quinta-feira, 17 de março de 2011

Mais um bilhete... ”Ele apenas conversa...sai do lugar...”

Mais um bilhete... ”Ele apenas conversa...sai do lugar...”

Você já explicou milhões de vezes como o seu filho se comporta, já explicou a mesma coisa e o pessoal da escola ainda envia bilhetinhos no caderno escrito: “ Ele conversa muito...ele sai constantemente do lugar...ele não fez a lição....ele tem dificuldades de aprendizado...o seu comportamento prejudica o seu rendimento....” ?

Eu não consigo entender... Ou melhor, eu entendo: O meu filho age da mesma forma... Eu explico uma coisa e depois de algumas horas preciso explicar de novo...depois de alguns dias também....no outro ano ...de novo.....

E assim continua a saga – “Ele conversa muito durante as aulas”...

Será que a ritalina resolve o problema?

As vezes não é repassado informações necessárias a eles, mas eu não consigo entender....

Desabafo de um pai com filho com TDAH.

E a vida continua...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Depoimento - Minha Vida...""Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!"

No último Congresso Internacional da ABDA, apresentei durante uma palestra um texto escrito por meu filho para a cadeira de filosofia do curso de economia da PUC-RJ.

O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu filho, recebeu grau dez, fazendo com que todos nós chegássemos às lágrimas, inclusive o próprio professor que acabara de conhecê-lo.


A partir das inúmeras solicitações de cópias que tenho recebido do Brasil inteiro, decidi postar o texto aqui no site. No entanto, na condição de mãe, preciso fazer alguns comentários ligados ao texto que vocês lerão em seguida.

Em primeiro lugar, quero enfatizar que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos naquela época, em função da falta de informação sobre TDAH por parte de algumas escolas, médicos, profissionais... talvez o pior obstáculo com o qual nos deparamos tenha sido a arrogância, a prepotência e a insensibilidade daqueles que se diziam educadores, mas que optaram por EXCLUIR covardemente o que desconheciam, O TDAH representado naquele momento pelo meu filho, para não terem que experimentar o desafio e a impotência de encarar as suas próprias limitações ou a ignorância que não ousa se superar pela busca do conhecimento.

Aos “terapeutas” que tanto insistiram na tese de que TDAH não existe, que era uma doença inventada pela Indústria Farmacêutica, que a medicação era absolutamente perigosa e desnecessária, que se tratava de “falta de limites”, culpa minha, complexo de Édipo, blá, blá, blá.... Se por um lado lamento o tempo perdido, por outro, agradeço-os por terem me dado à oportunidade de olhar nos seus olhos e perceber o quanto estavam equivocados, aprisionados no estreito universo daqueles que só admitem uma corrente de saber - a própria.

A escola, em especial aquela que sumariamente reprovou o meu filho por não conseguir “ficar atento e ser muito agitado”, ao coordenador que disse que “o conselho de classe era soberano para punir alunos que não se esforçam”... a todos que um dia tentaram atrapalhar o seu caminho, plagiando o poeta Mario Quintana, digo:

Eles passaram, ficaram no passado.

Meu filho é que era passarinho, voa com sucesso rumo ao futuro.

Finalmente, meu afeto e eterna gratidão ao Prof. Paulo Mattos, grande amigo, por ter mostrado ao meu filho um caminho que ele já acreditava não existir e, ao Colégio A. Liessin pela forma acolhedora com que o recebeu, o que fez toda diferença para que ele pudesse provar que o sucesso era possível.

Iane Kestelman Presidente da ABDA


LEIA O TEXTO ABAIXO -  Como um TDAH sofre com a falta de conhecimento de educadores e coordenadores
Minha Vida

Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?

"Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.

Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.

Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".

Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.

Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados. E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.

Ele era o capitão do time, ele era querido.....

Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.

Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.

Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.

Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.

Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.

Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.

E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...

Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.

Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.

Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.

Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.

Ele?

Sou eu...

Beto

Obs: Solicitamos em caso de reprodução do texto, citar o nome do autor e a fonte (copyright).

