segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Proposta do Senado garante a alunos com dislexia e hiperatividade cuidado especializado nas escolas

Agência Senado

Os estudantes da rede pública de ensino com dislexia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão passar a receber, obrigatoriamente, atenção especial nas escolas em que estudam. É o que prevê proposta que está pronta para entrar na pauta de votações da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em caráter terminativo.

A dislexia é uma disfunção neurológica que afeta a aprendizagem na área da leitura e da escrita. Não é considerada doença, mas uma dificuldade no processamento da linguagem para reconhecer, reproduzir, associar e ordenar os sons e as letras, de modo a organizá-los corretamente.

O TDAH é outra disfunção neurológica, que aparece na infância e geralmente acompanha o individuo por toda a vida. Caracteriza-se por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

O projeto de lei do Senado (PLS 402/08), do senador Gerson Camata (PMDB-ES), determina que o Poder Público mantenha programa de diagnóstico e de tratamento de estudantes da educação básica com essas duas disfunções, por meio de uma equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos, entre outros profissionais.

O projeto também assegura às crianças com dislexia e TDAH o acesso aos recursos didáticos adequados ao desenvolvimento da aprendizagem, bem como estabelece que o Poder Público garanta aos professores da educação básica cursos sobre o diagnóstico e o tratamento desses dois transtornos, de forma a facilitar o trabalho da equipe multidisciplinar.

O projeto original previa somente o diagnóstico e o tratamento da dislexia nas escolas. Segundo o parlamentar, as crianças com esse tipo de transtorno não recebem, atualmente, atendimento específico e especializado nas escolas públicas brasileiras. - A criança com dislexia, devido às suas dificuldades de acompanhar o processo de aprendizagem dos demais alunos, tende a sentir-se frustrada e, pelo menos uma parte delas, pode desenvolver problemas emocionais e comportamentos anti-sociais, como excessiva agressividade ou retraimento - afirma Camata.

A matéria já foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Na CE, a relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), incluiu o transtorno do déficit de atenção no projeto, ao justificar que, assim como a dislexia, o TDAH também ocasiona dificuldades na escola, tanto na aprendizagem quanto no relacionamento social. - Cabe ressaltar que o TDAH é reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em alguns países, seus portadores são protegidos pela lei, no que diz respeito a tratamento diferenciado na escola - justifica a senadora.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Urgente – Esta garotinha foi seqüestrada


Antes de colocar esta informação no blog, eu confirmei a veracidade do fato.
ESTE PEDIDO FOI FEITO POR UM PAI DESESPERADO.
TENTANDO AJUDAR, COLOQUEI ESTA INFORMAÇÃO NESTE BLOG.
Olá! Meu nome é Jean e sou pai da PIETRA. Esta menina que aparece nas fotos.


Esta garotinha foi sequestrada na Praia do Engenho, litoral norte de São Paulo, ao lado da Barra do Uno.

Podemos fazer duas coisas importantes nesta hora:





1 – Orar para que a garotinha seja encontrada.

2 – Se souber de alguma informação sobre a garotinha, ligar para o disque Denuncia 0800 15 63 15 ou para o DEIC – Divisão anti-sequestro (11)3823-5867 (11)3823-5867 ou 3823-5868

3 – Repassar esta informação e se possível, colocar em seus blogs e sites.
Ajudar o próximo é um dos mandamentos que devemos sempre estar pronto para realizar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Assista a entrevista com o Prof. Paulo Mattos ao Programa Espaço Aberto - Globo News

No mundo, mais de 330 milhões de pessoas são portadoras do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Quase 5% da população mundial sofre com a dificuldade de se concentrar e se organizar.






terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Pela primeira vez – Passei de ano direto!

O pessoal pediu a minha foto. Olha eu aqui.....o que acharam?
Pela primeira vez conquisto um grande troféu do mundo.

Passei de ano direto. Eu quero que isto aconteça de novo no ano que vem.

