quinta-feira, 25 de março de 2010

Ritalina, remédio usado para tratar crianças com déficit de atenção, melhora capacidade de aprender, dizem cientistas


RIO - A ritalina, medicamento muito usado pelos médicos para ajudar crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) a melhorar a concentração, atua também na velocidade de aprendizagem, disseram os cientistas nesta segunda-feira.


Em pesquisas feitas com animais, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, São Francisco, nos Estados Unidos, provaram pela primeira vez que o remédio interfere nas habilidades cognitivas, aumentando a atividade dos neurotransmissores de dopamina dentro do cérebro.


Neurotransmissores são mensageiros químicos que fazem os neurônios se comunicarem. A pesquisa com a ritalina mostrou que o remédio atua num tipo de dopamina, aumentando sua capacidade de concentração, mas também atua em outro tipo, interferindo no processo de aprendizagem. Isso ocorreria porque a ritalina atua na comunicação entre os neurônios durante a sinapse.

- A descoberta pode ajudar a desenvolver novas drogas, com menos efeitos colaterais, que auxiliem na melhoria do foco e do aprendizado - disse o cientista que liderou a pesquisa Antonello Bonci, da Ernest Gallo Clinic e professor de neurologia da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF).


Fonte: O Globo

segunda-feira, 22 de março de 2010

Você já foi cobrado por algo que você não consegue fazer?

Eu não consigo ficar parado por muito tempo, parece que é a aula nunca acaba!

Eu não consigo prestar atenção na aula, às vezes eu apronto, mas os meus professores querem que eu fique quieto todo tempo. mas não dá!

Eu tento às vezes eu faço as coisas e depois que eu fiz, eu me arrependo, mas parece que eu faço sem pensar no que vai dar errado.

AI, na minha agenda vem um papelzinho verde que alguns professores mandam para o meu pai dizendo que eu não presto atenção, que eu não consigo parar no lugar, que eu me distraio facilmente... depois o médico diz que sou eu que tenho TDAH!

Será que os meus professores não me entendeis? Será que eles sabem o que é querer prestar atenção e não conseguir? Será que eles sabem que eu quero obedecer, mas às vezes eu não consigo!

Agora eu comecei tomar o remédio, mas eu não gosto porque parece que eu estou amarrado, parece que alguma coisa me segura. Não é fácil, mas eu vou conseguir.

Ainda bem que no futebol eu consigo fazer muitos gols, também, eu não preciso ficar sentado por horas e horas...

Tchau pessoal.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Alunos com dislexia e déficit de atenção podem ter atenção especial em escolas públicas

Os estudantes da rede pública de ensino com dislexia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão passar a receber atenção especial nas escolas em que estudam.

Projeto de lei com essa finalidade, de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em decisão terminativa.

A relatora da matéria, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), incluiu o transtorno do déficit de atenção no projeto, não presente no texto inicial de Camata.

Segundo a senadora, o TDAH também ocasiona dificuldades na escola, tanto na aprendizagem quanto no relacionamento social. O autor considerou que a inclusão aprimorou a sua proposta.

Pelo projeto (PLS 402/08), o poder público deve manter programa de diagnóstico e de tratamento de estudantes da educação básica com essas duas disfunções, por meio de uma equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos, entre outros profissionais.

fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=99631&codAplicativo=2

quinta-feira, 4 de março de 2010

As crianças X mochila escolar


Olá pessoal - Decidi colocar neste blog alguns assuntos que são importantes para a criança além dos artigos e matérias sobre TDAH.

Então - inauguro estes artigos colocando uma matéria sobre a mochila que as crianças tanto levam o ano inteiro.

Você já deve ter comprado a mochila para seu filho ir a escola, certo? Ótimo, mas você reparou se o tamanho da mochila é realmente adequado para as necessidades diárias de seu filho? O ortopedista do hospital do coração Dr. Sergio Xavier alerta para o uso incorreto e o peso excessivo das mochilas da criançada.

