Lucas participa do video da Comunidade Tempo de Viver onde é mebro. Ele apresenta o jornal do dia dos pais do ano que vem, isso as 03:00 da matina....gravando este horário, olha o pique do garoto.
terça-feira, 15 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Transtorno de Aprendizagem
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Dia do Autismo - Parlamentares pedem aprovação de projetos para pessoas com autismo
Parlamentares pedem aprovação de projetos para pessoas com autismo
Brasília - Parlamentares e representantes de movimentos ligados ao autismo defenderam nesta segunda-feira a aprovação da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Eles participaram de sessão solene na Câmara para lembrar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo.
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), existem em todo o mundo 60 milhões de pessoas com autismo. No Brasil, estima-se que existam 2 milhões de pessoas com a doença, descoberta há 66 anos, que afeta a capacidade de comunicação e de relacionamento. O Projeto de Lei 1.631/11, que institui a política, já teve o aval do Senado.
A matéria, aprovada por unanimidade na semana passada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, segue agora para apreciação da Comissão de Seguridade Social. O relatório elaborado pelo deputado Roberto Policarpo (PT-DF) altera, entre outros pontos, o regime dos direitos no serviço público permitindo que portadores do autismo tenham flexibilidade de horário de trabalho, sem necessidade de compensação.
Segundo o relator, o projeto ajudará a derrubar o mito de que o autista vive “em outro mundo e gosta de solidão”. “Apesar das dificuldades, ele quer se comunicar e tem condições de conviver com a sociedade, longe do preconceito”, destacou Policarpo. “As escolas que alegam não ter condições de recebê-los mostram uma inversão, pois se a educação estiver bem preparada vai atingir por igual todos os estudantes”, completou.
De acordo com a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a deputada Erika Kokay (PT-DF), as famílias não contam atualmente com apoio médico e psicológico na rede pública de saúde para o tratamento da doença.
Na noite desta segunda-feira, o monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e o prédio do Ministério da Saúde, em Brasília, vão ser receber luzes azuis, a exemplo do que vai acontecer com monumentos em diversas partes do mundo, chamando atenção para a causa do autismo. O governo do DF vai disponibilizar um centro de informações sobre o autismo em seu site, permitindo que pais, professores e defensores da causa encontrem informações sobre esse tipo de doença.
As informações são da Agência Brasil
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
TDAH - Entrevista com o Dr. Erasmo Barbante Casella
Vale a pena assistir esta entrevista devido a credibilidade do programa da rede Bandeirantes.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
PESQUISA PARA PREVENIR TDAH EM CRIANÇAS - Por ABDA
O ProDAH (Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade da UFRGS) e o SEPIA (Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da USP) estão iniciando uma pesquisa na área de prevenção do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade em crianças consideradas de risco para diagnóstico de TDAH.O procedimento da pesquisa não é farmacológico e demonstrou bons resultados em estudos anteriores.
As equipes estão selecionando, em Porto Alegre e São Paulo, crianças de 5 a 8 anos que apresentem algum sintoma hiperativo, impulsivo ou de desatenção e que tenham familiar próximo - pai, mãe ou irmão - com TDAH diagnosticado.
É essencial ter pai, mãe ou irmão - com TDAH diagnosticado.
Para maiores informações:
Porto Alegre - ligar para (51) 8484-7912 - de segunda à sexta, entre 18:00 e 19:00
São Paulo - ligar para (11) 6595-4349 - de segunda à sexta entre 09:00 e 17:00 (deixe um recado na secretária eletrônica com seu nome e telefone)
PRODATH - Projeto de Déficit de Atenção e Hiperatividade (adultos)
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 - ambulatório térreo - HC - USP
Cerqueira César - SP
CEP: 05403-010
MARCAÇÃO DE CONSULTAS – (Só para Projetos de Pesquisa e que o interessado tenha disponibilidade de tempo para participar do mesmo)
INFORMAÇÕES: às 4ªs feiras das 8:30h até 12h - telefone(11) 3069-6971
Coordenador: Dr. Mário Louzã Neto
• ADHDA - Ambulatório para Distúrbios Hiperativos e Déficit de Atenção (crianças e adolescentes)
Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência - HC - USP
Av. Dr. Ovídio Pires de Campo, s/n - CEP 05403-010
Telefone : (11) 3069-6509 ou 3069-6508
Coordenador: Dr. Ênio Roberto de Andrade
• Ambulatório de TDAH em São Paulo, SP
Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (UPIA)
Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP)
R. Borges Lagoa, 570
Vila Clementino
Coordenadores: Prof. Dra. Maria Conceição do Rosário
Atendimento gratuito
Atende crianças e adolescentes
Os interessados podem dirigir-se ao Departamento de Psiquiatria de segunda a sexta, das 8 as 12 e das 14 as 17 horas para entregar encaminhamento e fornecer dados para a triagem .