Este ano eu mudei de escola no meio do ano, fiquei meio com medo, mas essa escola que eu fui - a El-Shaday é manera.

O lugar é pequeno, mas pra mim a escola é mais fácil.


Gostei muito de mudar pra lá.

Mais no ábaco, na outra escola que eu estava tinha uma coordenadora, a Adriana, que me acompanhou o tempo todo. Sinto saudades dela, ela me chamava de filho e eu a a chamava de mãe. Ela foi importante para a minha vida escolar.

Minha coordenadora do coração, eu nunca vou esquecer ela pra sempre.

Obrigado Adriana
Lucas G. Torres

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pedagoga usa xadrez no tratamento de crianças hiperativas

São Paulo - Aos 9 anos de idade, em 2005, Rafael Vinha tinha poucas amizades, notas baixas na escola e não conseguia prestar atenção nas aulas ou em filmes.

Quando foi confirmado o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Rafael iniciou um tratamento que incluía, além de medicamentos, aulas de xadrez.

"O jogo exige concentração e isso ajudou na minha vida", diz Rafael. Caracterizado por desatenção, impulsividade e hiperatividade, o TDAH é um transtorno neurobiológico de origem genética que pode comprometer o convívio familiar e o desempenho escolar.

Rafael Vinha foi o principal responsável pela introdução do xadrez - disciplina obrigatória para os 86 alunos até a 5ª série - na grade curricular do então recém-inaugurado Colégio Diocesano, em Orlândia, região de Ribeirão Preto (SP).

A coordenadora pedagógica Solange Ferreira já ensinava o jogo aos seus dois filhos e, ao saber do distúrbio de Rafael, deu seqüência ao projeto. Como resultado, venceu o prêmio Dica de Mestre, concorrendo com 86 projetos de todo o País durante o Congresso de Neurociência e Educação Aprender Criança.

O projeto premiado - O Jogo de Xadrez e a Criança com TDAH - continua na clínica de Solange, com acompanhamento do neurologista Marco Antônio Arruda, diretor do Instituto Glia, de Ribeirão Preto, empresa que atua na área de neurociências aplicadas à educação.

"A hiperatividade é tratada com medicação, mas não pode ficar só nisso, e o xadrez ajudou nesse caso. Ainda é um trabalho inicial, sem estudo científico, o que pode ocorrer em breve", diz Arruda.

Para que o xadrez não fosse algo maçante, difícil para as crianças iniciantes, Solange criou uma história lúdica relacionando as peças do tabuleiro. Imprimiu 200 cópias do livro Chaturanga (nome antigo do xadrez, com origem na Índia), de sua autoria, onde faz a introdução das regras do jogo em forma de versos de poesias.

"Esse jogo cria uma disciplina, a relação entre as crianças é diferente, mais harmoniosa, e tem o conflito, que ajuda a amadurecê-las, mas não confrontos", conclui a pedagoga. E durante as partidas, concentradas nas estratégias das próximas jogadas das peças no tabuleiro, as crianças ficam quietas.

AE

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

TDAH - UM DEPOIMENTO - Iane Kestelman, Presidente da ABDA

No último Congresso Internacional da ABDA, apresentei durante uma palestra um texto escrito por meu filho para a cadeira de filosofia do curso de economia da PUC-RJ.

O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu filho, recebeu grau dez, fazendo com que todos nós chegássemos às lágrimas, inclusive o próprio professor que acabara de conhecê-lo.

A partir das inúmeras solicitações de cópias que tenho recebido do Brasil inteiro, decidi postar o texto aqui no site. No entanto, na condição de mãe, preciso fazer alguns comentários ligados ao texto que vocês lerão em seguida.

