Centros de apoio e colégios buscam conhecimento para lidar com portadores de transtorno que prejudica o aprendizado.
Revista Istoé - por Claudia Jordão
O aluno não para quieto na sala de aula, pede para ir ao banheiro o tempo todo, puxa conversa com os colegas de classe. As consequências desse tipo de comportamento costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim. Até há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
De ordem neurobiológica, ele provoca desatennção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Especialistas defendem a ideia de que o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular -, e escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente.
É o caso, por exemplo, do centro de apoio ao aluno Vésper, em São Paulo. Aberto a qualquer aluno que tenha dificuldade no aprendizado, ele oferece aos portadores do TDAH atendimento individual. Psicopedagogos e professores os ajudam a fazer a lição de casa e os orientam em questões relacionadas ao aprendizado.
"No Estudo Orientado trabalhamos, através de atividades específicas, organização, atenção, concentração e técnicas que melhoram a profundidade de leitura", diz a fundadora do Vésper, Nívea Basile.
Com 30 anos de profissão, a psicopedagoga diz que o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano", diz. "A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo." Por isso, Nívea faz questão de ter um ambiente tranquilo a seu favor. Ela e seus professores falam baixo e pausadamente. Suas mensagens são claras e diretas.
Esse suporte também começa a existir em algumas escolas particuulares. Psicóloga da Esil Educacional, no Rio de Janeiro, Andréa Rosa nutre o desejo de dar aos alunos da instituição a mesma estrutura oferecida nos Estados Unidos. "Meu sonho é ter um tutor por sala de aula", diz.
No ano passado, ela ajudou a implementar o Espaço Integrar, uma sala que tem a presença de um pedagogo especializado, capaz de acolher o estudante com déficit de atenção e hiperatividade e o professor dele em situações mais delicadas. Além disso, se for indicado, esse profissional pode auxiliar em sala de aula, dependendo da atividade.
Muitos dos mestres da escola já têm MBA em inclusão. Educadores do Colégio Singular, rede de escolas no ABC paulista, fizeram um curso no início do ano sobre o tema. Oferecido pelo NEA (Núcleo Especializado de Aprendizado), da Faculdade de Medicina do ABC, reuniu neuropediatra, psicólogos e psicopedagogos.
O programa despertou tanto interesse nos educadores que sete deles já iniciaram a pós-graduação em capacitação e aperfeiçoamento em dislexia e TDAH, também na Faculdade de Medicina do ABC.
"Na ânsia de encontrar respostas para o mau desempenho de seus filhos na escola, os pais recorrem cada vez mais ao termo", diz Daniela Antico, orientadora do Singular, em São Bernardo do Campo.
"Queremos ter mais condições de diferenciar a criança hiperativa da indisciplinada." Portadora do transtorno e educadora há 30 anos, a psicopedagoga Rosemeire Henriques se arrisca a dizer que muitas crianças, com níveis mais baixos do transtorno, poderiam abrir mão da medicação, recurso muito utilizado, se tivessem um acompanhamento adequado em casa e na escola. "Os alunos estão chegando para as aulas dopados", diz.
A inclusão com qualidade cresceu, mas está longe de ser ideal. Mãe de Diego, 10 anos, a executiva de vendas Débora Gomes diz que o filho sofreu preconceito nas escolas por onde passou até ser matriculado no Esil, no ano passado. "Foram quatro escolas em quatro anos", conta. "Agora, ele já não se sente mais culpado por tudo de ruim que acontece ao seu redor." Assim como o tratamento de Diego, a mudança de mentalidade dos educadores, apesar de significativa, está apenas começando.
• O que é
De origem neurobiotógiça, se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.
• Ocorrência
Estudos apontam que ele ocorre em 3% a 5% das crianças e, em mais da metade dos casos, acompanha o indivíduo na vida adulta.
• Sintomas
É caracterizado peta combinação de dois tipos de sintomas: a desatenção e a hiperatividade/impulsividade.
• Diagnóstico
Não há exames de laboratório para detectar o transtorno. Seu diagnóstico deve ser feito por um grupo de profissionais formado por neuropediatra, psicopedagogo, psicólogo e fonoaudiólogo.