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Procurando escola - A preocupação de achar a correta para meu filho
Sofremos juntos com nossos filhos quando descobrimos que a escola que estavam não entendeu e nem ajudou os problemas que acompanham o tdah. E ai.... começamos a nossa saga de Indiana Jones em busca da escola perdida. O grande problema é que depois de acostumar com amigos e alguns professores que entendem (não todos) o seu problema, ele vai ter que sair da escola devido a falta de capacitação das coordenadoras e donos da escola. Descobri que a orientadora escolar não tem nenhum preparo pedagógico, ou seja, não possui nenhuma formação pedagógica - Da pra entender a qualidade do ensino e também da falta de capacidade pedagógica que a escola possui. Mas o problema não é deles mesmo!
Pra que se preparar se a mensalidade de todos os alunos da escola cai no bolso sem ter a preocupação de saber se a orientadora é preparada para lidar com a impulsividade de um TDAH?
Pra que se preocupar se o dimdim é o mais importante do que a formação pedagógica de um aluno?
Bom, mas isso é passado e não adianta chorar o leite derramado porque eles vão continuar tratando as crianças desta forma, o melhor é sair do Egito e deixar sua escravidão.
Como estou em busca de uma escola preparada para lidar com o meu filho, achei uma escola da qual se fala muito bem, mas o grande problema é que fica longe pra mim. Talvez pra você seja uma grande benção de Deus, vale a pena dar uma chegadinha lá.
Quero indicar a WINNICOTT , uma escola em São Paulo que é especializada em TDAH.
Vale a pena dar uma pesquisada e fazer uma visita .
Eu continuo em busca de uma escola para um TDAH Impulsivo em São Bernardo do Campo
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Identificar déficit de atenção é desafio para pais e professores
O nosso blog saiu no site Terra - Dei uma entrevista para o site sobre TDAH, as atitudes da escola que meu filho esta atualmente e que não sabem lidar com ele devido a falta de conhecimento e de vontade(o uniforme é de outra escola) - Leia a entrevista abaixo
As notas começaram a baixar quando o pequeno Lucas estava na terceira série. Cada vez mais, o menino mostrava comportamento agitado durante as aulas e dificuldade de compreender o conteúdo que a professora ensinava.
A escola alertou o pai, que procurou tratamento. Depois de alguns testes, o diagnóstico: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
A pedagoga especialista em orientação educacional Maria Cristina Bromberg defende que os professores são as pessoas mais capacitadas para identificar o problema em um estudante. Foi assim com Lucas, hoje com 13 anos.
O pai, Alexandre Farias Torres, conta que o filho começou a tirar notas baixas e a apresentar comportamento agitado. "A professora percebeu que não era uma desatenção comum e me avisou. Levei o Lucas para o psicóloga e ele foi diagnosticado", conta o morador de São Bernardo do Campo.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6% das crianças em fase escolar são diagnosticadas com TDAH. Para o psicólogo Fernando Elias José, trata-se de um dos problemas que mais interfere no estudo de crianças e adolescentes atualmente.
A síndrome é caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Entre os principais sintomas percebidos em ambiente escolar estão a falta de atenção, cometer frequentemente erros por descuido, não seguir instruções, dificuldade de organização e perda constante de materiais necessários para as tarefas e atividades diárias. "O paciente que apresenta impulsividade costuma realizar brincadeiras inadequadas que podem atrapalhar a turma inteira", afirma Elias José.
Para a pedagoga Maria Cristina, mestre em distúrbios do desenvolvimento, é papel da escola procurar esclarecer as causas dos problemas. "A primeira avaliação deve ser feita por um grupo interno; depois, as preocupações são transmitidas aos pais, mostrando-se opções para um diagnóstico correto, que pede a avaliação de profissionais de outras áreas. Uma vez determinado o problema, pais, professores e terapeutas planejam juntos as estratégias e intervenções a serem implementadas", defende a especialista.