Em primeiro lugar, quero enfatizar que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos naquela época, em função da falta de informação sobre TDAH por parte de algumas escolas, médicos, profissionais... talvez o pior obstáculo com o qual nos deparamos tenha sido a arrogância, a prepotência e a insensibilidade daqueles que se diziam educadores, mas que optaram por EXCLUIR covardemente o que desconheciam, O TDAH representado naquele momento pelo meu filho, para não terem que experimentar o desafio e a impotência de encarar as suas próprias limitações ou a ignorância que não ousa se superar pela busca do conhecimento.

Aos “terapeutas” que tanto insistiram na tese de que TDAH não existe, que era uma doença inventada pela Indústria Farmacêutica, que a medicação era absolutamente perigosa e desnecessária, que se tratava de “falta de limites”, culpa minha, complexo de Édipo, blá, blá, blá.... Se por um lado lamento o tempo perdido, por outro, agradeço-os por terem me dado à oportunidade de olhar nos seus olhos e perceber o quanto estavam equivocados, aprisionados no estreito universo daqueles que só admitem uma corrente de saber - a própria.

A escola, em especial aquela que sumariamente reprovou o meu filho por não conseguir “ficar atento e ser muito agitado”, ao coordenador que disse que “o conselho de classe era soberano para punir alunos que não se esforçam”... a todos que um dia tentaram atrapalhar o seu caminho, plagiando o poeta Mario Quintana, digo:Eles passaram, ficaram no passado.Meu filho é que era passarinho, voa com sucesso rumo ao futuro. Finalmente, meu afeto e eterna gratidão ao Prof. Paulo Mattos, grande amigo, por ter mostrado ao meu filho um caminho que ele já acreditava não existir e, ao Colégio A. Liessin pela forma acolhedora com que o recebeu, o que fez toda diferença para que ele pudesse provar que o sucesso era possível.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DISLEXIA NO FANTÁSTICO - vídeo

Dicas da ABDA para os Pais que tem filhos com Déficit de atenção e Hiperatividade

Estas recomendações foram elaboradas pela ABDA (www.tdah.org.br) com base na experiência de portadores, familiares e profissionai, devendo ser encaradas como “dicas” que não excluem o acompanhamento por profissional especializado.

Dicas para os PaisEducar um filho com TDAH não é tarefa das mais simples.

Paciência, firmeza e disciplina são algumas das características que quem convive com o portador de TDAH precisa ter. Além de seguir com comprometimento o tratamento prescrito pelo médico, há algumas dicas simples que podem tornar a vida dos pais e da criança mais sadia e feliz.

1) O comportamento dos pais não é a causa do TDAH, mas pode agravá-lo. Um lar estruturado, com harmonia e carinho, é importante para qualquer criança, e indispensável para as portadoras de TDAH, que precisam de bastante suporte para superar suas dificuldades.

2) A casa precisa ter regras claras e que sejam seguidas por todos. Os pais atuam como modelos para os filhos, portanto, devem agir como gostariam que ele agisse. Só assim a criança terá parâmetros de comportamento bem definidos e saberá o que é exigido dela.

3) Elogie, elogie, elogie. É sempre melhor dar atenção aos bons comportamentos do que punir sempre que algo indesejável acontece.

Não espere pelo comportamento perfeito, valorize pequenos passos alcançados. Lembre-se que ela está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue.

Crianças portadoras de TDAH tendem a ser muito criticadas, rotuladas de bagunceiras, e desobedientes e podem se sentir frustradas por não conseguir corresponder às expectativas dos adultos. Ofereça atenção e carinho ao seu filho.

4) A dica número 3 não é sinônimo de permissividade. Dar carinho e atenção não significa deixar de educar com firmeza, impondo limites quando necessário. A criança precisa aprender a cumprir regras e o respeito a elas deve ser exigido.

Leia sobre o assunto para entender o que se passa com seu filho e qual a melhor maneira de ajudá-lo. Compreenda as suas limitações, não exija demais dele, e invista em suas potencialidades.

O psiquiatra, o neurologista e o psicólogo especializados em TDAH são sempre a melhor fonte para recomendar livros, textos e sites relacionados.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Qual é o perfil da escola para o TDAH?