• Tratamento
Costuma combinar medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas ensinadas à pessoa que possui o problema. A psicotetapia indicada é a terapia cognitivo-comportamental.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Escolas Epecializadas em Déficit de Atenção
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Escolas para TDAH,
Saiu na Mídia
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Ressonância magnética pode ajudar a identificar bipolaridade
Pesquisadores apontam que o uso de exames cerebrais por imagem, para observar como o funcionamento da memória é influenciado pelas emoções, pode ajudar a identificar crianças que sofrem de transtorno bipolar ou do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Diferenciar os dois transtornos baseando-se apenas em medidas comportamentais é tarefa difícil para os médicos. Porém, os pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago, afirmam que as novas descobertas podem ajudar nos esforços para desenvolver exames de diagnósticos baseados tanto em marcadores neurológicos como em comportamentais.
No estudo foram utilizados exames de ressonância magnética funcional para observar as atividades cerebrais de crianças e jovens enquanto os mesmos realizavam tarefas de memória, ao mesmo tempo em que visualizavam rostos com diferentes emoções. Os participantes tinham entre 10 e 18 anos, sendo que 23 deles sofriam de transtorno bipolar, 14 de TDAH e 19 não apresentavam nenhum dos dois problemas. Os autores do estudo ressaltaram que aqueles que sofriam de um dos dois transtornos não estavam tomando medicação.
Segundo o relatório publicado na edição de outubro do Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, em comparação aos participantes do grupo de controle, aqueles que sofriam de um dos dois transtornos apresentaram disfunções no córtex pré-frontal - área que controla o comportamento (como a impulsividade), as funções executivas, a memória de trabalho, a atenção e a linguagem.
O estudo constatou que os participantes com TDAH foram os que apresentaram as disfunções mais severas no córtex pré-frontal, mas os que sofriam de transtorno bipolar apresentaram maiores deficiências em áreas cerebrais envolvidas no processamento e regulagem das emoções.
"Esperamos que, ao conseguir diferenciar melhor esses dois graves distúrbios comportamentais, possamos desenvolver diagnósticos mais precisos e tratamentos mais direcionados para o transtorno bipolar e o TDAH", disse em um release Alessandra Passarotti, professora assistente de psiquiatria na Universidade e principal autora do estudo.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Quase metade dos coordenadores pedagógicos não conhece o Ideb de suas escolas - Ligia Sanchez
Quase a metade (47%) da coordenação pedagógica da rede pública brasileira não sabe dizer o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de sua escola. A informação foi revelada por uma pesquisa que busca traçar o perfil de coordenadores pedagógicos brasileiros e suas relações com a educação, encomendada ao Ibope Inteligência pela Fundação Victor Civita.Quanto à percepção dos coordenadores pedagógicos sobre a educação brasileira, a pesquisa aponta que 51% deles consideram que o ensino no país é regular e 75% acham que todas as escolas têm que ter a mesma base para o currículo.
Em relação à carreira dos coordenadores, o estudo conclui que são, na maioria, profissionais experientes, mas não estão há muito tempo na escola atual. Em média, os entrevistados trabalham há 6,9 anos no cargo, sendo que 28% deles têm mais de dez anos de experiência como coordenador pedagógico, 27% têm de dois a cinco anos e 24%, de cinco a dez anos.
Quase a metade desses profissionais está há dois anos ou menos na coordenação da escola atual. Segundo a pesquisa, 16% dos consultados tinham menos de seis meses na coordenação da unidade. Apenas 24% têm mais de cinco anos de casa.
O levantamento sobre a formação dos coordenadores pedagógicos mostrou que 70% deles possuem pós graduação -quase todos latu sensu- e consideram que seu curso universitário não os preparou para o cargo e, por isso, têm que fazer cursos específicos. No entanto, 96% deles avaliaram a qualidade de sua graduação universitária como boa ou excelente.