Porém, Elias José alerta para o fato de que a maioria dos professores não está preparada para reconhecer a desatenção como um problema. "Todas as crianças são inquietas, mas aquelas com TDAH são extremamente inquietas e desatentas", diz, completando que não é difícil detectar os alunos com déficit de atenção. "São aqueles que estão sempre com notas baixas, sempre sem material escolar, constantemente atrapalhando a aula por hiperatividade. O problema é que a primeira reação dos educadores é considerar essa criança simplesmente mal educada", diz.
Atualmente, é isso que acontece com Lucas. Depois que foi diagnosticado com a síndrome, o menino de 13 anos mudou de escola e começou um tratamento com medicamento e psicoterapia. "Eu só o troquei de escola porque a de antes era muito puxada (Colégio Ábaco), e é muito sofrimento para uma criança com TDAH acompanhar um currículo rígido. Mas, infelizmente, o colégio que ele frequenta agora não o compreende", conta o pai.
Por este motivo, o pai de Lucas decidiu criar o blog Criança Hiperativa, onde escreve sobre o problema e também conta sobre o filho. "Criei o blog para que os professores do Lucas entendessem o que é uma criança com TDAH, mas infelizmente, muitos não têm interesse em se conscientizar sobre este problema que não afeta apenas a ele, mas milhares de crianças pelo mundo todo", fala, completando que seu objetivo não é impedir que o filho seja reprimido, mas sim que seja orientado de forma eficaz.
O psicólogo Elias José defende o tratamento diferenciado para os estudantes com déficit de atenção. "Se a síndrome foi diagnosticada e comprovada, não vejo motivo para que os professores não ajudem essa criança", defende, afirmando que aulas de reforço extraclasse e mais tempo para a realização de uma prova são algumas das atitudes recomendadas.
Nos Estados Unidos, lei exige professor a mais para quem tem TDAH
A pedagoga Maria Cristina ainda afirma que um estudante com TDAH leva de três a quatro vezes mais tempo para fazer uma lição de casa do que seus colegas. Por este motivo, nos Estados Unidos é regulamentada por lei a obrigatoriedade de uma instituição de ensino fornecer um professor a mais para acompanhar uma criança com déficit de atenção. No Brasil, existe um projeto de lei referente ao tema que tramita na Câmara desde 2008. Pelo projeto do Senado 402/08, o poder público deve manter programa de diagnóstico e de tratamento para estudantes da educação básica com dislexia e TDAH. Isso seria feito por meio de uma equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos.
Apesar de ainda não existir lei nacional, algumas escolas já estão investindo em profissionais especializados no tema. No Rio de Janeiro, a escola particular Esil Educacional oferece o Espaço Integrar, uma sala onde alunos portadores da síndrome recebem orientação de um pedagogo, que além de ajudar em estudos e lição de casa, também pode auxiliar em sala de aula quando necessário.
Porém, a iniciativa ainda é realidade distante para a maioria dos colégios. Hoje, Farias está a procura de uma escola preparada para lidar com seu filho. "Não queria ter que mudá-lo de escola outra vez, pois ele tem muitos amigos lá. Mas está sofrendo, os professores não o orientam e sim o punem. Eles têm um sistema de bilhetes verdes para quem fez algo errado. Todos os dias meu filho recebe um", reclama. "A escola tem um laudo psicológico explicando como o Lucas se comporta e suas dificuldades. Uma delas é o maior grau de déficit de atenção, mas os coordenadores, inspetores e professores, não todos, fazem de conta que isso não existe e preferem lidar com os métodos ditadores", lamenta.
Maria Cristina afirma que os pais devem verificar o nível de conhecimento da direção e dos professores da escola acerca do TDAH. Se houver desconhecimento, os responsáveis devem conversar com o corpo docente para ver se este está disposto a aprender e a auxiliar o estudante de maneira adequada. Para a pedagoga, se a resposta for negativa, é melhor nem arriscar.
A especialista ainda explica que a melhor escola para uma criança com a síndrome é aquela que busca desenvolver o potencial específico de cada um, reforçando os pontos fortes e superando os pontos fracos.
Fonte : ENTREVISTA DADA AO SITE TERRA
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Escolas especializadas em déficit de atenção - matéria da revista ISTO É
Centros de apoio e colégios buscam conhecimento para lidar com portadores de transtorno que prejudica o aprendizado
Claudia Jordão
O aluno não para quieto na sala de aula, pede para ir ao banheiro o tempo todo, puxa conversa com os colegas de classe. As consequências desse tipo de comportamento costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim. Até há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação.
Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. De ordem neurobiológica, ele provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma com binação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica.
Especialistas defendem a ideia de que o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno - que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular -, e escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente.