Por Alexandre Farias

Não será possível colocar todas as características de uma escola apropriada para o TDAH, mas escolhi algumas que podem ajudar você.
Não será possível colocar todas as características de uma escola apropriada para o TDAH, mas escolhi algumas que podem ajudar você.
Eu sei que muitas vezes é difícil tomar algumas decisões. Quando falamos de filho, as decisões ficam mais difíceis. Mas se a escola ou professores não entende o hiperativo ou a criança com déficit de atenção, O que fazer?

Não é fácil, às vezes ficamos presos pela insegurança em trocar o nosso filho de escola imaginando que ele vai passar pelas mesmas inseguranças, o medo do novo ou de como lidar com um lugar totalmente desconhecido.

Diversas perguntas vêm a nossa mente mas elas estão voltadas somente a uma: Será que eu não vou trocar 6 por meia dúzia ou por algo pior?
Eu sei como é o coração de um pai de um TDAH – eu sou um pai de um TDAH.

A escola muitas vezes não entende os problemas e quer que o nosso filho seja “como ou melhor” que os outros, mas o engraçado é que quando comparamos “um professor com o outro” ou uma “escola com outra” eles não aceitam estas comparações.

Os nossos filhos são comparados, mas os seus professores ou os diretores não admitem comparações. Mas eu penso da seguinte forma – “Eu preciso lutar para o meu filho não perder a vontade de estudar, não perder a vontade de buscar conhecimento e ter prazer em aprender. Eu não vou deixar ninguém tirar esta vontade dele.”

Se a escola tem um papel fundamental para os nossos filhos, precisamos ter critérios para escolher a escola para eles – ainda mais quando ele tem TDAH.

Como escolher a escola para um TDAH?

A escola necessita estar próxima a família: Ela não pode ignorar o TDAH, seus limites e como age, mas deve fornecer um complemento de educação que a criança possa entender a matéria de forma criativa ou diferente de outros alunos.

A escola de hoje quer robotizar as crianças com os sistemas pedagógicos e educacionais que são dados por educadores que não conhecem as limitações do TDAH. Muitas vezes acreditam que a repreensão severa ou mostrar autoridade pela severidade vai resolver os problemas pedagógicos ou do senta e levanta na classe. Não é desta forma.


O conteúdo pode ser igual a todos, mas o modo de passar este conteúdo pode ser diferente ou especializado para as crianças que não tem facilidade de aprender. Isso entra a competência dos coordenadores pedagógicos e professores que estão na frente da classe.


A escola não pode instigar a competitividade e resultados quantitativos
As escolas que enfocam a formação do aluno valorizando suas diferenças individuais e enfatizam o lado humano das relações em um contexto “bio-psico-social” são mais indicadas para portadores de TDAH do que as escolas que priorizam a competitividade e os resultados quantitativos.

O mundo de hoje está influenciando até o modo pedagógico. As escolas querem formar mini gênios, alunos que entrem nas melhores faculdades para servir de garotos (as) propagandas.

Eles imaginam que quanto mais informação e conteúdo, mais o aluno vai estar preparado o para o dia de amanhã. Basta ver as escolas de hoje que trabalham com sistemas prontos como se fosse o MC Donald’s.

Para eles, o sistema pedagógico nunca é particular, mas nacional. O livro “a” ou o sistema de ensino “b” – eles não podem sair do método porque já está proposto pelo ensino do livro “a’ que é desta forma. Mas será que o livro “a” conta com a dificuldade do TDAH ou de outras crianças ou ele é feito para crianças que não possui dificuldade nenhuma?

O problema é que estas escolas não param para pensar que o conhecimento é por tijolo e não placas industriais. Muitos acreditam que o conhecimento deve ser como aqueles prédios que são feitos de um dia para o outro, mas ele deveria ser como aquela casinha que é feita tijolo por tijolo sustentada por uma base segura.

