sexta-feira, 20 de novembro de 2009

TDAH - UM DEPOIMENTO - Iane Kestelman, Presidente da ABDA

No último Congresso Internacional da ABDA, apresentei durante uma palestra um texto escrito por meu filho para a cadeira de filosofia do curso de economia da PUC-RJ.

O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu filho, recebeu grau dez, fazendo com que todos nós chegássemos às lágrimas, inclusive o próprio professor que acabara de conhecê-lo.

A partir das inúmeras solicitações de cópias que tenho recebido do Brasil inteiro, decidi postar o texto aqui no site. No entanto, na condição de mãe, preciso fazer alguns comentários ligados ao texto que vocês lerão em seguida.

Em primeiro lugar, quero enfatizar que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos naquela época, em função da falta de informação sobre TDAH por parte de algumas escolas, médicos, profissionais... talvez o pior obstáculo com o qual nos deparamos tenha sido a arrogância, a prepotência e a insensibilidade daqueles que se diziam educadores, mas que optaram por EXCLUIR covardemente o que desconheciam, O TDAH representado naquele momento pelo meu filho, para não terem que experimentar o desafio e a impotência de encarar as suas próprias limitações ou a ignorância que não ousa se superar pela busca do conhecimento.

Aos “terapeutas” que tanto insistiram na tese de que TDAH não existe, que era uma doença inventada pela Indústria Farmacêutica, que a medicação era absolutamente perigosa e desnecessária, que se tratava de “falta de limites”, culpa minha, complexo de Édipo, blá, blá, blá.... Se por um lado lamento o tempo perdido, por outro, agradeço-os por terem me dado à oportunidade de olhar nos seus olhos e perceber o quanto estavam equivocados, aprisionados no estreito universo daqueles que só admitem uma corrente de saber - a própria.

A escola, em especial aquela que sumariamente reprovou o meu filho por não conseguir “ficar atento e ser muito agitado”, ao coordenador que disse que “o conselho de classe era soberano para punir alunos que não se esforçam”... a todos que um dia tentaram atrapalhar o seu caminho, plagiando o poeta Mario Quintana, digo:Eles passaram, ficaram no passado.Meu filho é que era passarinho, voa com sucesso rumo ao futuro. Finalmente, meu afeto e eterna gratidão ao Prof. Paulo Mattos, grande amigo, por ter mostrado ao meu filho um caminho que ele já acreditava não existir e, ao Colégio A. Liessin pela forma acolhedora com que o recebeu, o que fez toda diferença para que ele pudesse provar que o sucesso era possível.

2 comentários:

Bianca disse...

meu amigo tenho 1 filho lindo samuel e hiperativo e muito dificil de se lidar com eles nos lugares como mercados etc e quase que insuportavel;eno momento nao estou conseguindo tiralo da fralda ele so faz no sofa etc e eu faço de tudo pra explicar dar txau na discarga mas n tem geito parrece que ele n me emtende voce pode me ajudar e normal?a hipr tem aver co isso ,se pode me ajudar meu orkut:alinefofinha2012@hotmail.com ele tem 2a4meses

Rosanete disse...

Lendo o depoimento de Iane Kestelman fico cada vez mais emocionada, pois sabemos que todos somos capazes,pois é preciso o acreditar no potencial de cada um, acabar com os esteriótipos que a sociedade, a escola, talvez até mesmo a família massificou. Todos temos nossas competências e habilidades. Basta acreditarmos e atingirmos nossos objetivos. Digo isto, pois o filho de Iane hoje é um economista, mesmo tendo passado por muitos obstáculos. Parabéns mãe por ter acreditado em seu filho.