(Grifo Meu)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Livros que podem ajudar você a entender o TDAH

No Mundo da Lua -  Dr.Paulo Mattos Lemos Editorial, 2001

Perguntas e respostas sobre Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade em crianças, adolescentes e adultos, cujos direitos foram cedidos à ABDA pelo autor.

Toda a venda do livro reverte para a ABDA.

Compre na ABDA pelo telefone (21) 2295-0921 e enviaremos pelo correio em qualquer cidade do Brasil




Princípios e Práticas em TDAH


Luis Augusto Rohde, Paulo Mattos e colaboradores Artmed Editora, 2003.

O livro aborda os sintomas em crianças, adolescentes e adultos, tratamento farmacológico e psicoterápico, epidemiologia, genética, intervenção escolar, aprendizado e neuropsicologia de forma atual e extensa.

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Levados da Breca


Dr. Marco A. Arruda (mestre em Medicina, doutor em Neurologia, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e da Associação Brasileira de Déficit de Atenção).

Ivete A.a.c. Arruda, 2ª edição – Ribeirão Preto - 2008


Um guia sobre crianças e adolescentes com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) - 150 páginas

Este livro irá orientar-lhe, em todos os aspectos, sobre o TDAH e será uma ferramenta no seu dia a dia para saber lidar com os portadores deste transtorno.

O autor expõe com clareza o problema e apresenta alternativas para solucioná-lo. Uma obra imprescindível àqueles que convivem com crianças e adolescentes. Neste livro fica evidente a importância da participação ativa dos pais e mestres no tratamento dos seus filhos e alunos com este trastorno. Esta participação compreende não apenas o conhecimento da origem neurobiológica dos sintomas e do impacto do TDAH, mas também a intervenção através de estratégias aqui propostas.

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sexta-feira, 4 de março de 2011

ABDA - cadastro de Profissionais

Olá Pessoal,

Muitas pessoas perguntam sobre profissionais especializados em TDAH, por isso, coloco aqui a lista de profissionais que a Associação Brasileira de Défict de Atenção colocou em seu site.

O cadastro de Médicos  e  psicólogos da ABDA é um serviço público gratuito. Ele contém nomes e informações sobre médicos e psicólogos que são associados da ABDA e tratam o TDAH.

Vale a pena você acessar a lista para saber se existe um profissional que pode te ajudar.

Este ano a ABDA vai realizar mais um Congresso Internacional de TDAH

TDAH É UMA DOENÇA INVENTADA?

Acesse o Banner para maiores Informações 


Crianças Criativas - Crianças são capazes de tudo por um doce

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

VIDEO DOCUMENTÁRIO E ENTREVISTA SOBRE TDAH COM Prof. Paulo Mattos - Globo News

Este documentário É IMPORTANTE A TODOS OS PAIS E PROFESSORES PARA ENTENDER COMO É A CABEÇA DO TDAH, COMO ISSO AFETA A SUA VIDA, COMO AGE UM TDAH.

Dr. Paulo Mattos é um ESPECIALISTA QUE NÃO PODEMOS DEIXAR DE ESCUTAR.





segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

E a educação continua do mesmo jeito - Por Alexandre Farias

Eu estava pensando sobre a evolução da educação. Os métodos pedagógicos que são usados e as atividades que o aluno deve realizar para se tornar “apto” para a próxima etapa.


Chego a conclusão que não tivemos uma evolução, mas apenas um jeito de maquiar as dificuldades. Não posso negar que muitos tentam algo novo, mas a história apenas se recicla e não produz novas etapas eficientes.

Outro dia eu estava pensando sobre o uso da matemática no dia a dia do trabalho de milhares de pessoas. Será que estas pessoas foram preparadas para o uso da calculadora nas aulas de matemática ou tiveram que aprender a usar a calculadora fora dela?

Nós usamos o decoreba da tabuada do 9 ou a calculadora para resolver um questão matemática no trabalho?

É claro que necessitamos passar pelas 2 etapas, mas deveriam ter a preocupação em ensinar o aluno a entender o problema do que decorar a tabuada.