O que levar à escola, e como levar é um dilema que há tempos os pais enfrentam. É um cuidado que deve ser redobrado a cada ano, para que possam evitar lesões sérias que podem se tornar doenças crônicas.


A maneira como carregar, erguer ou retirar a mochila das costas faz toda diferença.

Se comparada a bolsas de uso lateral, a mochila com duas alças é a mais indicada pois distribui o peso dos objetos pelos músculos e abdômen. Segundo Dr. Sérgio Xavier, o mau uso da mochila pode ocasionar dor muscular, ferimentos abrasivos e problemas na a coluna: "o peso pode afetar as articulações, influindo no desenvolvimento das crianças. O ideal é que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso de seu filho.", explica o ortopedista.


Mochila com alça X Mochila com rodinhas


Muitos pais acreditam que a mochila com rodinhas é a melhor opção para a criança. Engano!


"A altura do puxador tem que ser adequada a altura da criança, e o peso também não pode ultrapassar a porcentagem limite, caso isso aconteça, o esforço da criança ao puxar o carrinho pode causar lesões tão sérias quanto carregar a mochila nas costas. Portanto veja se o que seu filho carrega na mochila é mesmo o que ele precisa.", alerta Dr. Xavier.

Fique atento a qualquer reclamação da criança e ao primeiro sinal de dor consulte um médico.

Mochila: lesões mais comuns

Em média o HCor atende no início do ano cerca de 10 crianças por mês com queixas de dores nos ombros, geralmente ocasionadas pelo mau uso das mochilas escolares. São problemas que se não tratados podem levar a prejuízos na saúde para a vida toda. É comum encontrar jovens com problemas de postura e dores crônicas nas articulações.

Os problemas mais comuns pelo uso incorreto da mochila são:


• Dor muscular
• Ferimentos abrasivos
• Alterações posturais
• Fadiga
• Irritabilidade

Quando a criança é diagnosticada com esses problemas o tratamento de reabilitação é iniciado com sessões de fisioterapia e exercícios de compensação.
Mochila: como prevenir lesões

Para prevenir possíveis lesões nas crianças o Dr. Xavier dá algumas dicas:
• As mochilas devem ter duas tiras para distribuir o peso da melhor forma.
• As tiras devem ser preferencialmente acolchoadas e ajustadas de forma que a mochila fique rente ao corpo da criança.
• A largura da mochila não pode ser maior que o dorso da criança.
• A mochila não deve ultrapassar a cintura da criança.
• Dê preferência para mochilas com poucos bolsos. A diversidade de compartimentos pode ser um atrativo para carregar objetos inúteis.
Zele pela saúde de seu filho!
Fique atento ao peso das mochilas todos os dias!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Déficit de atenção ainda é problema subestimado - Por Natalia Cuminale - revista Veja

As vendas de metilfenidato - medicamento indicado para o tratamento de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) – saltaram quase 80% entre 2004 e 2008, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O aumento provocou suspeitas de uso indiscriminado da droga: levantou-se até a hipótese de que crianças receberiam erroneamente o diagnóstico positivo por conta do comportamento agitado. Além disso, adolescentes estariam obtendo o remédio tarja-preta clandestinamente para turbinar suas funções cognitivas.
Consultados acerca da eventual prescrição infantil imprópria, especialistas ouvidos por VEJA.com apostaram justamente na tese contrária.

"Configura-se mais um caso de subdiagnóstico do que de prescrição exagerada", afirma Luís Rohde, psiquiatra da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). "Esse fenômeno de vendas mal corresponde à necessidade real do país", complementa Paulo Mattos, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro sobre o tema No Mundo da Lua.

A partir de dados da Anvisa e do IBGE, o médico diz que menos de 30.000 pessoas com TDAH são tratadas por ano no país - número baixo, frente aos 3 milhões de brasileiros potencialmente portadores.