É o caso, por exemplo, do centro de apoio ao aluno Vésper, em São Paulo. Aberto a qualquer aluno que tenha dificuldade no aprendizado, ele oferece aos portadores do TDAH atendimento individual. Psicopedagogos e professores os ajudam a fazer a lição de casa e os orientam em questões relacionadas ao aprendizado.
"No Estudo Orientado trabalhamos, através de atividades específicas, organização, atenção, concentração e técnicas que melhoram a profundidade de leitura", diz a fundadora do Vésper, Nívea Basile. Com 30 anos de profissão, a psicopedagoga diz que o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano", diz. "A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo." Por isso, Nívea faz questão de ter um ambiente tranquilo a seu favor. Ela e seus professores falam baixo e pausadamente. Suas mensagens são claras e diretas.
Esse suporte também começa a existir em algumas escolas particulares. Psicóloga da Esil Educacional, no Rio de Janeiro, Andréa Rosa nutre o desejo de dar aos alunos da instituição a mesma estrutura oferecida nos Estados Unidos. "Meu sonho é ter um tutor por sala de aula", diz. No ano passado, ela ajudou a implementar o Espaço Integrar, uma sala que tem a presença de um pedagogo especializado, capaz de acolher o estudante com déficit de atenção e hiperatividade e o profes sor dele em situações mais delicadas.
Além disso, se for indicado, esse profissional pode auxiliar em sala de aula, dependendo da atividade. Muitos dos mestres da escola já têm MBA em inclusão. Educadores do Colégio Singular, rede de escolas no ABC paulista, fizeram um curso no início do ano sobre o tema. Oferecido pelo NEA (Núcleo Especializado de Aprendizado), da Faculdade de Medicina do ABC, reuniu neuropediatra, psicólogos e psicopedagogos. O programa despertou tanto interesse nos educadores que sete deles já iniciaram a pós-graduação em capacitação e aperfeiçoamento em dislexia e TDAH, também na Faculdade de Medicina do ABC.
"Na ânsia de encontrar respostas para o mau desempenho de seus filhos na escola, os pais recorrem cada vez mais ao termo", diz Daniela Antico, orientadora do Singular, em São Bernardo do Campo. "Queremos ter mais condições de diferenciar a criança hiperativa da indisciplinada." Portadora do transtorno e educadora há 30 anos, a psicopedagoga Rosemeire Henriques se arrisca a dizer que muitas crianças, com níveis mais baixos do transtorno, poderiam abrir mão da medicação, recurso muito utilizado, se tivessem um acompanhamento adequado em casa e na escola. "Os alunos estão chegando para as aulas dopados", diz.
A inclusão com qualidade cresceu, mas está longe de ser ideal. Mãe de Diego, 10 anos, a executiva de vendas Débora Gomes diz que o filho sofreu preconceito nas escolas por onde passou até ser matriculado no Esil, no ano passado. "Foram quatro escolas em quatro anos", conta. "Agora, ele já não se sente mais culpado por tudo de ruim que acontece ao seu redor." Assim como o tratamento de Diego, a mudança de mentalidade dos educadores, apesar de significativa, está apenas começando.
FONTE : REVISTA ISTO É
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Lucas no Mundo da Lua - Meu Pai entalou na Montanha Russa da Disney
E ai pessoal, agora eu tenho meu canal no you tube. Visite e deixe seu comentário abaixo.
Gostou?
Vai ter mais....acessa o meu canal e descubra as novidades .....fuiiiii
http://www.youtube.com/user/lucasmundodalua
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Os professores não podem dizer que é falta de informação
Muitos professores reclamam da falta de informação, mas eu creio que muitos não tem vontade de buscar informações e procurar entender a impulsividade e o modo de agir do TDAH.
Não são todos os professores que devem ser conhecidos desta forma, mas muitos preferem chamar inspetores despreparados ou enviar o aluno para a coordenação que também não tem preparo algum para lidar com a criança TDAH.
Acham que ganhar no grito ou na ordem sem qualquer conversa é a solução. E o que acontece?
Eles voltam a fazer as mesmas coisas pela impulsividade e os educadores os mesmos erros....e o ciclo da falta de vontade e conhecimento se repete todos os dias.
Acho que nós pais deveriamos tomar algumas atitudes: Se a conversa não resolver e a escola se torna irredutível busque uma forma de resolver a solução: Telefone a uma emissora de Tv e explique o seu caso para a redação de um programa que você acha que vai acatar o problema e fazer uma reportagem sobre a escola.