Se o aluno esquecer de subir o “1” ou descer o “ 2” na conta, já basta para o professor dar um sinal de errado. Se o professor esquecer de subir ou descer um número na nota do aluno, ele apenas cometeu um deslize.

A educação não olha para o futuro, mas apenas se conforma em maquiar o passado para que ele passe como evoluído.

As coisas continuam a mesma... Só mudou o uso dos métodos que na realidade dão um bom lucro para as escolas. Isso mesmo, a educação continua a mesma!

Quer ver?

O professor da aula, o aluno deve apenas escutar quieto.

O professor não pode ser questionado, é o aluno tem que sobreviver as perguntas do professor.

O professor analisa o aluno segundo o seu critério, mas não quer ser analisado pelo critério do aluno. Quer dizer, eles acreditam que o aluno não tem capacidade de criar critérios.

O professor se engana, o aluno erra.

O professor que tem letra ilegível é considerado intelectual, o aluno que tem uma letra tortinha é considerado relaxado.

O professor monta avaliações com muitas palavras difíceis que não fazem parte do vocabulário da criança, o aluno tem a obrigação de saber o que o professor está querendo no exercício porque ele precisa enriquecer o seu vocabulário.

O aluno não pode colocar o seu vocabulário do dia a dia. Se um professor fala gíria na sala de aula ele é considerado pra frentex ... se o aluno fala gíria na sala de aula ele é jogado para o fundo da sala e considerado malandro.

Quando chega no final do ano o aluno é reprovado pelas notas baixas, mas quem reprova o professor pela sua baixa nota de ensino pedagógico ? Pela falta de reconhecer as dificuldades dos seus alunos? Por não ter feito nada para que o aluno conseguisse entender o que ele estava dizendo?

Por não ter reciclado o seu conhecimento durante anos e não ter feito um curso de especialização?

Bem, vamos andando porque atrás vem o pessoal que vai querer me matar . Mas a verdade deve ser dita doa a quem doer.

Obs; Não quero colocar todos os professores no mesmo saco e jogá-los no Rio Nilo para os crocodilos, muitos se esforçam em melhorar o ensino. Mas que dá vontade de colocar alguns e jogar aos crocodilos, dá....

Eu nem corrigi o texto para os professores ter a desculpa de corrigi-lo e me considerar um neófito, mas isso é apenas uma desculpa para não refletir sobre o assunto. E assim vai a educação....

Alexandre Farias - Possui graduação em Teologia e Apologética pela Faculdade Teológica e Apologética Cristã Dr. Walter Martin (2008), e está cursando Filosofia pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Possui qualificação profissional de Radialista no setor de locução Profissional e operação técnica pela Rádioficina (1998 MTB 18435). Atualmente é consultor teológico do periódico - Saber e Fé: revista de teologia e apologética cristã, colaborando com artigos para publicação; é consultor teológico e apologético do Instituto Cristão de Pesquisa e do periódico Defesa da fé. Editor e articulista do periódico Boas Novas - jornal mensal da Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana. Diretor e professor do seminário teológico e Apologético IECP. Idealizador do encontro de teólogos e líderes cristãos conhecido como Café Teológico e Apologética .

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Cabeça do TDAH - Faça um texto sobre Igualdade


Igualdade



Para que você entenda um pouquinho de como um TDAH elabora alguns conceitos e resolve os exercícios pedidos pelo professor, vou colocar o exemplo do meu filho.

O professor pediu para elaborar um texto de 20 linhas analisando algumas palavras e uma delas é igualdade.

Quer saber como ele fez o texto?

Bom, eu acho que igualdade é uma coisa igual. Vou dar um exemplo:


Um menino estava na escola copiou tudo que seu professor escreveu na lousa e o menino copiou e outro não copiou nada.


E o menino falou


- Professor pode ir ao banheiro


E o professor falou


- Pode”

Este foi o texto que ele fez em aula. Quero expressar alguns pontos que o professor sempre deve estar atento com alunos de TDAH.

