças por mês com queixas de dores nos ombros, geralmente ocasionadas pelo mau uso das mochilas escolares. São problemas que se não tratados podem levar a prejuízos na saúde para a vida toda. É comum encontrar jovens com problemas de postura e dores crônicas nas articulações.

Os problemas mais comuns pelo uso incorreto da mochila são:


• Dor muscular
• Ferimentos abrasivos
• Alterações posturais
• Fadiga
• Irritabilidade

Quando a criança é diagnosticada com esses problemas o tratamento de reabilitação é iniciado com sessões de fisioterapia e exercícios de compensação.
Mochila: como prevenir lesões

Para prevenir possíveis lesões nas crianças o Dr. Xavier dá algumas dicas:
• As mochilas devem ter duas tiras para distribuir o peso da melhor forma.
• As tiras devem ser preferencialmente acolchoadas e ajustadas de forma que a mochila fique rente ao corpo da criança.
• A largura da mochila não pode ser maior que o dorso da criança.
• A mochila não deve ultrapassar a cintura da criança.
• Dê preferência para mochilas com poucos bolsos. A diversidade de compartimentos pode ser um atrativo para carregar objetos inúteis.
Zele pela saúde de seu filho!
Fique atento ao peso das mochilas todos os dias!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Déficit de atenção ainda é problema subestimado - Por Natalia Cuminale - revista Veja

As vendas de metilfenidato - medicamento indicado para o tratamento de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) – saltaram quase 80% entre 2004 e 2008, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O aumento provocou suspeitas de uso indiscriminado da droga: levantou-se até a hipótese de que crianças receberiam erroneamente o diagnóstico positivo por conta do comportamento agitado. Além disso, adolescentes estariam obtendo o remédio tarja-preta clandestinamente para turbinar suas funções cognitivas.
Consultados acerca da eventual prescrição infantil imprópria, especialistas ouvidos por VEJA.com apostaram justamente na tese contrária.

"Configura-se mais um caso de subdiagnóstico do que de prescrição exagerada", afirma Luís Rohde, psiquiatra da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). "Esse fenômeno de vendas mal corresponde à necessidade real do país", complementa Paulo Mattos, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro sobre o tema No Mundo da Lua.

A partir de dados da Anvisa e do IBGE, o médico diz que menos de 30.000 pessoas com TDAH são tratadas por ano no país - número baixo, frente aos 3 milhões de brasileiros potencialmente portadores.

Por essa razão, os especialistas preferem creditar a disparada no consumo à disseminação do conhecimento sobre o distúrbio neuropsiquiátrico - que atinge entre 3% e 6% das crianças em idade escolar. "Quanto maior a gama de informações, capacitação e esclarecimento acerca de um transtorno, mais pessoas procuram um diagnóstico. Isso faz com que aumente a incidência do uso da medicação", afirma Iane Kestelman, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Déficit de Atenção.


Diagnóstico difícil - A opinião dos médicos, contudo, não encerra a questão. "De fato, existem diagnósticos errados e o uso desnecessário da medicação - o que ocorre em todas as áreas medicina. Mas o tratamento correto não pode pagar a conta dos maus profissionais", afirma Kestelman.

Na raiz do problema está a dificuldade no diagnóstico de TDAH. Ao contrário de outros males, não há um exame laboratorial que possa complementar ou confirmar a análise realizada em consultório.

Para descobrir se uma criança possui o transtorno, é preciso observar se os sintomas ocorrem há pelo menos seis meses em ambientes diferentes, como escola e família.

Além disso, o médico especialista deve, por meio de entrevista, analisar se o perfil do paciente se encaixa em uma lista de 18 sintomas. Isso pode dar margem a que um médico menos experiente realize um diagnóstico exagerado.

"Os sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade têm que se manifestar em todos os contextos em que a criança vive e precisam provocar um prejuízo na vida dela, seja no relacionamento familiar, social ou no desempenho acadêmico", explica Marcos Arruda, neurologista pediátrico do Instituto Glia e membro da Associação de Neurologia e Psiquiatria Infantil.

Erro e acerto - Por conta de um diagnóstico errado, o designer Gabriel (que prefere não revelar seu nome verdadeiro) viveu severas turbulências durante boa parte da vida. "Minha infância e adolescência foram um inferno. Mais tarde, cheguei a largar a faculdade três vezes devido ao problema", conta. Sofrendo, ele procurou um médico, que apresentou o diagnóstico de transtorno bipolar e impôs ao jovem, hoje com 27 anos, três anos de tratamento intensivo com remédios para combater aquele mal.

Há dois anos, porém, veio um novo veredito: TDAH. Veio também uma nova vida. "Agora, faço em 15 minutos uma tarefa que, por conta de distração, levaria uma hora", diz Gabriel.

Surpresa maior acerca da sua situação médica estaria por vir. Depois do novo diagnóstico, a mãe de Gabriel revelou que ele recebera o mesmo parecer médico na infância. O tratamento, contudo, foi suspenso devido a pressões na escola. "Naquela época, a diretora repreendeu minha mãe porque não achava correto dar um remédio tarja-preta para uma criança", diz Gabriel. "Ela só me contou a história depois do novo diagnóstico: até então, ela tinha vergonha de revelar isso."

Como funciona a droga -
A Ritalina, nome comercial do metilfenidato, ajuda pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade a se concentrar com mais facilidade. "Um paciente com TDAH tem seu processo de atenção desregulado na liberação de dopamina (neurotransmissor)", diz Geraldo Possendoro, psiquiatra comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "A medicação estabelece o funcionamento adequado."

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Professores e pais precisam de auxílio de psicólogos para tratar de crianças com TDAH

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade requer um cuidado delicado tanto por parte dos pais quanto pela escola, principalmente para que a criança tenha uma melhor qualidade de vida e consequentemente um aproveitamento satisfatório na sala de aula.

É interessante que os professores tenham disposição e flexibilidade para ajudar alunos com TDAH e para isso, torna-se fundamental que os educadores tenham um contato estreito com profissionais da saúde especializados no assunto.

A criança com TDAH não pode ter aulas repetitivas.

O professor precisa planejar uma aula atrativa e dinâmica para prender a atenção do aluno além de manter a disciplina em sala e exigir que os limites sejam obedecidos.“Independente de sermos iguais, quer esteja na escola ou em casa, precisamos de apoio, respeito e educação como garantia de qualidade de vida”, alerta a pedagoga e tutora do Portal Educação.

Normalmente, a criança TDAH apresenta uma série de dificuldades na escola e para que o professor consiga controlar a situação, é fundamental que o psicólogo ou o médico que está tratando o paciente visite a escola e converse com os professores e orientadores educacionais.

Por Redação Pantanal News/Portal Educação