Acho que esta na hora de agir mais e conversar menos......
Não são todos os professores que devem ser conhecidos desta forma, mas muitos preferem chamar inspetores despreparados ou enviar o aluno para a coordenação que também não tem preparo algum para lidar com a criança TDAH.
Acham que ganhar no grito ou na ordem sem qualquer conversa é a solução. E o que acontece?
Eles voltam a fazer as mesmas coisas pela impulsividade e os educadores os mesmos erros....e o ciclo da falta de vontade e conhecimento se repete todos os dias.
Acho que nós pais deveriamos tomar algumas atitudes: Se a conversa não resolver e a escola se torna irredutível busque uma forma de resolver a solução: Telefone a uma emissora de Tv e explique o seu caso para a redação de um programa que você acha que vai acatar o problema e fazer uma reportagem sobre a escola.
Acho que esta na hora de agir mais e conversar menos......
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Voltando na Ativa com informações importantes
terça-feira, 29 de março de 2011
Bullying e Cyberbullying: O Combate de Todo o Brasileiro!
BULLYING ESCOLAR (Bullying / Cyberbullying) - O Combate de Todo o Brasileiro! Este é o tema de uma das principais palestradas do 18º Educador - Congresso Internacional de Educação - que acontecerá entre 18 e 21 de maio, em São Paulo. No dia da abertura do Congresso, as pedagogas Aloma Ribeiro Felizardo e Elenice da Silva abordarão este que é um dos mais atuais e polêmicos temas envolvendo a educação e a vida escolar.
O BULLYING ESCOLAR (Bullying / Cyberbullying) é o ponto essencial das palestras das pedagogas, que pretendem esclarecer o que é e dar um panorama do problema no Brasil. As educadoras querem despertar a atenção dos profissionais de educação para informar, conscientizar, sensibilizar e proporcionar subsídios para um melhor diagnóstico.
"Precisamos corrigir estas ações, outrora brincadeiras, mas que hoje revelam-se em um fenômeno de violência física e psíquica. Mais que isto, identificar a vítima: no papel de educador", esclarece Elenice da Silva, pedagoga, pós-graduada em Psicopedagogia, educadora há 28 anos e professora de Ética e Cidadania no Centro Paula Souza Escola Técnica Estadual. A educadora é também autora do livro Corredores de Justiça, combatendo o bullying nas escolas, educando uma sociedade para a paz.
"O objetivo é auxiliar professores, orientadores educacionais, psicopedagogos, psicólogos e diretores de escolas a lidar com situações conflitantes do cyberbullying, pois lhes permitirá acesso a um repertório de casos oferecendo subsídios de como enfrentar os cyberbullies nesta nova era cibertecnológica", completa Aloma Ribeiro Felizardo, pedagoga formada pela FINTEC/SP e em Comunicação, Educação e Cibercultura na PUC/SP, e atualmente cursando Mediação Transformativa de Conflitos na Escola Superior do Ministério Público.
SOBRE O CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO:
"A Educação Transforma ou Reproduz a Sociedade?". Com este tema do 18º EDUCADOR / 18ª EDUCAR - Congresso e a Feira Internacional de Educação, que acontece entre os dias 18 e 21 de maio na cidade de São Paulo, reunirá em torno de 125 educadores-palestrantes brasileiros e do exterior e mais de 100 empresas expositoras. Considerado o principal evento do setor da América Latina pela riqueza de seu conteúdo e exposição, assim como pela qualidade e diversidade de seus conferencistas, o EDUCADOR / EDUCAR amplia e diversifica ainda mais suas atividades em 2011.
O evento terá dois Congressos, o 18º EDUCADOR (Congresso Internacional de Educação) e o 9º AVALIAR (Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação), e dois Seminários, o 7º EDUCADOR MANAGEMENT (Seminário Internacional de Gestão em Educação) e o 1º EDUCATEC (Seminário Internacional sobre Tecnologias para a Educação). Em paralelo, reunirá mais de 100 expositores na feira de exposições de produtos e serviços EDUCAR, que este ano traz grupos internacionais importantes do segmento, especialmente na área de tecnologia.
Entre as novidades está o Ciclo de Palestras, em horário especial para visitantes não inscritos nos congressos (Educador e Avaliar) e nos seminários (Educador Management e Educatec). O "Ciclo" terá diversas atividades simultâneas sobre assuntos técnicos-pedagógicos com foco técnico-comercial apresentadas por expositores.