- A resposta que o TDAH escreve é algo rápido e muitas vezes estão ligadas ao que ele pensa sobre o conceito – sem a preocupação de ver se está certo ou errado.

Ex: Igualdade é uma coisa igual.

- Ele não tem paciência para analisar o que está sendo pedido, mas dá respostas ansiosas. Eles são movidos pela ansiedade de terminar rápido o exercício para mostrar aos amigos que ele também consegue terminar rápido, este processo é a tentativa de se igualar aos demais no processo de raciocínio.

Algumas vezes a sua resposta está ligada ao fato de ser muito lógica ligada ao que a palavra transmite no exato momento que ele lê. O exercício de ligar a palavra aos diversos conceitos relacionados ao mundo ou ao assunto que o professor está dando em aula é algo difícil. Desta forma ele faz uma aliança no que é mais lógico – ao conceito que a palavra expressa no momento.

Se terminar mais rápido do que os alunos, ele tenta mostrar que também pensa e produz como os outros. Mesmo que suas respostas não estejam corretas.

Quando ele tenta elaborar uma resposta mais trabalhada, acontece o que vimos no texto: Ex: O menino pedir para ir ao banheiro com o conceito de igualdade.

Mas nós podemos ver um processo de ligação do que ele tem como conceito do que o professor deixa em aula - os alunos que podem ir ao banheiro – Quem faz a lição pode ir ao banheiro o outro não.

Quem faz a sua lição tem o direito de ir ao banheiro.

- O texto tem alguns pontos que não estão ligados de modo coerente em relação ao pedido, mas pode ser que ele está ligado ao que chama atenção do aluno no momento.

- Muitos até começam escrever algo dentro do pedido, mas ao longo dos minutos ele esquece o seu objetivo e escreve o que vem a cabeça.

Isto demonstra a capacidade de concentração o TDAH.

Imagine como ele sofre quando necessita fazer as provas sem qualquer ajuda para compreender o que está sendo pedido e para não sair do objetivo do que está sendo pedido.

É claro que existem professores e coordenadores que não acreditam nisso, acham que eles são criadores e realizadores de atos indisciplinado. Estes são os pedagogos despreparados e que não estão dispostos a reciclar os seus conhecimentos.

Estes pedagogos são aqueles que não conseguem fazer com que o aluno tenha um processo de produção e crescimento – mas faz o aluno com dificuldades cognitivas a ter raiva do mundo pedagógico.

Sempre vão existir pedagogos que acreditam que são deuses e não precisam entender a cabeça das crianças. Eles acreditam que as crianças é que devem entender mesmo tendo problemas pedagógicos.

É nesse momento que eu lembro o que Jesus disse: Amar o próximo como a ti mesmo.

Isto é: Se colocar na pele destas crianças e entender como a cabeça deles trabalham para que possa achar um caminho coerente diante das suas dificuldades.


Você já pensou se todos os seres humanos amassem o próximo como gostariam de ser amados.


Pense nisso.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que acontece com muitas crianças com TDAH na escola

Tenho uma cça tdah, leio td a respeito, tendo ajuda-la ao máximo ,mas os professores não conseguem ter paciencia, sexta-feira passada porque ela riu na sala ,ela foi posta para fora, a diretora pediu p/ q. Ela ficasse no tablado depois falaria c/ ela, passou uma aula, o recreio,outra aula, foi qdo uma inspetora então pediu p/ ela procurar a direção pois a mesma devia ter se esquecido dela...Ela fez isso foi autorizada a voltar para a aula mas ficou sem lanchar...Qdo entrou na sala recebeu uma vaia geral,e a prof.Q. Ministrava aula naquele momento disse q. Foi hunaneme a decisão dos prof. Qualquer vacilo ela será posta p/ fora da sala. Ela não assiste mais aula, ninguem se incomoda, quais os direitos dela? Ela toma antidepressivo e ritalina,faz tratamento c/tds profissionais envolvidos na área,psicologo,psiquiatra,psicopedagogo,neurologista,e ela é hiperativa mas inteligente, e não faz maldade a ninguem só fala muito e muito alto.