A criança nem aprendeu o conteúdo de forma clara que foi repassado a 2 aulas atrás, mas o professor já está passando uma matéria nova. Qual é o problema?

O problema é que a matéria nova depende de um bom aprendizado da matéria de aulas anteriores, mas se elas dependem uma da outra, como é que a criança vai aprender as matérias que vem a seguir?

O que acontece com os alunos de TDAH nestas escolas?


Eles se fecham porque não conseguem acompanhar a classe. Começa o problema destes alunos, eles se trancam, tem medo de perguntar suas dúvidas para a professora para não ser chamado de “burro” pela classe. Muitos destes alunos começam a diminuir a letra para que na correção da professora, ela não tenha clareza do que está escrito e não corrija os seus erros.
Eles já tem dificuldades para ter a atenção no que esta sendo ensinado, ainda mais quando não são compreendidos.

Ele espera a correção na lousa para copiar e quando os pais olham para o seu caderno – está tudo certo. Mas isso faz com que o diagnóstico familiar demore a procurar uma ajuda profissional. Quando vamos estudar com eles, detectamos que eles não sabem nada, mas tem boas notas. Mas isso é um meio de defesa do TDAH.

O ambiente de competitividade não é um ambiente calmo nem para os profissionais, quanto mais para um aluno com TDAH. Ele precisa de um ambiente agradável e confiante para que suas dúvidas sejam esclarecidas. Se possível, uma classe com um numero reduzido de alunos para que ele possa ter a atenção necessária.

Então, uma escola que se preocupe com o desenvolvimento do aluno e não enfoca algum tipo de desempenho acadêmico, artístico ou esportivo no sistema competitivo deve ser uma boa escola para as crianças com TDAH.

Não que devemos tratar o TDAH como uma criança doente, mas devemos saber qual é o seu limite para que eles cresçam em seu conhecimento.
UMA ESCOLA ABERTA PARA UMA RELAÇÃO MULTIDISCIPLINAR
Deve haver uma abertura para uma relação multidisciplinar – a escola – o médico – a família – o terapeuta – deve ter uma comunicação para troca de informações sobre os aspectos e definições da conduta mais indicada para cada caso.

O professor deve aceitar cada aluno com suas características e limitações, ele deve promover uma motivação em sala de aula para tornar o aprendizado prazeroso. O aluno TDAH precisa de uma motivação e flexibilidade para adaptação do que deve ser aprendido.

Esta modificação e flexibilidade do método da confiança ao TDAH no professor e na escola para que ele vença os obstáculos e tenha um desenvolvimento sem sofrer pressão externa e interna. Ele necessita um porto seguro.

Enfim, a escola necessita trabalhar as dificuldades dentro dos limites de cada um sem sofrer pressões para que tenha desempenho.
Não queira que seu filho seja alguém que ele pode ser.

Não queria que seu filho seja o que você não foi.
Se o seu filho tem TDAH, procure uma ajuda profissional. Não o culpe, mas ajude-o.
Bibliografia
· Distraídos e a 1000 por hora – Guia para familiares, educadores e portadores de TDAH- Autores :Simone da Silva Sena e Orestes Diniz Neto – editora artmed

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Não é fácil estudar e querer brincar.....

E ai pessoal, como é que vocês estão?

To em prova, não é fácil estudar. É chato demais.



As vezes fico irritado porque eu preciso estudar, mas não consigo ficar concentrado estudando por muito tempo. Caramba, os meus amigos brincando lá fora e eu aqui dentro de casa tendo que estudar. E ainda se fosse algo legal, mas decímetro, centímetro, milímetro...onde é que eu vou usar isso na vida?

Imagina você – Eu chego no posto com o meu carro e digo – Coloca ai 20 mil centrimetros cúbicos de gasosa.... é difícil.... E quando eu preciso decorar o uso das colunas dos templos gregos – jônico, dórico e Corintias...pra que isso, meu Deus!