Por essa razão, os especialistas preferem creditar a disparada no consumo à disseminação do conhecimento sobre o distúrbio neuropsiquiátrico - que atinge entre 3% e 6% das crianças em idade escolar. "Quanto maior a gama de informações, capacitação e esclarecimento acerca de um transtorno, mais pessoas procuram um diagnóstico. Isso faz com que aumente a incidência do uso da medicação", afirma Iane Kestelman, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Déficit de Atenção.


Diagnóstico difícil - A opinião dos médicos, contudo, não encerra a questão. "De fato, existem diagnósticos errados e o uso desnecessário da medicação - o que ocorre em todas as áreas medicina. Mas o tratamento correto não pode pagar a conta dos maus profissionais", afirma Kestelman.

Na raiz do problema está a dificuldade no diagnóstico de TDAH. Ao contrário de outros males, não há um exame laboratorial que possa complementar ou confirmar a análise realizada em consultório.

Para descobrir se uma criança possui o transtorno, é preciso observar se os sintomas ocorrem há pelo menos seis meses em ambientes diferentes, como escola e família.

Além disso, o médico especialista deve, por meio de entrevista, analisar se o perfil do paciente se encaixa em uma lista de 18 sintomas. Isso pode dar margem a que um médico menos experiente realize um diagnóstico exagerado.

"Os sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade têm que se manifestar em todos os contextos em que a criança vive e precisam provocar um prejuízo na vida dela, seja no relacionamento familiar, social ou no desempenho acadêmico", explica Marcos Arruda, neurologista pediátrico do Instituto Glia e membro da Associação de Neurologia e Psiquiatria Infantil.

Erro e acerto - Por conta de um diagnóstico errado, o designer Gabriel (que prefere não revelar seu nome verdadeiro) viveu severas turbulências durante boa parte da vida. "Minha infância e adolescência foram um inferno. Mais tarde, cheguei a largar a faculdade três vezes devido ao problema", conta. Sofrendo, ele procurou um médico, que apresentou o diagnóstico de transtorno bipolar e impôs ao jovem, hoje com 27 anos, três anos de tratamento intensivo com remédios para combater aquele mal.

Há dois anos, porém, veio um novo veredito: TDAH. Veio também uma nova vida. "Agora, faço em 15 minutos uma tarefa que, por conta de distração, levaria uma hora", diz Gabriel.

Surpresa maior acerca da sua situação médica estaria por vir. Depois do novo diagnóstico, a mãe de Gabriel revelou que ele recebera o mesmo parecer médico na infância. O tratamento, contudo, foi suspenso devido a pressões na escola. "Naquela época, a diretora repreendeu minha mãe porque não achava correto dar um remédio tarja-preta para uma criança", diz Gabriel. "Ela só me contou a história depois do novo diagnóstico: até então, ela tinha vergonha de revelar isso."

Como funciona a droga -
A Ritalina, nome comercial do metilfenidato, ajuda pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade a se concentrar com mais facilidade. "Um paciente com TDAH tem seu processo de atenção desregulado na liberação de dopamina (neurotransmissor)", diz Geraldo Possendoro, psiquiatra comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "A medicação estabelece o funcionamento adequado."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

USP cria instituto de psiquiatria para crianças e adolescentes

São Paulo - A Universidade de São Paulo (USP) criou o Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes, coordenado pelo professor Eurípedes Constantino Miguel, da Faculdade de Medicina (FMUSP).

O objetivo do instituto será de prevenir o aparecimento de doenças mentais em adultos a partir de ações dirigidas à infância e adolescência, segundo informações da Agência USP.


Segundo Miguel, a iniciativa é pioneira pois traz uma nova abordagem para a área de psiquiatria do desenvolvimento. Entre os transtornos mentais envolvidos no projeto estão: transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno de conduta, transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno do humor bipolar, autismo e transtorno de aprendizagem, entre outras.