Estou desenvolvendo um projeto contra o bullying q. é o q. Acaba com td começa pelos professores despreparados...Por favor me ajudem...Ela não estuda mais ,não assiste mais aula...Sempre td é motivo para ser impedida.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Escolas Epecializadas em Déficit de Atenção

Centros de apoio e colégios buscam conhecimento para lidar com portadores de transtorno que prejudica o aprendizado.


Revista Istoé - por Claudia Jordão

O aluno não para quieto na sala de aula, pede para ir ao banheiro o tempo todo, puxa conversa com os colegas de classe. As consequências desse tipo de comportamento costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim. Até há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

De ordem neurobiológica, ele provoca desatennção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Especialistas defendem a ideia de que o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular -, e escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente.

É o caso, por exemplo, do centro de apoio ao aluno Vésper, em São Paulo. Aberto a qualquer aluno que tenha dificuldade no aprendizado, ele oferece aos portadores do TDAH atendimento individual. Psicopedagogos e professores os ajudam a fazer a lição de casa e os orientam em questões relacionadas ao aprendizado.

"No Estudo Orientado trabalhamos, através de atividades específicas, organização, atenção, concentração e técnicas que melhoram a profundidade de leitura", diz a fundadora do Vésper, Nívea Basile.

Com 30 anos de profissão, a psicopedagoga diz que o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano", diz. "A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo." Por isso, Nívea faz questão de ter um ambiente tranquilo a seu favor. Ela e seus professores falam baixo e pausadamente. Suas mensagens são claras e diretas.

Esse suporte também começa a existir em algumas escolas particuulares. Psicóloga da Esil Educacional, no Rio de Janeiro, Andréa Rosa nutre o desejo de dar aos alunos da instituição a mesma estrutura oferecida nos Estados Unidos. "Meu sonho é ter um tutor por sala de aula", diz.

No ano passado, ela ajudou a implementar o Espaço Integrar, uma sala que tem a presença de um pedagogo especializado, capaz de acolher o estudante com déficit de atenção e hiperatividade e o professor dele em situações mais delicadas. Além disso, se for indicado, esse profissional pode auxiliar em sala de aula, dependendo da atividade.

Muitos dos mestres da escola já têm MBA em inclusão. Educadores do Colégio Singular, rede de escolas no ABC paulista, fizeram um curso no início do ano sobre o tema. Oferecido pelo NEA (Núcleo Especializado de Aprendizado), da Faculdade de Medicina do ABC, reuniu neuropediatra, psicólogos e psicopedagogos.

O programa despertou tanto interesse nos educadores que sete deles já iniciaram a pós-graduação em capacitação e aperfeiçoamento em dislexia e TDAH, também na Faculdade de Medicina do ABC.

"Na ânsia de encontrar respostas para o mau desempenho de seus filhos na escola, os pais recorrem cada vez mais ao termo", diz Daniela Antico, orientadora do Singular, em São Bernardo do Campo.

"Queremos ter mais condições de diferenciar a criança hiperativa da indisciplinada." Portadora do transtorno e educadora há 30 anos, a psicopedagoga Rosemeire Henriques se arrisca a dizer que muitas crianças, com níveis mais baixos do transtorno, poderiam abrir mão da medicação, recurso muito utilizado, se tivessem um acompanhamento adequado em casa e na escola. "Os alunos estão chegando para as aulas dopados", diz.

A inclusão com qualidade cresceu, mas está longe de ser ideal. Mãe de Diego, 10 anos, a executiva de vendas Débora Gomes diz que o filho sofreu preconceito nas escolas por onde passou até ser matriculado no Esil, no ano passado. "Foram quatro escolas em quatro anos", conta. "Agora, ele já não se sente mais culpado por tudo de ruim que acontece ao seu redor." Assim como o tratamento de Diego, a mudança de mentalidade dos educadores, apesar de significativa, está apenas começando.

• O que é
De origem neurobiotógiça, se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

Ocorrência

Estudos apontam que ele ocorre em 3% a 5% das crianças e, em mais da metade dos casos, acompanha o indivíduo na vida adulta.