A pesquisa foi realizada com 400 coordenadores pedagógicos, em 12 capitais e no Distrito Federal (Manaus, Belém, São Luís, Natal, Recife, Salvador, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre). Eles coordenam escolas com 1,1 mil alunos, em média. Mais da metade (56%) dos entrevistados trabalha nos três turnos de aulas (manhã, tarde e noite). As mulheres representam 90% da categoria.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Professor é afastado após insultar alunos e quebrar porta de escola no litoral de SP
Um professor de geografia foi afastado de suas atividades após insultar alunos e uma outra professora em uma escola estadual de Caraguatatuba (litoral de São Paulo). O professor também teria quebrado a porta de uma sala de aula. A confusão aconteceu na última terça-feira na Escola Estadual Ismael Iglesias. De acordo com a Polícia Civil, o professor teve um desentendimento com uma aluna e iniciou uma série de xingamentos. Uma professora tentou intervir e também foi insultada e empurrada pelo professor.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Discalculia, o mal de números
Imagine um jogo de futebol entre Corinthians e Guarani no Pacaembu. Quem entra no estádio é capaz de perceber claramente que a torcida do Timão é maioria nas arquibancadas. Mas saber distinguir qual é a maior ou a menor parcela do público pode não ser tão simples para quem tem discalculia, uma disfunção neurológica caracterizada pela dificuldade de resolver cálculos matemáticos e pela falta de noção de quantidades.
Na reta final do ano letivo, esse “mal dos números”, de difícil diagnóstico, pode estar por trás do desempenho ruim do estudante na matemática – a má performance escolar, porém, pode ser influenciada por inúmeros fatores. Para dimensionar a discalculia hoje no Brasil, o psicólogo Pedro Pinheiro Chagas, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais, coordena um estudo sobre a prevalência da disfunção no Brasil, cujos resultados serão divulgados em 2011.
“Ainda há poucas pesquisas sobre o tema no País, ao contrário do que ocorre com a dislexia (distúrbio relacionado à linguagem).”
Para o cientista político discalcúlico Alexandre Barros, de 68 anos, a dislexia é mais conhecida e tratada porque as pessoas vivem de palavras. “É mais fácil esconder a dificuldade com números do que com a linguagem”, diz.
Os sinais da discalculia variam conforme a idade (veja quadro acima), mas todos os portadores do distúrbio costumam sofrer nas aulas de matemática. Segundo a psicopedagoga Valéria de Andrade Cozzolino, da Associação Brasileira de Dislexia, o discalcúlico não consegue adquirir o conteúdo por mais que se esforce e, quando os pais e os professores demoram a perceber que as notas baixas não resultam de preguiça ou má vontade, as consequências podem ser graves. “As crianças sofrem, são rotuladas pelos professores de preguiçosas e isso afeta muito a autoestima”, diz.
Especialistas concordam que o diagnóstico do distúrbio é muito complexo e que depende da avaliação de uma equipe multidisciplinar. Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, explica que a discalculia é genética e acompanha o indivíduo durante toda a vida.
“Assim como o disléxico troca o ‘p’ pelo ‘d’, o discalcúlico troca o 39 pelo 93”, exemplifica Quézia.
Segundo o neurologista Luiz Celso Pereira Vilanova, professor da Universidade Federal de São Paulo, é comum que a discalculia esteja associada a outros distúrbios, como a dislexia e o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). “É mais raro ter apenas a dificuldade com os cálculos matemáticos. Estudos apontam a incidência de uma em cada 40 mil pessoas”, afirma.
Quando os professores ou os pais percebem que os tropeços da criança com relação aos números são maiores do que o comum, a recomendação é que se procure um profissional na área, como psicopedagogo ou neurologista. O tratamento, que varia de pessoa para pessoa, deve envolver o resgate da auto-estima do indivíduo. A psicopedagoga Valéria explica que, durante o tratamento, o aluno aprende a criar uma estratégia diferenciada para que ele construa seu próprio caminho de aprendizado.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
- Quanto mais cedo se descobre que uma criança tem a discalculia, mais facilmente ela aprenderá a lidar com o distúrbio. Por isso, é importante que professores e pais estejam atentos aos primeiros sinais e encaminhem o jovem a um especialista o quanto antes.