São ao todo 16 projetos de pesquisa, envolvendo 70 pesquisadores.Além do Instituto de Psiquiatria (IPq) da FMUSP, também estão envolvidas as Universidades Federais: de São Paulo (Unifesp), do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Bahia (UFBA), de Pernambuco (UFPE), do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Federal de Santa Maria, a Universidade Metodista (Rio Grande do Sul), e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Centros de pesquisa internacionais, como as universidades de Yale, Harvard, Duke, de Nova York também colaborarão com os pesquisadores brasileiros.
AE

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Minha Vida - Depoimento de um TDAH

Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?

"Mal educado!!!!" " Semlimites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.

Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.

Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".

Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.

Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados.

E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.
Ele era o capitão do time, ele era querido.....

Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.

Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.

Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.

Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.

Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.

Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.

E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...

Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.

Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.

Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.

Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.

Ele?

Sou eu...

Beto - Contato através de betok@tdah.org.br

Fonte: http://www.tdah.org.br/reportagem02.php?id=44&&tipo=T

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Professores e pais precisam de auxílio de psicólogos para tratar de crianças com TDAH

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade requer um cuidado delicado tanto por parte dos pais quanto pela escola, principalmente para que a criança tenha uma melhor qualidade de vida e consequentemente um aproveitamento satisfatório na sala de aula.

É interessante que os professores tenham disposição e flexibilidade para ajudar alunos com TDAH e para isso, torna-se fundamental que os educadores tenham um contato estreito com profissionais da saúde especializados no assunto.

A criança com TDAH não pode ter aulas repetitivas.

O professor precisa planejar uma aula atrativa e dinâmica para prender a atenção do aluno além de manter a disciplina em sala e exigir que os limites sejam obedecidos.“Independente de sermos iguais, quer esteja na escola ou em casa, precisamos de apoio, respeito e educação como garantia de qualidade de vida”, alerta a pedagoga e tutora do Portal Educação.

Normalmente, a criança TDAH apresenta uma série de dificuldades na escola e para que o professor consiga controlar a situação, é fundamental que o psicólogo ou o médico que está tratando o paciente visite a escola e converse com os professores e orientadores educacionais.

Por Redação Pantanal News/Portal Educação

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Proposta do Senado garante a alunos com dislexia e hiperatividade cuidado especializado nas escolas

Agência Senado

Os estudantes da rede pública de ensino com dislexia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão passar a receber, obrigatoriamente, atenção especial nas escolas em que estudam. É o que prevê proposta que está pronta para entrar na pauta de votações da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em caráter terminativo.

A dislexia é uma disfunção neurológica que afeta a aprendizagem na área da leitura e da escrita. Não é considerada doença, mas uma dificuldade no processamento da linguagem para reconhecer, reproduzir, associar e ordenar os sons e as letras, de modo a organizá-los corretamente.

O TDAH é outra disfunção neurológica, que aparece na infância e geralmente acompanha o individuo por toda a vida. Caracteriza-se por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

O projeto de lei do Senado (PLS 402/08), do senador Gerson Camata (PMDB-ES), determina que o Poder Público mantenha programa de diagnóstico e de tratamento de estudantes da educação básica com essas duas disfunções, por meio de uma equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos, entre outros profissionais.

O projeto também assegura às crianças com dislexia e TDAH o acesso aos recursos didáticos adequados ao desenvolvimento da aprendizagem, bem como estabelece que o Poder Público garanta aos professores da educação básica cursos sobre o diagnóstico e o tratamento desses dois transtornos, de forma a facilitar o trabalho da equipe multidisciplinar.

O projeto original previa somente o diagnóstico e o tratamento da dislexia nas escolas. Segundo o parlamentar, as crianças com esse tipo de transtorno não recebem, atualmente, atendimento específico e especializado nas escolas públicas brasileiras. - A criança com dislexia, devido às suas dificuldades de acompanhar o processo de aprendizagem dos demais alunos, tende a sentir-se frustrada e, pelo menos uma parte delas, pode desenvolver problemas emocionais e comportamentos anti-sociais, como excessiva agressividade ou retraimento - afirma Camata.