• Sintomas

É caracterizado peta combinação de dois tipos de sintomas: a desatenção e a hiperatividade/impulsividade.

• Diagnóstico

Não há exames de laboratório para detectar o transtorno. Seu diagnóstico deve ser feito por um grupo de profissionais formado por neuropediatra, psicopedagogo, psicólogo e fonoaudiólogo.

• Tratamento

Costuma combinar medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas ensinadas à pessoa que possui o problema. A psicotetapia indicada é a terapia cognitivo-comportamental.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ressonância magnética pode ajudar a identificar bipolaridade

Pesquisadores apontam que o uso de exames cerebrais por imagem, para observar como o funcionamento da memória é influenciado pelas emoções, pode ajudar a identificar crianças que sofrem de transtorno bipolar ou do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).


Diferenciar os dois transtornos baseando-se apenas em medidas comportamentais é tarefa difícil para os médicos. Porém, os pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago, afirmam que as novas descobertas podem ajudar nos esforços para desenvolver exames de diagnósticos baseados tanto em marcadores neurológicos como em comportamentais.

No estudo foram utilizados exames de ressonância magnética funcional para observar as atividades cerebrais de crianças e jovens enquanto os mesmos realizavam tarefas de memória, ao mesmo tempo em que visualizavam rostos com diferentes emoções. Os participantes tinham entre 10 e 18 anos, sendo que 23 deles sofriam de transtorno bipolar, 14 de TDAH e 19 não apresentavam nenhum dos dois problemas. Os autores do estudo ressaltaram que aqueles que sofriam de um dos dois transtornos não estavam tomando medicação.

Segundo o relatório publicado na edição de outubro do Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, em comparação aos participantes do grupo de controle, aqueles que sofriam de um dos dois transtornos apresentaram disfunções no córtex pré-frontal - área que controla o comportamento (como a impulsividade), as funções executivas, a memória de trabalho, a atenção e a linguagem.

O estudo constatou que os participantes com TDAH foram os que apresentaram as disfunções mais severas no córtex pré-frontal, mas os que sofriam de transtorno bipolar apresentaram maiores deficiências em áreas cerebrais envolvidas no processamento e regulagem das emoções.

"Esperamos que, ao conseguir diferenciar melhor esses dois graves distúrbios comportamentais, possamos desenvolver diagnósticos mais precisos e tratamentos mais direcionados para o transtorno bipolar e o TDAH", disse em um release Alessandra Passarotti, professora assistente de psiquiatria na Universidade e principal autora do estudo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quase metade dos coordenadores pedagógicos não conhece o Ideb de suas escolas - Ligia Sanchez

Quase a metade (47%) da coordenação pedagógica da rede pública brasileira não sabe dizer o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de sua escola. A informação foi revelada por uma pesquisa que busca traçar o perfil de coordenadores pedagógicos brasileiros e suas relações com a educação, encomendada ao Ibope Inteligência pela Fundação Victor Civita.



Quanto à percepção dos coordenadores pedagógicos sobre a educação brasileira, a pesquisa aponta que 51% deles consideram que o ensino no país é regular e 75% acham que todas as escolas têm que ter a mesma base para o currículo.


Em relação à carreira dos coordenadores, o estudo conclui que são, na maioria, profissionais experientes, mas não estão há muito tempo na escola atual. Em média, os entrevistados trabalham há 6,9 anos no cargo, sendo que 28% deles têm mais de dez anos de experiência como coordenador pedagógico, 27% têm de dois a cinco anos e 24%, de cinco a dez anos.

Quase a metade desses profissionais está há dois anos ou menos na coordenação da escola atual. Segundo a pesquisa, 16% dos consultados tinham menos de seis meses na coordenação da unidade. Apenas 24% têm mais de cinco anos de casa.

O levantamento sobre a formação dos coordenadores pedagógicos mostrou que 70% deles possuem pós graduação -quase todos latu sensu- e consideram que seu curso universitário não os preparou para o cargo e, por isso, têm que fazer cursos específicos. No entanto, 96% deles avaliaram a qualidade de sua graduação universitária como boa ou excelente.