- A falta de conhecimento sobre a disfunção pode provocar sérios danos à autoestima do estudante. Além de recuperá-la, o tratamento prevê também a criação pelo aluno de uma estratégia diferenciada para que ele construa seu próprio caminho de aprendizado.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,discalculia-o-mal-de-numeros,617127,0.htm
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Mitos sobre déficit de atenção e hiperatividade - Revista Crescer
É causado pelos pais, que não impõem limites aos filhos
O transtorno tem uma das mais altas taxas de herdabilidadegenética da psiquiatria, de cerca de 75%. Fatores ambientais podem fazer os genes se manifestar com mais facilidade, como hemorragias cerebrais ou quando a mãe fuma ou bebe na gestação. Já a maneira como os pais criamos . lhos pode piorar a doença, mas não é a sua .
Ver TV e jogar videogame em excesso causam TDAH.
Alguns estudos mostram que crianças com TDAH vêm mais TV e jogam mais videogame que as outras, mas a relação não é de causa. Justamente porque têm dificuldade de se concentrar é que precisam de estímulos mais fortes, como a TV. Mesmo assim, elas retêm bem menos informação e têm desempenho pior nos games que as crianças normais.
A psicoterapia pode resolver o problema. Não há necessidade de remédio.
Não são todos os casos, mas 80% das crianças vão precisar da medicação. E isso não tem a ver com a gravidade do distúrbio. A anorexia, por exemplo, pode até matar, mas é melhor tratada com terapia. Quanto ao TDAH, apenas um tipo de terapia mostrou benefícios, a do tipo cognitivo-comportamental, mas apenas em adultos. Os estudos não mostram benefício em crianças. Isso não significa que ela não possa fazer terapia: pode, para lidar com os sintomas secundários, os traumas decorrentes da doença e, muitas vezes, com as comorbidades existentes. Só crianças têm TDAH, adultos não.
O transtorno aparece, sempre, na infância, e geralmente continua pela vida toda. Os casos de cura são minoria. O que pode ocorrer é que os sintomas de hiperatividade diminuem nos adultos, dando lugar à sensação de inquietude interior, o que dificulta o diagnóstico.
É muito difícil realizar o diagnóstico.
Normalmente, os pais percorrem uma romaria de médicos até descobrir o que a criança tem. Isso ocorre porque o desconhecimento sobre o tema ainda é grande no Brasil. Mesmo os especialistas, às vezes, têm pouca informação sobre o assunto. Mas quando se encontra um profissional que conheça bem o distúrbio, não é difícil detectá-lo, porque os sintomas já são bem descritos na literatura médica.
Adaptar o ambiente e conceder direitos especiais para portadores impede que superem a doença.
O TDAH é um transtorno crônico. Ele não é curado, mas controlado, e o tratamento se faz todo dia. Por isso, de nada adianta esperar que a criança vá “superar” a doença. Ela pode, sim, aprender a conviver com ela, como um paciente com diabetes ou um deficiente físico com cadeira de rodas.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Projetos para a inclusão de alunos com TDAH.
Professor, as inscrições do concurso foram prorrogadas.
Agora, você e a sua escola têm até o dia 30 de agosto para participarem ativamente desta iniciativa e enviarem seus projetos para a inclusão de alunos com TDAH.
Como funciona?.
É um concurso entre escolas de todo o país, públicas e particulares..
Cada uma inscreve seus projetos apresentando o resultado de suas experiências..
As instituições são selecionadas com as melhores propostas em cada uma das três categorias participantes, sendo elas, 1 a 4ª série, 5 a 9ª série e Ensino Médio..
Além de prêmios, as instituições serão reconhecidas por fazer a diferença na inclusão de alunos com TDAH.
Contamos com seu apoio.Aproveite e participe!
Muito obrigado!
Equipe Atenção Professor

quarta-feira, 28 de julho de 2010
Grupo gratuito atende pais de portador de TDAH - Diário do Grande ABC

Estão abertas as inscrições para o Grupo de Apoio aos Familiares de Portadores do TDAH (Transtorno do Déficit da Atenção e Hiperatividade). Promovidos pelo Comitê Multidisciplinar de Adolescência da Associação Paulista de Medicina, os grupos se formam a cada semestre e são coordenados pelo médico Wimer Bottura Júnior, presidente do Comitê.