Será que o pessoal que manda a gente estudar isso não poderia fazer umas matérias do dia a dia da gente?

O problema é que eu fico escutando o barulho da bola, quando não é a campainha que toca e um amigo me chama para jogar bola na quadra. Pronto, lá se foi a minha concentração nos estudos, a minha cabeça fica lá fora.... a cabeça da minha mãe fica doendo de tanto eu pedir para brincar.

As vezes eu durmo até tarde só para não estudar. Eu acordo, mas fico quietinho na cama para o meu pai que estuda comigo não me fazer estudar muito. Mas quando chega uma tal hora, ele me chama e não tem como fugir dele.

Mas não é só de momentos difíceis que a gente vive. Eu quero falar de algo muito legal que a minha professora de geografia fez.

Você acredita que eu consegui decorar todos os estudos e capitais brasileiras!

Que é? Ta duvidando?

É verdade, mas não foi estudando como a gente sempre estuda. A minha professora fez uma musica com todos os estados e capitais. Pronto...decorei rapidinho...

Os professores poderiam ensinar assim, pelo menos a gente consegue aprender com criatividade.
Você imaginou aprender matemática com musica!

Seria uma musica para a tabuada do 8, outra para a do 7 – Só falta o Silvio Santos para dizer – Qual é a musica?

Valeu pessoal....

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vício em internet é mais grave em crianças, aponta estudo

PAUL MARKSda New Scientist

Campos para reabilitação em internet na China e abrigos que mantém longe da conexão ultrarrápida na Coreia do Sul são formas pelas quais os pais optam para libertar seus filhos de uma condição debilitante dos últimos tempos: o vício em internet.

Agora, pesquisadores no Taiwan identificaram um grupo de condições da saúde mental que pode fazer com que uma criança tenha mais chances de ficar viciada na rede --dando a chance aos pais para que façam alguma coisa, antes que seja muito tarde.
Uma equipe liderada pelo psicólogo Chih-Hung Ko, do Hospital Médico Universitário Kaohsiung, em Taiwan, monitorou o uso de internet de 2.300 crianças de 11 anos de idade, durante um período de dois anos. A cada seis meses, as crianças preenchiam formulários detalhando o tempo que elas passaram on-line.

A obsessão doentia pela internet foi encontrada em 11% dos pesquisados, segundo reportou a equipe na revista "Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine".

Alerta precoce

Em ambos os sexos, eles constataram depressão, transtorno de hiperatividade e deficit de atenção, fobia social ou sentimentos de hostilidade, que foram mais predominantes em crianças que desenvolveriam vício em internet do que em adolescentes.

Nas meninas, a fobia social e depressão foram significantemente mais fortes. "Isso significa que diferenças de sexo devem ser levadas em consideração, no que se refere à elaboração de estratégias de prevenção e intervenção para a dependência de internet", afirma Ko.

No entanto, os autores reconhecem que há discordância quanto à prevalência de dependência em internet, citando estudos contraditórios que sugerem um universo entre 1,4% e 18% --apenas relativo à população adolescente.

Os editores da revista afirmam que vale a pena ficar atento. "A intenção em levantar esta preocupação não é ser alarmista, mas sim indicar aos pediatras para aquilo que deve vir a ser um grande problema de saúde pública."

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dicas de Livros sobre TDAH


Alguns leitores deste blog estão pedindo indicações de livros sobre HIPERATIVIDADE OU TDAH. Então, ai vai:

No Mundo da Lua: Perguntas e respostas sobre Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade em crianças, adolescentes e adultos, cujos direitos foram cedidos à ABDA pelo autor.Mattos, Paulo. São Paulo, Lemos Editorial, 2001.





TDA/TDAH - Sintomas, Diagnósticos, e Tratamentos: Crianças e Adultos

Phelan, Thomas W.2005 – M.Books do Brasil Editora
Sabe aquela criança que não pára um minuto e deixa pais, irmãos e professores loucos?