A pesquisa foi realizada com 400 coordenadores pedagógicos, em 12 capitais e no Distrito Federal (Manaus, Belém, São Luís, Natal, Recife, Salvador, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre). Eles coordenam escolas com 1,1 mil alunos, em média. Mais da metade (56%) dos entrevistados trabalha nos três turnos de aulas (manhã, tarde e noite). As mulheres representam 90% da categoria.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Professor é afastado após insultar alunos e quebrar porta de escola no litoral de SP

Um professor de geografia foi afastado de suas atividades após insultar alunos e uma outra professora em uma escola estadual de Caraguatatuba (litoral de São Paulo). O professor também teria quebrado a porta de uma sala de aula.

A confusão aconteceu na última terça-feira na Escola Estadual Ismael Iglesias. De acordo com a Polícia Civil, o professor teve um desentendimento com uma aluna e iniciou uma série de xingamentos. Uma professora tentou intervir e também foi insultada e empurrada pelo professor.

A polícia afirmou ainda que o professor jogou carteiras e bateu uma porta, que acabou quebrando. A aluna, a professora e a diretora da escola registraram boletim de ocorrência contra o professor no 1º DP da cidade.

A Secretaria Estadual de Educação afirmou que o professor foi afastado de suas atividades após a confusão. "Uma comissão formada por três supervisores de ensino foi designada para apurar o caso e ele permanecerá afastado até que a apuração preliminar seja concluída", afirmou a pasta por meio de nota.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/807083-professor-e-afastado-apos-insultar-alunos-e-quebrar-porta-de-escola-no-litoral-de-sp.shtml

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Discalculia, o mal de números

Dificuldade matemática pode não ser preguiça ou falta de vontade, mas disfunção neurológica


Imagine um jogo de futebol entre Corinthians e Guarani no Pacaembu. Quem entra no estádio é capaz de perceber claramente que a torcida do Timão é maioria nas arquibancadas. Mas saber distinguir qual é a maior ou a menor parcela do público pode não ser tão simples para quem tem discalculia, uma disfunção neurológica caracterizada pela dificuldade de resolver cálculos matemáticos e pela falta de noção de quantidades.


Na reta final do ano letivo, esse “mal dos números”, de difícil diagnóstico, pode estar por trás do desempenho ruim do estudante na matemática – a má performance escolar, porém, pode ser influenciada por inúmeros fatores. Para dimensionar a discalculia hoje no Brasil, o psicólogo Pedro Pinheiro Chagas, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais, coordena um estudo sobre a prevalência da disfunção no Brasil, cujos resultados serão divulgados em 2011.

“Ainda há poucas pesquisas sobre o tema no País, ao contrário do que ocorre com a dislexia (distúrbio relacionado à linguagem).”

Para o cientista político discalcúlico Alexandre Barros, de 68 anos, a dislexia é mais conhecida e tratada porque as pessoas vivem de palavras. “É mais fácil esconder a dificuldade com números do que com a linguagem”, diz.


Os sinais da discalculia variam conforme a idade (veja quadro acima), mas todos os portadores do distúrbio costumam sofrer nas aulas de matemática. Segundo a psicopedagoga Valéria de Andrade Cozzolino, da Associação Brasileira de Dislexia, o discalcúlico não consegue adquirir o conteúdo por mais que se esforce e, quando os pais e os professores demoram a perceber que as notas baixas não resultam de preguiça ou má vontade, as consequências podem ser graves. “As crianças sofrem, são rotuladas pelos professores de preguiçosas e isso afeta muito a autoestima”, diz.

Especialistas concordam que o diagnóstico do distúrbio é muito complexo e que depende da avaliação de uma equipe multidisciplinar. Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, explica que a discalculia é genética e acompanha o indivíduo durante toda a vida.

“Assim como o disléxico troca o ‘p’ pelo ‘d’, o discalcúlico troca o 39 pelo 93”, exemplifica Quézia.