EDUCADORES E PENSADORES
Entre os 125 palestrantes que comporão o evento, destacam-se nomes como Domenico De Masi, pensador italiano e escritor do livro "Ócio Criativo". Professor da cátedra de Sociologia do Trabalho e reitor da Faculdade de Ciência da Comunicação na Universidade La Sapienza (Roma) e presidente da Fundação Ravello, De Masi é considerado um dos pensadores mais influentes deste século.
Outros conferencistas internacionais que participarão do 18º Educador são o português José Pacheco, que foi professor e coordenador na Escola da Ponte, na cidade do Porto, e traz para os debates seus conhecimentos e referências de bons exemplos educacionais com a palestra: "O Que Sustenta Bons Projetos de Educação?"; o franco-suíço Philippe Perrenoud, da Universidade de Genébra-Suíça, que abordará "Qual a Finalidade da Escola no Século XXI: Preparar Uma Elite para o Ensino Superior ou Preparar os Jovens para a Vida?"; o americano Thomaz Armstrong, cujo tema da sua palestra será "O Mito da Criança TDAH: Desafiando a Crescente Medicalização da Atenção e Comportamento na Sala de Aula", e o espanhol Francesc Imbernón, professor da Universidade de Barcelona, que discutirá "A Formação de Professores e a Qualidade de Ensino".
A programação completa do evento (palestrantes, dias e horários) está no link abaixo:
http://www.youblisher.com/p/91298-Educador-Educar-2011
Site oficial e Redes Sociais da Futuro Eventos e da 18ª Educar/18º Educador:
Site: http://www.futuroeventos.com.br/novo-site
CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO - 18º EDUCADOR / 18ª EDUCAR
Data: 18 a 21 de Maio de 2011
Local: CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5 - São Paulo - SP
PROGRAMA OFICIAL: http://www.youblisher.com/p/91298-Educador-Educar-2011
O BULLYING ESCOLAR (Bullying / Cyberbullying) é o ponto essencial das palestras das pedagogas, que pretendem esclarecer o que é e dar um panorama do problema no Brasil. As educadoras querem despertar a atenção dos profissionais de educação para informar, conscientizar, sensibilizar e proporcionar subsídios para um melhor diagnóstico.
"Precisamos corrigir estas ações, outrora brincadeiras, mas que hoje revelam-se em um fenômeno de violência física e psíquica. Mais que isto, identificar a vítima: no papel de educador", esclarece Elenice da Silva, pedagoga, pós-graduada em Psicopedagogia, educadora há 28 anos e professora de Ética e Cidadania no Centro Paula Souza Escola Técnica Estadual. A educadora é também autora do livro Corredores de Justiça, combatendo o bullying nas escolas, educando uma sociedade para a paz.
"O objetivo é auxiliar professores, orientadores educacionais, psicopedagogos, psicólogos e diretores de escolas a lidar com situações conflitantes do cyberbullying, pois lhes permitirá acesso a um repertório de casos oferecendo subsídios de como enfrentar os cyberbullies nesta nova era cibertecnológica", completa Aloma Ribeiro Felizardo, pedagoga formada pela FINTEC/SP e em Comunicação, Educação e Cibercultura na PUC/SP, e atualmente cursando Mediação Transformativa de Conflitos na Escola Superior do Ministério Público.
SOBRE O CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO:
"A Educação Transforma ou Reproduz a Sociedade?". Com este tema do 18º EDUCADOR / 18ª EDUCAR - Congresso e a Feira Internacional de Educação, que acontece entre os dias 18 e 21 de maio na cidade de São Paulo, reunirá em torno de 125 educadores-palestrantes brasileiros e do exterior e mais de 100 empresas expositoras. Considerado o principal evento do setor da América Latina pela riqueza de seu conteúdo e exposição, assim como pela qualidade e diversidade de seus conferencistas, o EDUCADOR / EDUCAR amplia e diversifica ainda mais suas atividades em 2011.
O evento terá dois Congressos, o 18º EDUCADOR (Congresso Internacional de Educação) e o 9º AVALIAR (Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação), e dois Seminários, o 7º EDUCADOR MANAGEMENT (Seminário Internacional de Gestão em Educação) e o 1º EDUCATEC (Seminário Internacional sobre Tecnologias para a Educação). Em paralelo, reunirá mais de 100 expositores na feira de exposições de produtos e serviços EDUCAR, que este ano traz grupos internacionais importantes do segmento, especialmente na área de tecnologia.