No dia 20 de agosto, novo grupo iniciará seus trabalhos. Sempre gratuitamente, realiza uma série de sete encontros nos quais os participantes são orientados por meio de palestras. Nessas oportunidades, profissionais ligados ao transtorno abordam suas experiências, levando, inclusive, alguns casos clínicos para ilustrar a conversa.
O objetivo é informar e orientar os familiares sobre a doença, tratamento, características e, com isso, melhorar o convívio com o paciente no dia a dia. Também serão debatidos outros problemas, como o fato de alguns portadores sentirem-se excluídos. "Atualmente, o distúrbio atinge de 3% a 5% da população infantil em idade escolar e mantém-se até a fase adulta", afirma o dr. Wimer. Informações e inscrições: das 16h às 21h com Luci pelos telefones 3188-4243, 3188-4244.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Pesquisadores buscam uma forma objetiva de diagnosticar transtorno de atenção

Estou diante de um console de plástico cinza que lembra uma cabine de piloto de avião.
Toda vez que me mexo, um pequeno refletor em uma tiara improvisada na minha testa alerta um dispositivo de monitoramento infravermelho que aponta para mim de cima de um monitor de computador.
Vendo a tela, eu devo clicar em um mouse toda vez que vejo uma estrela com cinco ou oito pontas, mas não estrelas com apenas quatro pontas.É uma tarefa realmente simples e tenho diploma de graduação. Então por que sempre erro?
Vendo a tela, eu devo clicar em um mouse toda vez que vejo uma estrela com cinco ou oito pontas, mas não estrelas com apenas quatro pontas.É uma tarefa realmente simples e tenho diploma de graduação. Então por que sempre erro?
Na metade da sessão, com duração de 20 minutos, me vejo clicando em várias estrelas de quatro pontas, enquanto suspiro, xingo e bato o pé a cada novo erro, enviando informações ainda mais desfavoráveis ao aparelho através de faixas de monitoramento ligadas às minhas pernas.
Dr. Martin H. Teicher, psiquiatra de Harvad e inventor do teste, tem uma explicação para minha situação difícil.
"Temos algumas evidências objetivas de falha na atenção", ele disse - em outras palavras, um caso "muito sutil" de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, ou TDAH (de fato, já tinha recebido esse diagnóstico três anos antes).
Dr. Martin H. Teicher, psiquiatra de Harvad e inventor do teste, tem uma explicação para minha situação difícil.
"Temos algumas evidências objetivas de falha na atenção", ele disse - em outras palavras, um caso "muito sutil" de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, ou TDAH (de fato, já tinha recebido esse diagnóstico três anos antes).
Eu não apenas cliquei demais onde não deveria, ou não cliquei onde deveria, mas pequenas mudanças no movimento da minha cabeça, monitorado pelo detector de movimento do aparelho, sugeriam que eu tendia a mudar estados de atenção, de focada na tarefa a distraída, passando por impulsiva.
A invenção de Teicher, o Sistema Quociente TDAH, é apenas um dos vários esforços contínuos para encontrar um indicador biológico - evidências biológicas nítidas - para este transtorno tão elusivo.
A maioria dos pesquisadores considera o TDAH um déficit genuinamente neurológico que, se não for tratado, pode arruinar não apenas os boletins escolares, mas também vidas. No entanto, a busca por evidências objetivas ganhou uma nova urgência nos últimos anos.
Muitos críticos dizem que o transtorno está sendo descontroladamente superdiagnosticado por médicos que empurram medicamentos controlados em associação com a indústria farmacêutica, estimulados por uma cultura de pais extremamente ansiosos e educadores complacentes.
Esses críticos afirmam que o tratamento padrão - medicamentos estimulantes como Ritalina e Adderall - trazem um alto risco de efeitos colaterais e abuso em crianças cujos problemas de atenção podem não ter causa biológica.
Mesmo assim, apesar dos perigos do diagnóstico falho, a forma mais comum de detectar o distúrbio não tem relação direta com a biologia. Em vez disso, os pacientes - junto com seus pais e professores, no caso das crianças - são solicitados a responder um questionário sobre sintomas dos quais a maioria dos mortais acaba sofrendo cedo ou tarde. Você (ou seu filho) muitas vezes comete erros bobos? Você muitas vezes não ouve quando falam com você diretamente? Você muitas vezes não acompanha instruções que lhe são dadas?