Segundo o neurologista Luiz Celso Pereira Vilanova, professor da Universidade Federal de São Paulo, é comum que a discalculia esteja associada a outros distúrbios, como a dislexia e o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). “É mais raro ter apenas a dificuldade com os cálculos matemáticos. Estudos apontam a incidência de uma em cada 40 mil pessoas”, afirma.

Quando os professores ou os pais percebem que os tropeços da criança com relação aos números são maiores do que o comum, a recomendação é que se procure um profissional na área, como psicopedagogo ou neurologista. O tratamento, que varia de pessoa para pessoa, deve envolver o resgate da auto-estima do indivíduo. A psicopedagoga Valéria explica que, durante o tratamento, o aluno aprende a criar uma estratégia diferenciada para que ele construa seu próprio caminho de aprendizado.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

- Quanto mais cedo se descobre que uma criança tem a discalculia, mais facilmente ela aprenderá a lidar com o distúrbio. Por isso, é importante que professores e pais estejam atentos aos primeiros sinais e encaminhem o jovem a um especialista o quanto antes.

- A falta de conhecimento sobre a disfunção pode provocar sérios danos à autoestima do estudante. Além de recuperá-la, o tratamento prevê também a criação pelo aluno de uma estratégia diferenciada para que ele construa seu próprio caminho de aprendizado.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,discalculia-o-mal-de-numeros,617127,0.htm

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mitos sobre déficit de atenção e hiperatividade - Revista Crescer


É causado pelos pais, que não impõem limites aos filhos


O transtorno tem uma das mais altas taxas de herdabilidadegenética da psiquiatria, de cerca de 75%. Fatores ambientais podem fazer os genes se manifestar com mais facilidade, como hemorragias cerebrais ou quando a mãe  fuma ou bebe na gestação. Já a maneira como os pais criamos . lhos pode piorar a doença, mas não é a sua .

Ver TV e jogar videogame em excesso causam TDAH.

Alguns estudos mostram que crianças com TDAH vêm mais TV e jogam mais videogame que as outras, mas a relação não é de causa. Justamente porque têm dificuldade de se concentrar é que precisam de estímulos mais fortes, como a TV. Mesmo assim, elas retêm bem menos informação e têm desempenho pior nos games que as crianças normais.

A psicoterapia pode resolver o problema. Não há necessidade de remédio.

Não são todos os casos, mas 80% das crianças vão precisar da medicação. E isso não tem a ver com a gravidade do distúrbio. A anorexia, por exemplo, pode até matar, mas é melhor tratada com terapia. Quanto ao TDAH, apenas um tipo de terapia mostrou benefícios, a do tipo cognitivo-comportamental, mas apenas em adultos. Os estudos não mostram benefício em crianças. Isso não significa que ela não possa fazer terapia: pode, para lidar com os sintomas secundários, os traumas decorrentes da doença e, muitas vezes, com as comorbidades existentes.


Só crianças têm TDAH, adultos não.
O transtorno aparece, sempre, na infância, e geralmente continua pela vida toda. Os casos de cura são minoria. O que pode ocorrer é que os sintomas de hiperatividade diminuem nos adultos, dando lugar à sensação de inquietude interior, o que dificulta o diagnóstico.

É muito difícil realizar o diagnóstico.

Normalmente, os pais percorrem uma romaria de médicos até descobrir o que a criança tem. Isso ocorre porque o desconhecimento sobre o tema ainda é grande no Brasil. Mesmo os especialistas, às vezes, têm pouca informação sobre o assunto. Mas quando se encontra um profissional que conheça bem o distúrbio, não é difícil detectá-lo, porque os sintomas já são bem descritos na literatura médica.


Adaptar o ambiente e conceder direitos especiais para portadores impede que superem a doença.

O TDAH é um transtorno crônico. Ele não é curado, mas controlado, e o tratamento se faz todo dia. Por isso, de nada adianta esperar que a criança vá “superar” a doença. Ela pode, sim, aprender a conviver com ela, como um paciente com diabetes ou um deficiente físico com cadeira de rodas.