A matéria já foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Na CE, a relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), incluiu o transtorno do déficit de atenção no projeto, ao justificar que, assim como a dislexia, o TDAH também ocasiona dificuldades na escola, tanto na aprendizagem quanto no relacionamento social. - Cabe ressaltar que o TDAH é reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em alguns países, seus portadores são protegidos pela lei, no que diz respeito a tratamento diferenciado na escola - justifica a senadora.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Urgente – Esta garotinha foi seqüestrada


Antes de colocar esta informação no blog, eu confirmei a veracidade do fato.
ESTE PEDIDO FOI FEITO POR UM PAI DESESPERADO.
TENTANDO AJUDAR, COLOQUEI ESTA INFORMAÇÃO NESTE BLOG.
Olá! Meu nome é Jean e sou pai da PIETRA. Esta menina que aparece nas fotos.


Esta garotinha foi sequestrada na Praia do Engenho, litoral norte de São Paulo, ao lado da Barra do Uno.

Podemos fazer duas coisas importantes nesta hora:





1 – Orar para que a garotinha seja encontrada.

2 – Se souber de alguma informação sobre a garotinha, ligar para o disque Denuncia 0800 15 63 15 ou para o DEIC – Divisão anti-sequestro (11)3823-5867 (11)3823-5867 ou 3823-5868

3 – Repassar esta informação e se possível, colocar em seus blogs e sites.
Ajudar o próximo é um dos mandamentos que devemos sempre estar pronto para realizar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Assista a entrevista com o Prof. Paulo Mattos ao Programa Espaço Aberto - Globo News

No mundo, mais de 330 milhões de pessoas são portadoras do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Quase 5% da população mundial sofre com a dificuldade de se concentrar e se organizar.






terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Pela primeira vez – Passei de ano direto!

O pessoal pediu a minha foto. Olha eu aqui.....o que acharam?
Pela primeira vez conquisto um grande troféu do mundo.

Passei de ano direto. Eu quero que isto aconteça de novo no ano que vem.

Este ano eu mudei de escola no meio do ano, fiquei meio com medo, mas essa escola que eu fui - a El-Shaday é manera.

O lugar é pequeno, mas pra mim a escola é mais fácil.


Gostei muito de mudar pra lá.

Mais no ábaco, na outra escola que eu estava tinha uma coordenadora, a Adriana, que me acompanhou o tempo todo. Sinto saudades dela, ela me chamava de filho e eu a a chamava de mãe. Ela foi importante para a minha vida escolar.

Minha coordenadora do coração, eu nunca vou esquecer ela pra sempre.

Obrigado Adriana
Lucas G. Torres

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pedagoga usa xadrez no tratamento de crianças hiperativas

São Paulo - Aos 9 anos de idade, em 2005, Rafael Vinha tinha poucas amizades, notas baixas na escola e não conseguia prestar atenção nas aulas ou em filmes.

Quando foi confirmado o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Rafael iniciou um tratamento que incluía, além de medicamentos, aulas de xadrez.

"O jogo exige concentração e isso ajudou na minha vida", diz Rafael. Caracterizado por desatenção, impulsividade e hiperatividade, o TDAH é um transtorno neurobiológico de origem genética que pode comprometer o convívio familiar e o desempenho escolar.

Rafael Vinha foi o principal responsável pela introdução do xadrez - disciplina obrigatória para os 86 alunos até a 5ª série - na grade curricular do então recém-inaugurado Colégio Diocesano, em Orlândia, região de Ribeirão Preto (SP).