Ela pode ser vítima de um transtorno que atinge cerca de 5% das crianças. E o melhor: o problema pode ser contornado.


É uma obra que tem como foco principal o contexto educacional para a inclusão de alunos com TDAH.

Trata-se de um transtorno que causa um grande impacto na vida da criança ou do adolescente e das pessoas com as quais convive. É de suma importância que o diagnóstico seja definido o quanto antes evitando-se assim um comprometimento ainda maior da criança. Afinal é muito comum apresentarem dificuldades emocionais, de relacionamento familiar e social além de um baixo rendimento escolar.


O professor tem papel fundamental no processo de aprendizagem de crianças e adolescentes com TDAH. Afinal muitas crianças são rotuladas injustamente com esse diagnóstico pelos professores. Porém, muitos desconhecem a condição do TDAH e como lidar com estes alunos em sala de aula.


Diante da prevalência de 3% a 6% desta síndrome, sendo na sua maioria crianças em idade escolar, não se trata, portanto, de algo tão incomum assim. Neste caso, não podemos negar que muitas escolas irão se deparar com estes alunos. Então, como adequar a classe regular para os mesmos?

Em virtude desta problemática, este livro aborda diversas estratégias para serem utilizadas em sala de aula e também para pais e familiares destas crianças a lidar melhor com esta síndrome.

Inclusive descrevemos a relação teoria X prática, em que uma das autoras conta toda sua experiência como educadora de um aluno com diagnóstico de TDAH, a qual, menciona passo a passo suas intervenções, dúvidas e êxitos. Portanto, este livro contém informações relevantes e esclarece que é possível diminuir o fracasso e a evasão escolar, no que diz respeito a estes alunos.

Também é uma forma de atrair a outros profissionais da área da educação a realizarem mais trabalhos científicos tendo como eixo norteador às implicações atreladas aos portadores de TDAH no contexto educacional.


"Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade: O que é? Como ajudar?"
É um excelente recurso para o esclarecimento e a orientação sobre essa problemática tão freqüente e perturbadora para a vida das crianças e dos adolescentes afetados pelo que popularmente se chama de "bicho carpinteiro".
Sua leitura acessível e agradável fornece aos jovens, seus pais e familiares, bem como aos professores e profissionais da área de saúde mental que os acompanham, os conceitos essenciais e mais atualizados sobre TDAH.
Este livro está dividido em duas partes complementares, mas independentes.
A primeira traz interessante história de um garoto com TDAH, a qual exemplifica, de forma envolvente e lúdica, questões relativas a esse quadro clínico. Essa via é extremamente rica para fornecer aos jovens leitores conhecimentos suficiente para dar sentido às suas vivências desestruturadas, bem como incentivá-los a aderir ao tratamento indicado.
A segunda parte do livro apresenta a descrição precisa do TDAH e seu tratamento. Este é um livro que é fácil de entender o TDAH pela história que ela traz com ilustrações explicativas.
Obs: Este blog tem o objetivo de levar até o leitor indicações de livros que possam esclarecer mais o assunto - Os livros citados aqui podem ser achados nas livrarias.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Onde encontrar atendimento para tratar o TDAH

Alguns pais têm pedido algumas informações sobre atendimento gratuito e também como podem conseguir remédios gratuitos.

Quero deixar claro que este blog não orienta sobre medicação e nem é habilitado a dar qualquer prescrição médica para portadores de TDAH, o que fazemos é colocar artigos que falem sobre o TDAH e os seus tratamentos - Nunca medique sem prescrição médica, procure sempre a orientação de um profissional da área.