Este método, similar à forma como os médicos diagnosticam doenças mentais, é tão subjetivo que as respostas, e os diagnósticos, podem depender do quanto um paciente, um pai ou professor está se sentindo angustiado em determinado dia. Além disso, pais e professores, e até pai e mãe, podem discordar, obrigando o médico a escolher em quem acreditar.
A invenção de Teicher, o Sistema Quociente TDAH, é apenas um dos vários esforços contínuos para encontrar um indicador biológico - evidências biológicas nítidas - para este transtorno tão elusivo.
A maioria dos pesquisadores considera o TDAH um déficit genuinamente neurológico que, se não for tratado, pode arruinar não apenas os boletins escolares, mas também vidas. No entanto, a busca por evidências objetivas ganhou uma nova urgência nos últimos anos.
Muitos críticos dizem que o transtorno está sendo descontroladamente superdiagnosticado por médicos que empurram medicamentos controlados em associação com a indústria farmacêutica, estimulados por uma cultura de pais extremamente ansiosos e educadores complacentes.
Esses críticos afirmam que o tratamento padrão - medicamentos estimulantes como Ritalina e Adderall - trazem um alto risco de efeitos colaterais e abuso em crianças cujos problemas de atenção podem não ter causa biológica.
Mesmo assim, apesar dos perigos do diagnóstico falho, a forma mais comum de detectar o distúrbio não tem relação direta com a biologia. Em vez disso, os pacientes - junto com seus pais e professores, no caso das crianças - são solicitados a responder um questionário sobre sintomas dos quais a maioria dos mortais acaba sofrendo cedo ou tarde. Você (ou seu filho) muitas vezes comete erros bobos? Você muitas vezes não ouve quando falam com você diretamente? Você muitas vezes não acompanha instruções que lhe são dadas?
Este método, similar à forma como os médicos diagnosticam doenças mentais, é tão subjetivo que as respostas, e os diagnósticos, podem depender do quanto um paciente, um pai ou professor está se sentindo angustiado em determinado dia. Além disso, pais e professores, e até pai e mãe, podem discordar, obrigando o médico a escolher em quem acreditar.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Professora amarra e amordaça aluno em Brasília
A professora Fátima Maria Gomes Bordine foi indiciada por maus-tratos, constrangimento ilegal e submissão à vexame, após amarrar e amordaçar uma criança de 6 anos em Brasília.
O caso ocorreu na manhã de ontem, em uma escola do Lago Sul. Segundo depoimento da professora, que foi liberada após assinar um termo circunstanciado, ela amordaçou o menino com fita adesiva.
Além disso, ela prendeu a criança em uma cadeira na sala de aula, na frente dos colegas de classe, de acordo com a polícia.
A professora alegou que queria que o menino ficasse quieto, pois precisava de silêncio na aula.
"Perdi a cabeça', disse em depoimento. Segundo a polícia, funcionários da escola testemunharam a situação e chamaram os policiais.
Fonte: agência Estado/ Video R7
O caso ocorreu na manhã de ontem, em uma escola do Lago Sul. Segundo depoimento da professora, que foi liberada após assinar um termo circunstanciado, ela amordaçou o menino com fita adesiva.
Além disso, ela prendeu a criança em uma cadeira na sala de aula, na frente dos colegas de classe, de acordo com a polícia.
A professora alegou que queria que o menino ficasse quieto, pois precisava de silêncio na aula.
"Perdi a cabeça', disse em depoimento. Segundo a polícia, funcionários da escola testemunharam a situação e chamaram os policiais.
Fonte: agência Estado/ Video R7
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Grupo de Apoio para Pais e Portadores
ABDA São PauloGrupo de Apoio para Pais e Portadores
Coordenação: Drs. Iane Kestelman e Ronaldo Ramos
Data: 26/06/2010 (sábado)
Horário: 15:00 às 18:00h
Local: Rua 13 de Maio, 918 – casa – Bela Vista (metrô Brigadeiro) - São Paulo - SP
INSCRIÇÕES
Pelo e-mail abda@tdah.org.br, informando: nome completo, endereço, CEP, telefone e se é portador/familiar.