Entre as novidades está o Ciclo de Palestras, em horário especial para visitantes não inscritos nos congressos (Educador e Avaliar) e nos seminários (Educador Management e Educatec). O "Ciclo" terá diversas atividades simultâneas sobre assuntos técnicos-pedagógicos com foco técnico-comercial apresentadas por expositores.
EDUCADORES E PENSADORES
Entre os 125 palestrantes que comporão o evento, destacam-se nomes como Domenico De Masi, pensador italiano e escritor do livro "Ócio Criativo". Professor da cátedra de Sociologia do Trabalho e reitor da Faculdade de Ciência da Comunicação na Universidade La Sapienza (Roma) e presidente da Fundação Ravello, De Masi é considerado um dos pensadores mais influentes deste século.
Outros conferencistas internacionais que participarão do 18º Educador são o português José Pacheco, que foi professor e coordenador na Escola da Ponte, na cidade do Porto, e traz para os debates seus conhecimentos e referências de bons exemplos educacionais com a palestra: "O Que Sustenta Bons Projetos de Educação?"; o franco-suíço Philippe Perrenoud, da Universidade de Genébra-Suíça, que abordará "Qual a Finalidade da Escola no Século XXI: Preparar Uma Elite para o Ensino Superior ou Preparar os Jovens para a Vida?"; o americano Thomaz Armstrong, cujo tema da sua palestra será "O Mito da Criança TDAH: Desafiando a Crescente Medicalização da Atenção e Comportamento na Sala de Aula", e o espanhol Francesc Imbernón, professor da Universidade de Barcelona, que discutirá "A Formação de Professores e a Qualidade de Ensino".
A programação completa do evento (palestrantes, dias e horários) está no link abaixo:
http://www.youblisher.com/p/91298-Educador-Educar-2011
Site oficial e Redes Sociais da Futuro Eventos e da 18ª Educar/18º Educador:
Site: http://www.futuroeventos.com.br/novo-site
CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO - 18º EDUCADOR / 18ª EDUCAR
Data: 18 a 21 de Maio de 2011
Local: CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5 - São Paulo - SP
PROGRAMA OFICIAL: http://www.youblisher.com/p/91298-Educador-Educar-2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Mais um bilhete... ”Ele apenas conversa...sai do lugar...”
Mais um bilhete... ”Ele apenas conversa...sai do lugar...”
Você já explicou milhões de vezes como o seu filho se comporta, já explicou a mesma coisa e o pessoal da escola ainda envia bilhetinhos no caderno escrito: “ Ele conversa muito...ele sai constantemente do lugar...ele não fez a lição....ele tem dificuldades de aprendizado...o seu comportamento prejudica o seu rendimento....” ?
Eu não consigo entender... Ou melhor, eu entendo: O meu filho age da mesma forma... Eu explico uma coisa e depois de algumas horas preciso explicar de novo...depois de alguns dias também....no outro ano ...de novo.....
E assim continua a saga – “Ele conversa muito durante as aulas”...
Será que a ritalina resolve o problema?
As vezes não é repassado informações necessárias a eles, mas eu não consigo entender....
Desabafo de um pai com filho com TDAH.
E a vida continua...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Depoimento - Minha Vida...""Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!"
No último Congresso Internacional da ABDA, apresentei durante uma palestra um texto escrito por meu filho para a cadeira de filosofia do curso de economia da PUC-RJ.
O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu filho, recebeu grau dez, fazendo com que todos nós chegássemos às lágrimas, inclusive o próprio professor que acabara de conhecê-lo.
A partir das inúmeras solicitações de cópias que tenho recebido do Brasil inteiro, decidi postar o texto aqui no site. No entanto, na condição de mãe, preciso fazer alguns comentários ligados ao texto que vocês lerão em seguida.
Em primeiro lugar, quero enfatizar que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos naquela época, em função da falta de informação sobre TDAH por parte de algumas escolas, médicos, profissionais... talvez o pior obstáculo com o qual nos deparamos tenha sido a arrogância, a prepotência e a insensibilidade daqueles que se diziam educadores, mas que optaram por EXCLUIR covardemente o que desconheciam, O TDAH representado naquele momento pelo meu filho, para não terem que experimentar o desafio e a impotência de encarar as suas próprias limitações ou a ignorância que não ousa se superar pela busca do conhecimento.