Indicamos a ABDA
A ABDA tem centros especializados no atendimento a portadores de TDAHI, realizando também pesquisas e treinamento

Quero colocar os endereços onde os pais podem procurar atendimento :

São Paulo

PRODATH - Projeto de Déficit de Atenção e Hiperatividade (adultos)Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 - ambulatório térreo - HC - USPCerqueira César - SP

CEP: 05403-010

MARCAÇÃO DE CONSULTAS – (11) 3069-6971

Horário de atendimento: 09:00 às 16:00h

Coordenador: Dr. Mário Louzã Neto


ADHDA - Ambulatório para Distúrbios Hiperativos e Déficit de Atenção (crianças e adolescentes)Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência - HC - USP

Av. Dr. Ovídio Pires de Campo, s/n - CEP 05403-010

Telefone : (11) 3069-6509 ou 3069-6508

Coordenador: Dr. Ênio Roberto de Andrade



Rio de Janeiro

PAM – MATOSO (crianças e adolescentes)
Rua do Matoso, 96 - Pça da BandeiraRio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2273.0899 (maiores informações com a As. Social Luciana, 5ª de manhã)

Coordenadora: Dra. Katia Beatriz Correa e Silva


• CIPIA

Rua Sebastião Lacerda 70 - Laranjeiras Rio de Janeiro,

Tel: (21) 2285-6351

Coordenadora: Dra. Maria Antonia Serra Pinheiro


• GEDA - Grupo de Estudos de Déficit de Atenção

Instituto de Psiquiatria - Universidade Federal do Rio de Janeiro
O GEDA é um centro de pesquisa, não é um ambulatório de atendimento regular a pacientes com TDAH.

Assim, como em outras áreas da Medicina, são utilizados protocolos de pesquisa previamente aprovados pelo Comitê de Ética que determinam quais pacientes podem ser incluídos nas pesquisas.

Av. Venceslau Brás 71 – Campus da UFRJ (Ao lado do hospital Pinel)Ambulatório do IPUB - CIPE NOVO – sala 5 Rio de Janeiro - RJCEP 22.290-140Tels: (21) 2543-6970Coordenador GEDA: Professor Paulo Mattos


• Santa Casa de Misericórdia (Crianças-adolescentes)

Rua Santa Luzia 206 - CentroRio de Janeiro - RJ

Tel: 21 2221 4896

Coordenador Santa Casa: Dr. Fábio Barbirato



Paraíba

Serviço de Psiquiatria Infantil (crianças e adolescentes)

Hospital Universitário de João Pessoa, 6º andar

Telefone: (83) 216-7201

Coordenador: Dr. Genário Barbosa




Porto Alegre

PRODAH - Programa de Déficit de Atenção/HiperatividadeServiço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência Hospital de Clínicas de Porto Alegre - UFRGS

Rua Ramiro Barcelos 2350

Porto Alegre - RS

CEP 90035-003www.ufrgs.br/prodah

Tel: 51-2101-8094

Coordenador: Dr. Luiz Rohde


Ribeirão Preto

GEAPHI-Grupo de Estudos Avançados e Pesquisa em Hipercinesia (crianças e adolescentes até 13 anos)Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP

Serviço de Psiquiatria da Infância - campus - Balcão 4 (rosa)

Coordenador: Dr. José Hércules Golfetto

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Pela primeira vez não fiquei de recuperação!


Pessoal, vocês não acreditam...pela primeira vez eu não fiquei de recuperação.
Eu pulei de alegria, olha que é a primeira vez que eu também não fiz provas na sala da cordenadora. Eu fiz a prova com a classe, junto com todo mundo.
Vocês sabem, quem tem TDAH - caiu uma caneta no chão, lá vai a atenção.... caramba, até combinou..rsrsr
Bom, mas a minha alegria e ter feito as provas sozinho e conseguir nota - e olha que as notas estão ótimas.
Se você também tem TDAH ou tem outro problema - não desista...tenta que vai dar certo.
Valeu pessoal .
O pessoal está perguntando o meu nome, meu nome é Lucas.
Na próxima vez, eu acho que vou colocar a minha foto.
Valeu - agora eu fuiiiiiiiiiii.....................