PRIORIDADE PARA ASSOCIADOS DA ABDA
quarta-feira, 2 de junho de 2010
CONGRESSO TDAH - RJ

O IV Consenso Latinoamericano del TDAH, que acontecerá nos dias 2 e 3 de agosto de 2011 também no Sheraton Rio Hotel & Resort, será um encontro restrito a profissionais que fazem parte dos grupos de trabalho da Liga Latinoamericana del TDAH que engloba membros de todos os países da América Latina. http://www.tdahlatinoamerica.org/
quinta-feira, 27 de maio de 2010
TDAH: Santa Casa oferece tratamento gratuito para crianças
Pais que têm filhos muito agitados e desconfiam que eles sofram de Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAHI), aí vai uma boa notícia: a Santa Casa de Misericórdia do Rio está com 50 vagas para o tratamento gratuito de crianças com esse problema.Mas, segundo Fabio Barbirato, chefe do departamento de psiquiatria infantil da instituição, nenhum dos pacientes ter feito qualquer tratamento antes ou estar no meio de um:
- A iniciativa é voltada para pessoas humildes, que não teria como pagar esse tratamento, que é caríssimo. Só a avaliação pode custar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.
Outras informações podem ser obtidas no telefone da Santa Casa: 2533-0118. E, caso você ache que seu filho pode ter TDHI, veja abaixo uma lista com os sintomas. Se forem identificados entre 5 e 6 deles com a intensidade "bastante" ou "demais", você deve encaminhar a criança para uma avaliação especializada.
1. Falha em prestar atenção aos detalhes ou comete erros por falta de cuidado em trabalhos escolares e tarefas.
2. Dificuldade em manter atenção em tarefas ou em brincadeiras.
3. Parece não escutar quando lhe falam diretamente.
4. Não segue instruções e falha em terminar temas de casa, tarefas ou obrigações.
5. Tem dificuldades para organizar tarefas e atividades.
6. Evita, não gosta ou reluta em envolver-se em tarefas que exijam manutenção do esforço.
7. Perde coisas necessárias para suas atividades (brinquedos, livros, lápis, material escolar).
8. É distraído por estímulos alheios.
9. É esquecido nas atividades diárias.
10. É irrequieto com as mãos ou pés ou se remexe na cadeira.
11. Abandona sua cadeira em sala de aula ou em outras situações nas quais isto é inapropriado.
12. Corre ou escala em demasia em situações nas quais isto é inapropriado.
13. Tem dificuldades para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer.
14. Está a mil ou frequentemente age como se estivesse a "todo vapor".
15. Fala em demasia. 16. Dá respostas precipitadas antes das perguntas serem completadas.
17. Tem dificuldade para aguardar a vez.
18. Interrompe ou se intromete em conversas ou brincadeiras.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Dislexia e TDAH: saúde na escola
Você sabe o que é dislexia e déficit de atenção?O que significa todas essas palavras complicadas? Precisamos entender o que são e a importância delas. Vamos lá!
Dislexia é quando e a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever. Costuma ser identificada na alfabetização e acontece mesmo quando o aluno tem uma inteligência acima da média. Não há cura, mas remédios ajudam os disléxicos a conviver e superar suas dificuldades.
Já o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é quando uma pessoa mostra sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade.
O transtorno nasce com a pessoa e assim como a dislexia e aparece na infância, quase sempre acompanhando o indivíduo por toda a sua vida.
Nas duas situações a pessoa tende a sentir-se triste, frustrada e com comportamentos agressivos.
Infelizmente, a maioria das escolas do Brasil não dá suporte aos alunos que apresentam essa dificuldade e nem ao menos têm conhecimento do problema.
Pensando nisso, o senador Gerson Camata (PMDB do Espírito Santo) apresentou um Projeto de Lei 7081/10 que obriga o diagnóstico e tratamento de dislexia e de transtorno de déficit de atenção para estudantes do ensino básico.
A ideia é assegurar aos alunos o acesso aos objetos didáticos adequados ao desenvolvimento da aprendizagem e oferecer aos professores cursos específicos sobre o diagnóstico e o tratamento dessas disfunções.
Na Câmara dos Deputados, o projeto precisa ser votado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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