Aos “terapeutas” que tanto insistiram na tese de que TDAH não existe, que era uma doença inventada pela Indústria Farmacêutica, que a medicação era absolutamente perigosa e desnecessária, que se tratava de “falta de limites”, culpa minha, complexo de Édipo, blá, blá, blá.... Se por um lado lamento o tempo perdido, por outro, agradeço-os por terem me dado à oportunidade de olhar nos seus olhos e perceber o quanto estavam equivocados, aprisionados no estreito universo daqueles que só admitem uma corrente de saber - a própria.
A escola, em especial aquela que sumariamente reprovou o meu filho por não conseguir “ficar atento e ser muito agitado”, ao coordenador que disse que “o conselho de classe era soberano para punir alunos que não se esforçam”... a todos que um dia tentaram atrapalhar o seu caminho, plagiando o poeta Mario Quintana, digo:
Eles passaram, ficaram no passado.
Meu filho é que era passarinho, voa com sucesso rumo ao futuro.
Finalmente, meu afeto e eterna gratidão ao Prof. Paulo Mattos, grande amigo, por ter mostrado ao meu filho um caminho que ele já acreditava não existir e, ao Colégio A. Liessin pela forma acolhedora com que o recebeu, o que fez toda diferença para que ele pudesse provar que o sucesso era possível.
Iane Kestelman Presidente da ABDA
LEIA O TEXTO ABAIXO - Como um TDAH sofre com a falta de conhecimento de educadores e coordenadores
Minha Vida
Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?
"Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.
Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.
Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".
Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.
Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados. E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.
Ele era o capitão do time, ele era querido.....
Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.
Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.
Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.
Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.
Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.
Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.
E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...
Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.
Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.
Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.
Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.
Ele?
Sou eu...
Beto
Obs: Solicitamos em caso de reprodução do texto, citar o nome do autor e a fonte (copyright).
(Grifo Meu)
O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu filho, recebeu grau dez, fazendo com que todos nós chegássemos às lágrimas, inclusive o próprio professor que acabara de conhecê-lo.
A partir das inúmeras solicitações de cópias que tenho recebido do Brasil inteiro, decidi postar o texto aqui no site. No entanto, na condição de mãe, preciso fazer alguns comentários ligados ao texto que vocês lerão em seguida.
Em primeiro lugar, quero enfatizar que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos naquela época, em função da falta de informação sobre TDAH por parte de algumas escolas, médicos, profissionais... talvez o pior obstáculo com o qual nos deparamos tenha sido a arrogância, a prepotência e a insensibilidade daqueles que se diziam educadores, mas que optaram por EXCLUIR covardemente o que desconheciam, O TDAH representado naquele momento pelo meu filho, para não terem que experimentar o desafio e a impotência de encarar as suas próprias limitações ou a ignorância que não ousa se superar pela busca do conhecimento.
Aos “terapeutas” que tanto insistiram na tese de que TDAH não existe, que era uma doença inventada pela Indústria Farmacêutica, que a medicação era absolutamente perigosa e desnecessária, que se tratava de “falta de limites”, culpa minha, complexo de Édipo, blá, blá, blá.... Se por um lado lamento o tempo perdido, por outro, agradeço-os por terem me dado à oportunidade de olhar nos seus olhos e perceber o quanto estavam equivocados, aprisionados no estreito universo daqueles que só admitem uma corrente de saber - a própria.
A escola, em especial aquela que sumariamente reprovou o meu filho por não conseguir “ficar atento e ser muito agitado”, ao coordenador que disse que “o conselho de classe era soberano para punir alunos que não se esforçam”... a todos que um dia tentaram atrapalhar o seu caminho, plagiando o poeta Mario Quintana, digo:
Eles passaram, ficaram no passado.
Meu filho é que era passarinho, voa com sucesso rumo ao futuro.
Finalmente, meu afeto e eterna gratidão ao Prof. Paulo Mattos, grande amigo, por ter mostrado ao meu filho um caminho que ele já acreditava não existir e, ao Colégio A. Liessin pela forma acolhedora com que o recebeu, o que fez toda diferença para que ele pudesse provar que o sucesso era possível.
Iane Kestelman Presidente da ABDA
LEIA O TEXTO ABAIXO - Como um TDAH sofre com a falta de conhecimento de educadores e coordenadores
Minha Vida
Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?
"Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.
Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.
Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".
Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.
Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados. E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.
Ele era o capitão do time, ele era querido.....
Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.
Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.
Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.
Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.
Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.
Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.
E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...
Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.
Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.
Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.
Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.
Ele?
Sou eu...
Beto
Obs: Solicitamos em caso de reprodução do texto, citar o nome do autor e a fonte (copyright).
(Grifo Meu)
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