A coordenadora pedagógica Solange Ferreira já ensinava o jogo aos seus dois filhos e, ao saber do distúrbio de Rafael, deu seqüência ao projeto. Como resultado, venceu o prêmio Dica de Mestre, concorrendo com 86 projetos de todo o País durante o Congresso de Neurociência e Educação Aprender Criança.

O projeto premiado - O Jogo de Xadrez e a Criança com TDAH - continua na clínica de Solange, com acompanhamento do neurologista Marco Antônio Arruda, diretor do Instituto Glia, de Ribeirão Preto, empresa que atua na área de neurociências aplicadas à educação.

"A hiperatividade é tratada com medicação, mas não pode ficar só nisso, e o xadrez ajudou nesse caso. Ainda é um trabalho inicial, sem estudo científico, o que pode ocorrer em breve", diz Arruda.

Para que o xadrez não fosse algo maçante, difícil para as crianças iniciantes, Solange criou uma história lúdica relacionando as peças do tabuleiro. Imprimiu 200 cópias do livro Chaturanga (nome antigo do xadrez, com origem na Índia), de sua autoria, onde faz a introdução das regras do jogo em forma de versos de poesias.

"Esse jogo cria uma disciplina, a relação entre as crianças é diferente, mais harmoniosa, e tem o conflito, que ajuda a amadurecê-las, mas não confrontos", conclui a pedagoga. E durante as partidas, concentradas nas estratégias das próximas jogadas das peças no tabuleiro, as crianças ficam quietas.

AE

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

TDAH - UM DEPOIMENTO - Iane Kestelman, Presidente da ABDA

No último Congresso Internacional da ABDA, apresentei durante uma palestra um texto escrito por meu filho para a cadeira de filosofia do curso de economia da PUC-RJ.

O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu filho, recebeu grau dez, fazendo com que todos nós chegássemos às lágrimas, inclusive o próprio professor que acabara de conhecê-lo.

A partir das inúmeras solicitações de cópias que tenho recebido do Brasil inteiro, decidi postar o texto aqui no site. No entanto, na condição de mãe, preciso fazer alguns comentários ligados ao texto que vocês lerão em seguida.

Em primeiro lugar, quero enfatizar que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos naquela época, em função da falta de informação sobre TDAH por parte de algumas escolas, médicos, profissionais... talvez o pior obstáculo com o qual nos deparamos tenha sido a arrogância, a prepotência e a insensibilidade daqueles que se diziam educadores, mas que optaram por EXCLUIR covardemente o que desconheciam, O TDAH representado naquele momento pelo meu filho, para não terem que experimentar o desafio e a impotência de encarar as suas próprias limitações ou a ignorância que não ousa se superar pela busca do conhecimento.

Aos “terapeutas” que tanto insistiram na tese de que TDAH não existe, que era uma doença inventada pela Indústria Farmacêutica, que a medicação era absolutamente perigosa e desnecessária, que se tratava de “falta de limites”, culpa minha, complexo de Édipo, blá, blá, blá.... Se por um lado lamento o tempo perdido, por outro, agradeço-os por terem me dado à oportunidade de olhar nos seus olhos e perceber o quanto estavam equivocados, aprisionados no estreito universo daqueles que só admitem uma corrente de saber - a própria.

A escola, em especial aquela que sumariamente reprovou o meu filho por não conseguir “ficar atento e ser muito agitado”, ao coordenador que disse que “o conselho de classe era soberano para punir alunos que não se esforçam”... a todos que um dia tentaram atrapalhar o seu caminho, plagiando o poeta Mario Quintana, digo:Eles passaram, ficaram no passado.Meu filho é que era passarinho, voa com sucesso rumo ao futuro. Finalmente, meu afeto e eterna gratidão ao Prof. Paulo Mattos, grande amigo, por ter mostrado ao meu filho um caminho que ele já acreditava não existir e, ao Colégio A. Liessin pela forma acolhedora com que o recebeu, o que fez toda diferença para que ele pudesse provar que o sucesso era possível.